O mágico sete
As pessoas tendem a voltar aos comportamentos antigos...
Com efeito, o sete é até mágico para o consultor. Pois que em sete dias criou-se o mundo e se vive a semana , sete são as cores do arco-iris, os planetas, as virtudes teologais, os Centros cármicos do Yoga, a "conta do mentiroso", o ciclo lunar e, ainda,- isso interessa particularmente aos Consultores-, sete são também os principais e mais relevantes fatores para ele, como "agente de mudança", afinal, objetivo principal e foco de toda Consultoria. Se não, vejamos:
1º. As pessoas se sentem incomodadas com a mudança, constrangidas e pouco à vontade.
A maioria prefere mesmo é não mudar, continuando em sua zona de conforto e o Consultor sempre vai enfrentar algum nível - mais forte ou mais fraco, dissimulado ou não -, de reação à mudança;
2º. Medo da mudança: Todos pensam, primeiramente, no que estão perdendo, na segurança de onde estão saindo e têm medo do desconhecido para aonde estão mudando. Valerá a pena trocar o mal que se conhece por um bem que se desconhece?;
3º. Em face da mudança as pessoas podem se sentir solitárias, sem poder expressar sentimentos e emoções, tendo que demonstrar fortaleza, arrojo e segurança e, assim, esse é o melhor momento para o Consultor fazê-las falar, se expressar e dizer das suas dúvidas e apreensões. Desabafar, enfim;
4º. As pessoas têm um limite de aceitação das mudanças e quando é feita aos poucos, gradualmente, elas podem até entrar em paranóia, sentindo-se inseguras e ameaçadas, esperando o pior. Maquiavel até recomendava que a intervenção "punitiva" fosse feita de uma só vez e os agrados se distribuíssem aos poucos, fazendo-os durar...
5º. Em qualquer equipe há os que aceitam mais e melhor as mudanças e outros, justo ao contrário. Desse modo, o Consultor deve procurar se apoiar nos elementos positivos e nas intervenções que- em curto prazo-, possam dar certo, ganhando credibilidade com isso e estimulando os recalcitrantes a colaborarem;
6º. Com frequência alega-se que faltam recursos. Isso pode ser uma desculpa, por ignorância ou até má-fé. Cabe ao Consultor descobrir, sugerir, modificar, emprestar e estimular o uso do que se tem, por vezes não percebido ou subutilizado; e
7º. As pessoas tendem a voltar aos comportamentos antigos. Daí a conveniência, e até necessidade, de se "manter a pressão", acompanhar, dar "feed-back" e até cobrar e intervir de novo, no processo de mudança.
Pronto, aí estão nossos mais importantes aspectos de toda e qualquer mudança organizacional, até porque, para dar certo seu trabalho, o Consultor tem que ter um pouco de prestidigitador, tirando lá da manga uma carta: seu oportuno, valioso e até mágico sete ......
Luiz Affonso Romano e Paulo Jacobsen. Extraído do " Módulo Mudança" do Curso de Desenvolvimento de Consultores (www.blogdoconsultor.com).
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Consultor Organizacional( há 40 anos) e Coach de Consultores.
Professor dos Cursos de Desenvolvimento de Consultores e Planejamento de Vida e Carreira/Trabalho e do MBA Formação de Consultores.
Coordenador do Perfil da Consultoria no Brasil set. 2011
Diretor de Consultoria Organizacional do IBEF( 2010/12)
Colunista do Administradores.com.br
Coordenador da Comissão de Ética do IBEF (1998/2012).
Conselheiro da Comissão Ética da Associação Comercial do RJ (2006/12)
Conselheiro do IBEF (2009/12).
Conselheiro do IARJ Instituto de Administração do Rio de Janeiro (2009/12).
Conselheiro da FGV Jr (2008/10)
Consultor da FGV- IBRE Instituto Brasileiro de Economia e da Projetos/ Consultoria (2002/8)
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Diretor da Escola de Marketing da UniverCidade( IM e Consultoria 2002).
Editor do Informativo COP - análise econômico- financeira e gestão( décadas de 70, 80 e 90) e Ouvimos por aí (2010/12).
Autor do livro Intervenção e Regulação no Brasil (história do Controle de Preços no Brasil)- edição COP Editora e Febrafarma (em 1971, 1980 e 2005)
Idealizador, cocoordenador e professor do MBA da Indústria Farmacêutica EESP FGV Febrafarma (2005/6/7/8/ 9/10, 6 turmas)
Coordenador e coautor do Código de Ética do IBEF (1998 e 2004) e do da Confederação Brasileira de Voleibol –CBV (2001).
Coordenador das Análises de Desempenho Econômico- Financeiro do Setor Farmacêutico (publicadas ed. Febrafarma,em 2004 e 2007).
Palestrante e articulista, desde a década de 70.
Fundou e presidiu o instituto dos Consultores, em 1983/6, 1992/6 e 2006/10 e é conselheiro vitálicio( desde 1987).
Diretor de T&D do IBEFRio, chairman de T$D da AMCHAM (década de 1990).
Assessor, chefe de Gabinete e Diretor, na década de 60, da COFAP, CONEP/CIP e SUNAB.
Atuação exclusiva e ininterrupta em Consultoria, desde a década de 70.
site: www.jacobseneromano.com
blog: www.blogdoconsultor.com.br
email: romano@luizaffonsoromano.com







