03 de junho de 2009, ās 10h48min

Novos produtos de investimento

Por MAICO SULLIVAN LIMA
 
Por: Maico Sullivan

Uma boa notícia para os pequenos investidores e também para quem sempre quis aplicar em ações mas não sabia como ou não tinha tempo de acompanhar o mercado e fazer análises. Muito conhecidos em outros países, principalmente nos EUA, os ETFs – Exchange Traded Funds são fundos de investimentos negociados na Bolsa de Valores que acompanham os índices acionários. São produtos de investimentos novos no Brasil, o primeiro deles o PIBB foi lançado em 2004 pelo Itaú, cujo qual acompanha o IBrX - 50. Até então era o único fundo deste tipo; porém foram lançados em dezembro de 2008 os iShare, do Barclays. Em Bolsas como a de Nova York a participação dos ETFs chegam a 30% do volume de negociações, enquanto na BM&FBovespa não chegam a 0,5%.

Os investidores podem adquirir as cotas a partir de R$ 45,00. Isso significa que, com uma única cota, você torna-se sócio de várias empresas. O Ibovespa, principal índice da Bovespa, é composto pelas 65 ações mais negociadas do mercado. Ao comprar uma cota do ETF BOVA11, cujo qual segue a variação do Ibovespa, o investidor estará arrematando, em apenas uma transação, os 65 papéis.

Estes fundos tornam-se atrativos pela facilidade e o custo das operações. Abrindo uma conta em uma corretora que cobre entre 0,15% e 0,5% para realizar o serviço de compra e venda, já se pode começar a investir. Como não há a interferência de gestores na escolha dos papéis que irão compor a carteira do fundo, a taxa administrativa torna-se mais em conta, variando entre 0,59% e 0,69% ao ano.

Pode-se dizer que os ETFs são uma ferramenta simples de diversificação dos investimentos. E o investidor não irá precisar acompanhar o mercado para escolher as ações. Além disso, sai mais em conta do que investir em fundos passivos do mercado. Outro ponto positivo é que este é um bom momento para começar a investir, já que os papéis estão com preços baixos, e tendem a se valorizar.

Além do BOVA11 e PIBB11, são negociados os fundos SMAL11 e MILA11, que acompanham, respectivamente, os fundos Small Cap, MidLarge Cap. O investidor ainda pode acompanhar o rendimento da aplicação durante o pregão. Outro fato que torna o ETF atraente para o investidor, é que ele pode ser resgatado em tempo real; assim, pode-se sacar no melhor momento do pregão, sem ter de esperar o encerramento da sessão, como nos fundos de ações tradicionais.

O lançamento desses fundos coincidiu com o período mais agudo da crise global, além do recuo de mais de 30% da bolsa no último trimestre de 2008, o que deixou muitos investidores ressabiados. Entretanto, as valorizações dos últimos meses mostram que o momento de investir é agora, enquanto os papéis estão baratos e demonstram um maior índice de rentabilidade.

Especialistas entrevistados pela Revista Exame afirmam ser os ETFs uma forma transparente e diversificada de os pequenos investidores estarem aplicando seu dinheiro em ações. Sua única desvantagem está na baixa liquidez. Os iShares MidLarge Cap e Small Cap registram menos de um negocio por dia, enquanto os que seguem o Ibovespa e o IBrX-50 chegam a 70 negócios por dia.

Vale lembrar que, como os ETFs são fundos passivos, tendem a limitar os ganhos quando comparados com fundos de ações ativo, onde o gestor tem a flexibilidade de compor a carteira com papéis de empresas que acredite terem maiores expectativas de valorização. Porém os retornos extras também sofrem redução através da taxa de performance, que gira em torno de 20%.
 
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