16 de setembro de 2009, ās 13h55min

O PROFISSIONAL NA GESTÃO DO CONHECIMENTO

Por Isabel Rios Piņeiro
 

A globalização da economia provoca uma mudança no comportamento das pessoas. Elas passam a ser mais exigente no seu relacionamento com as organizações.
A incrível velocidade das transformações, nesse início de século, tem contribuído para que as organizações e as lideranças percebam quanto se beneficiaram aproveitando as mudanças que já vêm ocorrendo com as pessoas. É preciso estar em sincronia com essa onda e, possivelmente, contribuir para o seu crescimento e, também, crescer com ela.
Ao longo da história, as empresas procuraram obter melhores resultados e superar a concorrência. Hoje, essa busca ainda é uma constante, só que ocorreu uma mudança: as organizações tomaram consciência de que não lidam apenas com números, mas também com pessoas que são um diferencial para o negócio. Nesse momento, surge a dúvida de como conduzir o capital humano, já que o autoritarismo, que antes reinava livre, perdeu a força. Agora é preciso ter uma mentalidade aberta para aceitar as constantes transformações advindas da gestão do conhecimento e da tecnologia.
Comando e controle, baseados na mentalidade militar, eram apropriados até os anos 80, num clima social diferente e num ambiente empresarial estável. Hoje, essa estabilidade acabou e o que existe é um ritmo frenético de mudança. No seu lugar surgiram valores que eram relegados para o segundo plano e, com todas as mudanças acontecidas e que estão para acontecer, são promovidos a primeiro plano como a auto-estima, a responsabilidade individual, a ética, o espírito de equipe, a transparência, a visão global e a paixão. Hoje, a melhoria contínua deve ser o maior desafio de todo o profissional e de todo o ser humano, pois esta é a era da coerência, da congruência, da integralidade, onde não mais são permitidas fragmentações entre profissional e pessoal no que tange às competências comportamentais. Um grande desafio da liderança nestes tempos de mudanças é conseguir gerir-se e ajudar seus colaboradores a fazerem o mesmo.
Nos anos 90 a ênfase era na aparência física, na energia, na força física. Já, a partir de 2000 a ênfase é na mentalidade global, no jogo de cintura, na flexibilidade, na adaptabilidade e na capacidade de resiliência.
No mundo de hoje e, cada vez mais, o poder e a autoridade não vão emanar da posição ou por coerção, mas da confiança, do compromisso e dos valores compartilhados com aqueles que são liderados. E, no final das contas, lideres e liderados vão precisar aceitar que suas responsabilidades e recompensas devem ser mútuas e compartilhadas.

Isabel Rios Piñeiro
Diretora da Paradigma Consultoria em RH
Autora do livro Metamorfose do Líder


 
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