07 de novembro de 2011, às 12h23min

O mágico sete

As pessoas tendem a voltar aos comportamentos antigos...

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Com efeito, o sete é até mágico para o consultor. Pois que em sete dias criou-se o mundo e se vive a semana , sete são as cores do arco-iris, os planetas, as virtudes teologais, os Centros cármicos do Yoga, a "conta do mentiroso", o ciclo lunar e, ainda,- isso interessa particularmente aos Consultores-, sete são também os principais e mais relevantes fatores para ele, como "agente de mudança", afinal, objetivo principal e foco de toda Consultoria. Se não, vejamos:

1º. As pessoas se sentem incomodadas com a mudança, constrangidas e pouco à vontade.

A maioria prefere mesmo é não mudar, continuando em sua zona de conforto e o Consultor sempre vai enfrentar algum nível - mais forte ou mais fraco, dissimulado ou não -, de reação à mudança;

2º. Medo da mudança: Todos pensam, primeiramente, no que estão perdendo, na segurança de onde estão saindo e têm medo do desconhecido para aonde estão mudando. Valerá a pena trocar o mal que se conhece por um bem que se desconhece?;

3º. Em face da mudança as pessoas podem se sentir solitárias, sem poder expressar sentimentos e emoções, tendo que demonstrar fortaleza, arrojo e segurança e, assim, esse é o melhor momento para o Consultor fazê-las falar, se expressar e dizer das suas dúvidas e apreensões. Desabafar, enfim;

4º. As pessoas têm um limite de aceitação das mudanças e quando é feita aos poucos, gradualmente, elas podem até entrar em paranóia, sentindo-se inseguras e ameaçadas, esperando o pior. Maquiavel até recomendava que a intervenção "punitiva" fosse feita de uma só vez e os agrados se distribuíssem aos poucos, fazendo-os durar...

5º. Em qualquer equipe há os que aceitam mais e melhor as mudanças e outros, justo ao contrário. Desse modo, o Consultor deve procurar se apoiar nos elementos positivos e nas intervenções que- em curto prazo-, possam dar certo, ganhando credibilidade com isso e estimulando os recalcitrantes a colaborarem;

6º. Com frequência alega-se que faltam recursos. Isso pode ser uma desculpa, por ignorância ou até má-fé. Cabe ao Consultor descobrir, sugerir, modificar, emprestar e estimular o uso do que se tem, por vezes não percebido ou subutilizado; e

7º. As pessoas tendem a voltar aos comportamentos antigos. Daí a conveniência, e até necessidade, de se "manter a pressão", acompanhar, dar "feed-back" e até cobrar e intervir de novo, no processo de mudança.

Pronto, aí estão nossos mais importantes aspectos de toda e qualquer mudança organizacional, até porque, para dar certo seu trabalho, o Consultor tem que ter um pouco de prestidigitador, tirando lá da manga uma carta: seu oportuno, valioso e até mágico sete ......

Luiz Affonso Romano e Paulo Jacobsen. Extraído do " Módulo Mudança" do Curso de Desenvolvimento de Consultores (www.blogdoconsultor.com).

 

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Autor

 


Consultor Organizacional( há 40 anos) e Coach de Consultores.

Professor dos Cursos de Desenvolvimento de Consultores e Planejamento de Vida e Carreira/Trabalho e do MBA Formação de Consultores.

Coordenador do Perfil da Consultoria no Brasil set. 2011

Diretor de Consultoria Organizacional do IBEF( 2010/12)

Colunista do Administradores.com.br

Coordenador da Comissão de Ética do IBEF (1998/2012).

Conselheiro da Comissão Ética da Associação Comercial do RJ (2006/12)

Conselheiro do IBEF (2009/12).

Conselheiro do IARJ Instituto de Administração do Rio de Janeiro (2009/12).

Conselheiro da FGV Jr (2008/10)

Consultor da FGV- IBRE Instituto Brasileiro de Economia e da Projetos/ Consultoria (2002/8)
.
Diretor da Escola de Marketing da UniverCidade( IM e Consultoria 2002).

Editor do Informativo COP - análise econômico- financeira e gestão( décadas de 70, 80 e 90) e Ouvimos por aí (2010/12).

Autor do livro  Intervenção e Regulação no Brasil (história do Controle de Preços no Brasil)- edição  COP Editora e Febrafarma (em 1971, 1980 e 2005)

Idealizador, cocoordenador e professor do MBA da Indústria Farmacêutica EESP FGV Febrafarma (2005/6/7/8/ 9/10, 6 turmas)

Coordenador e coautor do Código de Ética do IBEF (1998 e 2004) e do da Confederação Brasileira de Voleibol –CBV (2001).

Coordenador das Análises de Desempenho Econômico- Financeiro do Setor Farmacêutico (publicadas ed. Febrafarma,em 2004 e 2007).

Palestrante e articulista, desde a década de 70.

Fundou e presidiu o instituto dos Consultores, em 1983/6, 1992/6 e 2006/10 e é conselheiro vitálicio( desde 1987).

Diretor de T&D do IBEFRio,  chairman de T$D da AMCHAM (década de 1990).
Assessor, chefe de Gabinete e Diretor, na década de 60, da COFAP, CONEP/CIP e SUNAB.

Atuação exclusiva e  ininterrupta em Consultoria, desde a década de 70.


site: www.jacobseneromano.com
blog: www.blogdoconsultor.com.br
email: romano@luizaffonsoromano.com

 
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