01 de abril de 2008, ās 21h34min

O EXEMPLO DO PIANISTA

Por Rubens Fava
 
Desejando encorajar o progresso de seu jovem filho ao piano, uma mãe levou seu pequeno filho a um concerto de Paderewski.

Depois de sentarem, a mãe viu uma amiga na platéia e foi até ela para saudá-la.

Tomando a oportunidade para explorar as maravilhas do teatro, o pequeno menino se levantou e eventualmente suas explorações o levaram a uma porta onde estava escrito:

"PROIBIDA A ENTRADA".

Quando as luzes abaixaram e o concerto estava prestes a começar, a mãe retornou ao seu lugar e descobriu que seu filho não estava lá.

De repente, as cortinas se abriram e as luzes caíram sobre um impressionante piano Steinway no centro do palco.

Horrorizada, a mãe viu seu filho sentado ao teclado, inocentemente catando as notas de "Cai, cai, balão".

Naquele momento, o grande mestre de piano fez sua entrada, rapidamente foi ao piano, e sussurrou no ouvido do menino:

- " Não pare, continue tocando ".

Então, debruçando, Paderewski estendeu sua mão esquerda e começou a preencher a parte do baixo.

Logo, colocou sua mão direita ao redor do menino e acrescentou um belo acompanhamento de melodia.

Juntos, o velho mestre e o jovem noviço transformaram uma situação embaraçosa em uma experiência maravilhosamente criativa.

O público estava perplexo.

O que podemos conseguir sozinho mal vale mencionar. Fazemos o melhor possível, mas os resultados não são exatamente como uma música graciosamente fluida.

Assim, como o verdadeiro líder não pode ter receio de ensinar o colaborador não pode temer a ousar.

Não existe mais espaço para gestores que não sejam instrutores de seus próprios colaboradores e não há mais espaço para colaboradores que não estejam dispostos e abertos a novos ensinamentos.

O gestor deve ser capaz de perceber em segundos, como fez Paderewsk, as habilidades naturais de cada componente de sua equipe.

Deve ter a capacidade de fazer com que as pessoas se apaixonem por desafios e os colaboradores devem ter a coragem para ousar.

Ele deve ser capaz de fazer com que seus colaboradores acreditem que possam fazer até mesmo o que para eles parecia ser impossível, inspirando-se no exemplo do pequeno pianista.

Enfim, o gestor deve ser capaz de transformar cada tarefa em um objetivo comum, encorajar seus colaboradores a assumir riscos e vencer desafios, ensinando-os a conviver com as adversidades, encorajando-os a superar dificuldades.

 
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