O desenvolvimento do indivíduo - primeiro passo da mudança
O mundo das percepções condiciona significativamente o nosso comportamento. A maneira como vemos, fotogramos e compreendemos uma realidade é determinante essencial de nossas decisões e ações
O primeiro passo para o processo de mudança das organizações se dá com o desenvolvimento individual. O indivíduo transformado incorpora um novo significado para a sua própria vida - ao que lhe acontece, aos resultados obtidos e às interações com as demais pessoas.
Logo passará a aplicar novas atitudes e comportamentos no seu relacionamento interpessoal. Ele passa a dispor de uma base de julgamento mais objetiva para a tomada de decisões e para a intervenção visando às mudanças da organização e das relações a que pertence. Assim, ele próprio irá constituir-se-á num exemplo a ser seguido. Tornar-se-á um ouvinte atento sem, no entanto, comprometer-se.
Continuamente está disposto a ensinar ao outro o que sabe e, simultaneamente, assumirá uma atitude de disposição a aprender.
Ajudarão os outros a se livrarem de seus hábitos e atitudes preconceituosos e arraigados em direção a uma nova postura descontaminada de ressentimentos provenientes do passado.
.A avaliação de desempenho é um das mais importantes pontos que a organização dispõe para possibilitar o desenvolvimento individual tanto do gerente quanto dos membros de sua equipe. Aliás, este é um de seus objetivos precípuos, quando se aplica exclusivamente à realização de objetivos comportamentais - e não apenas secundarizando, mas transferindo para outros sistemas de recursos humanos distintos a busca do cumprimento de objetivos de natureza administrativa. Infelizmente, repita-se à exaustão, a avaliação de desempenho fracassa na maioria das organizações, não só pela equivocada mistura que se faz de objetivos comportamentais e administrativos, mas também pela predominância desfocada desses em detrimento daqueles.
O Indivíduo e o Profissional
O comportamento do ser humano na situação de trabalho é a expressão manifesta das percepções que, como indivíduo, ele faz da realidade. Identificar a dinâmica dos valores, crenças, opções éticas, necessidades, aspirações, expectativas, conhecimentos e interesses que delineiam essas percepções é a condição necessária – se bem que não suficiente – para que o gerente torne-se capaz de imprimir maior objetividade à sua ação,
O mundo das percepções condiciona preponderantemente o comportamento. Assim, se o gerente pretende tornar o seu desempenho mais efetivo, agregador e colaborativo, integrador e facilitador do trabalho em equipe, ele precisa identificar, compreender e administrar, antes de tudo, as teorias e conceitos – conscientes ou não – que o embasam, desenvolvidos paulatinamente através de vivências e experiências pessoais que o tornaram um ser humano singular, exclusivo. O conceito pessoal que o gerente tem da vida e da natureza do homem, as expectativas que desenvolve pela convivência com os outros e a sua auto percepção definem as fontes e os limites da forma como se comporta na vida social e no trabalho, na família e no conjunto da sociedade, exercendo os mais variados papéis.
As questões suscitadas pelo eu-oculto referem-se à pessoa como tal, dissociada da representação de seu papel social. A capacitação do indivíduo no desempenho de seu papel requer preliminarmente uma crescente percepção objetiva da pessoa a respeito de si própria. Para ser competente como líder, o gerente precisa ser também competente como pessoa.
A explosão do conhecimento e a complexidade avassaladora das organizações são imperativos da profissionalização da gestão. As organizações inteligentes não podem fazer qualquer concessão ao amadorismo. Alguém já disse: "o único que pode ser Amador é o Aguiar, do Bradesco".
A profissionalização do gerente significa a implementação de uma estratégia educacional planejada e sistemática de desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes que levem a pessoa ao domínio da expertise profissional como gerente.
Se é verdade que a competência gerencial depende muito do indivíduo competente como pessoa, é também irretorquível que o indivíduo despreparado alcançará muito pouco por melhor que seja como ser humano. A liderança precisa ser ensinada e aprendida, assim como o conteúdo ocupacional do cargo.
É um equivoco comum julgar que somente investir em desenvolvimento individual ou em desenvolvimento gerencial garante, per se, resultados ao desenvolvimento das organizações.
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As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
É membro da Academia Brasileira de Ciências da Administração, Vice-Presidente da Escolinha de Artes do Brasil.
É o atual Presidente do CRA/RJ - Conselho Regional de Administração do Estado do Rio de Janeiro
Foi Secretário de Administração e também Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Foi membro do Conselho Consultivo da FGV Empresa Junior.
Foi Presidente do Riocentro e Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio.
Foi o responsável pela implantação e primeiro Presidente do IPLAN-Rio - Instituto Municipal de Planejamento da cidade do Rio de Janeiro.
Presidiu o Conselho Regional de Administração – CRA/RJ de 1983/1985 e de 1998/2003, onde atuou em defesa do mercado de trabalho da profissão e promoveu a criação de diversos serviços gratuitos para os administradores, tais como: a assistência jurídica, o banco de currículos e o serviço de orientação ao administrador.
Como presidente do Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro e da Federação Nacional dos Administradores, chegou a assinar anualmente acordos coletivos com mais de 30 empresas, destacando-se os de Furnas, Cedae, Cerj, BNDEs, Telefônica e Petrobrás.
No governo federal, foi Secretário de Modernização Administrativa do Ministério do Planejamento. Ocupou ainda os cargos de Diretor de Administração da EMBRATUR - Empresa Brasileira de Turismo, foi Membro do Conselho Nacional de Turismo/CNTur e Gerente de Administração e de Planejamento do BD Rio - Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro.
Presidiu órgãos estaduais como o IPERJ, hoje Rioprevidência, a FESP - Fundação Escola de Serviço Público, e foi membro do Conselho Estadual de Educação.
Professor Universitário e Consultor de Organização, publicou 4 livros sobre administração de empresas e 4 livros sobre política e ação legislativa.







