26 de janeiro de 2012, às 12h11min

No topo, o tempo é frio e os ventos fortes

No jogo das empresas, o preço da entrada não costuma ser baixo e o de saída pode ser muito maior. É sempre bom lembrar a velha frase: por que veio, veio por quê? Se não está preparado, não entre na competição. Entrou no jogo é para jogar. Como ficar de fora, se a até a Luiza voltou do Canadá?

Tamanho do texto:
 
Compartilhar
Em atividades que envolvem competição, os participantes são implacáveis. Não significa que não respeitem os oponentes, mas que usem todas as regras do jogo e habilidades para superá-los.

O boxeador não deixará de nocautear seu adversário, nem o atacante evitará fazer o décimo gol, em sonora goleada. Assim também é o jogo empresarial.

A luta não é por espaço no armazém do cliente, um lugarzinho na vitrine do revendedor, uma gôndola a mais no supermercado, um outdoor na rua principal. O esforço é para ocupar, pelo tempo que for possível, a mente do consumidor.

A terrível luta para chegar ao topo dessa montanha do sucesso, espaço para apenas um, traz uma surpreendente novidade para quem a alcança: fincada a bandeira, não há conforto, pois o tempo é frio e os ventos fortes.

A concorrência pelo privilégio de ocupá-lo é negócio para profissionais. Por essa razão, poucas empresas conseguem manter por muito tempo essa condição.

Ainda que insistamos, gestores negligenciam o fato de que a permanência ou mesmo a descida requer a boa companhia de experts, pessoas acostumados a lidar com as intempéries.

A descida é sempre mais perigosa que a subida. Há o cansaço, a desânimo pela perda do lugar, o encontro com grupos motivados, subindo cheios de energia, o uso de novos recursos de escalada, e os competidores vão chegando com seus tanques de oxigênio carregados de ar puro.

Quanto mais baixo desce a empresa, maior o risco de ser atingido por avalanches. Lá no alto há muitos pés pisando em pedras soltas.

Empresa no topo é adversário a ser derrotado. Ainda que não queira, é inevitável que o vencedor sempre deixe no rastro do sucesso lições que podem ser aprendidas e aperfeiçoadas.

Note que recordes que ficaram muito tempo sem ser batidos, uma vez que ocorram, serão superados sucessivamente Nesse aspecto, crer é poder. Poder que leva o homem a feitos extraordinários, eliminando a própria descrença e descrédito.

Por que chegar ao topo, se a permanência cobra alto preço?

Por uma razão muito simples: para permanecer em qualquer competição, o mínimo que podemos fazer é dar o máximo.

No jogo das empresas, o preço da entrada não costuma ser baixo e o de saída pode ser muito maior.

É sempre bom lembrar a velha frase: por que veio, veio por quê?

Se não está preparado, não entre na competição. Entrou no jogo é para jogar.

Como ficar de fora, se a até a Luiza voltou do Canadá?

O trabalho na montanha do sucesso não requer apenas a superação dos adversários e das adversidades, é necessário levar ao local da permanência os recursos para subsistência.

O que carregar e como continuar a abastecer o local são decisões que dependerão de conhecimentos, recursos financeiros e habilidades excepcionais, que produzirão as vantagens competitivas.

Bem agasalhado, com um bom café, ao lado de uma boa fogueira, céu azul, boa companhia, a vista lá de cima é indescritível.

Dizem os especialistas e os estudiosos que do alto é mais fácil observar as carências e criar as condições do futuro.

Não acredita? Bom, já esperava essa reação.

Vem, vamos perguntar a quem chegou!

Ivan Postigo

Diretor de Gestão Empresarial

Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas

Free e-book: Prospecção de clientes e de oportunidades de negócios

Postigo Consultoria Comunicação e Gestão

 

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.


As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
Assuntos
Gostou?
 
Autor

Economista, contador, pós-graduado em controladoria pela USP.
Vivência  em empresas nacionais, multinacionais americanas e européia de lingotamento de aço, equipamentos siderúrgicos, retroescavadeiras e tratores agrícolas, lentes e armações de óculos, equipamentos de medição de calor, pilhas alcalinas, vestuários, refrigerantes, ferramentas diamantadas , cerâmicas, bebidas quentes, plásticos reciclados, hotelaria e injeção de plásticos.
Executivo nas áreas fabril, administrativa/financeira, marketing e vendas. 
Escreve artigos com foco nos aspectos econômicos e de gestão das empresas  para jornais e revistas.
Consultor de comunicaçao e gestão, palestrante, escritor e articulista.
www.postigoconsultoria.com.br
E-mail: ivan@postigoconsultoria.com.br
Twitter:@ivanpostigo

 

 
Mais do autor
Deixe seu comentário

Baixe gratuitamente o app da Revista AdministradoresE tenha acesso às edições da revista. Disponível para iPad, iPhone e iPod Touch.
Últimos comentários
 
  Caros senhores, bom tarde a todos,   Com o devido respeito, discordo da opinião emitida pelo autor...
 
isso não resolve porque nos dias de medição a empresa sabe e proibe os operadores de tirar pausa par...
Elizangelasouza 16 hora(s) atrás em
Novas estratégias para novos comportamentos
 
Um artigo de grande relevância para àqueles que acreditam que a mola mestre de toda ação perpassa po...
Informativos
Receba nosso informativo em seu e-mail.


Enquete
Você, estudante de Administração, pretende seguir qual caminho ao concluir o curso?
Prestar concurso público
Abrir seu próprio negócio
Trabalhar para empresas privadas
Seguir carreira acadêmica
Outros

Indicadores
Câmbio
PapelCompraVenda
Dólar ComercialR$ 1,99R$ 2,00
Dólar Paralelo SPR$ 1,91R$ 2,14
Dólar Turismo SPR$ 1,91R$ 2,14
EuroR$ 2,49R$ 2,49
Bolsa de valores
BolsaVariaçãoFechamento
Bovespa+0.7454063.00
Dow Jones-0.6012454.83
Nasdaq-0.072839.38
Fonte: