08 de setembro de 2009, ās 23h49min

Novas Aspirações, Novas Inspirações

Por Carolina Manciola
 
Um ser humano adulto inspira cerca de 20 vezes por minuto, ou seja, durante o dia, são cerca de 28.800 inspirações. Esse é um processo vital e complexo, afinal o ar tem um longo caminho a percorrer até chegar aos pulmões. É por ai que tudo começa: ao nascer, inspiramos pela primeira vez; ao morrer, expiramos pela última.
Você pode estar achando estranho, mas esse artigo não visa tratar da fisiologia do corpo humano, nem tampouco sobre suas estatísticas, mas de algo inerente a nossa existência e primordial ao nosso desenvolvimento; ele é uma devolutiva de um processo, de um entusiasmo criador.

Poderia passar dias falando sobre esse assunto, afinal estou realmente inspirada, porém tratarei de forma sucinta sobre o objeto desse artigo: novas aspirações demandam novas inspirações. Como diria Albert Einstein “é insano desejar resultados diferentes mantendo-se o status quo”, mas é fato que algumas pessoas insistem nisso. Talvez por falta de motivação, talvez por falta de dedicação ou, quem sabe, simplesmente, porque a mudança não se faça assim tão necessária (ou sua necessidade ainda não seja tão explícita)...

Para que não se tornem devaneios, é importante buscar fontes que estejam alinhadas ao nosso propósito, até porque existe uma alta probabilidade de dispersão em meio a tanta informação, a tantas minas de inspiração. É nessas horas que o foco faz diferença, pois sabendo aonde se quer chegar é mais fácil decidir por qual caminho seguir e quais obstáculos estamos dispostos a superar. É nessa hora que você deixa de ser refém do destino e passa a protagonizar sua própria história.

Afinal, quem não gosta de olhar para trás e vangloriar-se de suas realizações?

Melhor ainda é olhar pra frente e perceber o quanto ainda temos para realizar. Acontece que muitas vezes nos confinamos em nosso mundinho e perdemos um mundão de oportunidades. Isso me lembra o excerto da música que inspirou meu nome: “o tempo passou na janela e só Carolina não viu” (talvez seja por isso que eu faça questão de sempre viajar na janelinha do avião, risos).


É preciso estar atento ao que ocorre a nossa volta, extrair daqueles que admiramos o seu melhor, aprender com erros e acertos e estar preparado para colher aquilo que se plantou. Me disseram uma vez: “cuidado com aquilo que você pede, pois isso pode se tornar realidade”. Nesse “conselho”, sugiro substituir o “cuidado com” para “prepare-se para”, pois oportunidades são criadas e estando-se preparado para aproveitá-las “o mundo se afasta e dá passagem para o homem que sabe aonde vai” (David Star Jordan).

O medo do novo sempre vai existir, mas isso não pode ser um empecilho às nossas aspirações. O medo precisa ser positivo, afinal ele tem um papel de regulador para nos proporcionar um equilíbrio. Ele contribui para que determinemos a intensidade das nossas ações e nos força a tomar uma atitude e agir é atuar no presente para criar o futuro.

Melhor dizendo, o presente é o que temos em mãos para fazer nossa história. É nele que precisamos operar buscando novas inspirações que nos guiem ao nosso “destino”, às nossas novas aspirações. Para isso novas capacidades precisam ser adquiridas, alguns comportamentos e crenças revistos lembrando sempre que “aquilo que nos trouxe até aqui, quase sempre é insuficiente para nos levar mais longe”.

Referências biográficas:
Minha mãe, Rita, meu pai, Cezar, minhas irmãs Camila, Luísa e Marina, meu marido, Fernando, meus quase pais, Jael, Edson, Regina e Claudio, os amigos de alma Ivana Fadul, Thiago Fernandes, Cristina Siquara, Naiana Buck, Fernanda Mutti, Vanessa Mensitiere, Bruno Porto e Antonio Amorim, os “chefes” Garrido, Maiara, Hermon e Scher Soares e tantas outras pessoas que me inspiraram e vão continuar me inspirando a ser uma pessoa cada vez melhor.

 
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