26 de julho de 2010, às 17h23min

O espetáculo dos monges

Uma liderança com base em uma riqueza com a qual podemos viver e que enriquece os mais profundos aspectos da vida.

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A física e filósofa Danah zohar em seu livro Capital Espiritual conta um sonho que teve quando de uma de suas visitas ao Nepal.


Em seu sonho assistia a uma peça que era dividida em três atos.


No primeiro ato, um grupo de monges cantava suas orações e seguia os rituais do budismo tibetano.


A cena era extremamente organizada e transmitia paz e beleza, favorecendo a elevação do espírito.


De repente, o teto começou a ruir, matando muitos monges.


No segundo ato, os monges continuavam seguindo os mesmos rituais, mas eram homens velhos, cínicos e amargurados.


Realizavam as cerimônias movidos pelo hábito e pelas aparências e se comportavam de maneira cruel, até sádica, com os noviços que os auxiliavam.


Esse ato não tinha vida e transmitia uma grande energia negativa.


No terceiro ato, um grupo de monges muito jovens se preparava para empreender uma longa viagem.


Alguns partiam a pé, outros cavalgavam Yaks.


Esses monges eram inocentes, até ingênuos, e não tinham muita certeza sobre a meta que pretendiam atingir, mas sabiam que era seu destino viajar e descobrir novos rituais para a sua ordem.


Estavam se dirigindo para o nascer do sol, cheios de esperança e sentimento de aventura.


Na verdade o sonho era uma metáfora.


Os monges pacíficos do primeiro ato, que realizavam seus rituais de maneira organizada, representavam uma época mais tradicional, uma época de crenças e valores bem específicos.


Os monges cínicos do segundo ato representavam a era moderna, dominada pelo materialismo e pelos áridos princípios da mecânica newtoniana.


Um mundo de amarguras, egocentrismo e até perversão.


Os monges do terceiro ato representavam aqueles que estão empreendendo alguma jornada em busca de práticas e filosofias de vida capazes de acelerar nossa busca por um futuro mais significativo e sustentável.


Para o sucesso desta viagem no mundo real é mais do que necessária uma liderança diferenciada, alicerçada na riqueza, não na riqueza material, mas na riqueza de caráter, riqueza de talento ou riqueza no sentido de boa sorte.


Uma liderança com base em uma riqueza com a qual podemos viver e que enriquece os mais profundos aspectos da vida.


Uma riqueza que extraímos de nossos mais profundos valores e princípios.


Como afirma Steve Farber a liderança é sempre palpável e efêmera.


Ela é intensamente pessoal e intrinsecamente assustadora, e exige que vivenciemos integralmente os ideais que abraçamos todos os dias de nossa vida, até e além do ponto do medo.


Uma liderança que vive em busca do "Momento Ai Meu Deus".


"Momento Ai Meu Deus" é um indicador natural e intrínseco de que você está fazendo ou está prestes a fazer algo realmente significante, e está, com toda razão, morrendo de medo.


Uma liderança que enfatize quatro ações, como propõe Farber e que ele chamou de LEAP:

- Cultivar o amor (Love) por um causa, por um princípio,

por seus clientes, pelos seus colaboradores, pelo futuro

que vocês podem criar juntos, pela empresa.


- Gerar energia (Energy), afinal, o líder é uma força

propulsora para a ação de alguém que acredita nas

pessoas e na capacidade delas realizarem algo especial.


- Inspirar ousadia (Audacity), para servir ao bem

comum e não ao próprio ego.


- Fornecer provas (Proof), demonstrando compromisso

por meio da coerência entre as palavras e suas ações.


Você deve estar pensando, amor e energia não são práticas de negócios "reais" e podem soar um tanto meloso.


Você tem razão, porém, quando você foca o seu trabalho e sente o quanto é gratificante dá para ter uma ideia do que é o amor e a energia.


Enfim, proponho fazermos parte do elenco dos monges do terceiro ato e nos aliarmos nesta busca por um futuro mais significativo e mais sustentável, para isso precisamos começar a modificar a nós mesmos para começar a mudar o mundo.

 

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Autor
Rubens Fava é formado em Ciências Econômicas e Administração com ênfase em marketing, especialização em Productivity Improvement pelo JPC – Japan Productivity Center for Sócio-Economic Development – Tokyo - Japan, Teoria das Restrições – Institute Goldratt – Saint Paul – USA., Management Study – Baldwin-Wallace College – Berea – Ohio – USA. Mestre em Administração pelo ESADE de Barcelona ES e doutorando em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina - USFC. Autor dos livros Caminhos da Administração, Arauto, Gestão Empresarial – Volume II, Um tributo a Peter Drucker – capítulo 2, Gestão & Administração – A trajetória de uma executiva de sucesso e Espiritualidade Organizacional.

É autor dos livros

1- Caminhos da Administração.
 

2- A trajetória de uma executiva de sucesso.

3- Espiritualidade Organizacional
 
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que saco, to loco atraz de uma jaqueta dessas
 
Exelente material
 
gostaria de saber quem trabalha em banco que não trabalha sabado e domingo se os três dias ja começa...
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