20 de agosto de 2005, às 08h59min
O Médio Paraíba que eu quero.
(E POR FALAR EM DESENVOLVIMENTO)
O MÉDIO PARAÍBA É UMA REGIÃO PRÓSPERA. Segundo a visão de alguns empresários e políticos influentes é, inclusive, o berço do desenvolvimento tecnológico e metal-mecânico do interior do estado.
Fala-se, inclusive, em um Médio Paraíba que no futuro representará para o Estado o que a região Norte representa hoje. A diferença entre nós e eles é que lá as riquezas hoje exploradas são finitas. Já o que estamos construindo por aqui é algo mais consistente que está sendo construído as custas de um projeto ousado e planejado para o médio e longo prazo (ao menos é isso que esperamos).
Se analisarmos o desenvolvimento da região Norte entenderemos isso. Quem viajar para Campos, Macaé ou Quissamã, lugares altamente beneficiados pelo ouro negro (petróleo) perceberá que o verdadeiro desenvolvimento lá passa longe, pelo menos no que diz respeito à infra-estrutura viária, já que é muito mais fácil de lá ir a Vitória (ES) do que ao Rio.
Já o Médio Paraíba – que não possui o beneficio do petróleo – precisa, portanto, (re) descobrir suas potencialidades, pois contamos com grandes oportunidades, entre elas a facilidade de acesso ao Porto de Sepetiba (que precisa apenas de via alternativas como, por exemplo, a RJ 149 que liga Rio Claro à Mangaratiba), a via Dutra, que é de longe muito superior ao acesso a região Norte e um grande benefício que é a de estar entre as metrópoles Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.
Fala-se inclusive numa MEGALÓPOLE formada por estas três metrópoles onde o centro de desenvolvimento seria o Médio Paraíba. Otimismo meu? Espero que não.
Contamos com inúmeras possibilidades que, por falta de apoio público, não andam. Não se ouve mais falar nas reuniões do POLITEC – Médio Paraíba (Pólo Industrial e Tecnológico do Médio Paraíba) que vinha sendo brilhantemente conduzido pelo METALSUL e cheguei até a citar algumas vezes em minhas colunas.
Será que faltou ao POLITEC – Médio Paraíba apoio governamental ou simplesmente sintonia entre os diversos atores privados envolvidos no processo?
BEM, DE QUALQUER FORMA, NÃO IMPORTA!
O que importa e o que eu e a população da nossa região deseja é que o Médio Paraíba transforme-se em um PÓLO DE DESENVOLVIMENTO e que deixe de lado esta dependência nociva da CSN e que busque um novo caminho.
Espero, sinceramente, que se olhe para as outras diversas possibilidades. E neste ínterim destaco a forma visionária coma o Centro Universitário de Volta Redonda – UNIFOA – tem se posicionado. Meus parabéns ao FOATEC (www.unifoa.edu.br/foatec) que nasce e se prepara para apoiar o desenvolvimento de nossa região.
Esse é
O MÉDIO PARAÍBA QUE EU QUERO!
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É Publicitário, Editor, Graduado em Gestão Pública, Especialista em Sociologia.