O que mais te abate? Os seus fracassos ou as vitórias dos outros?
O ser corporativo possui lentes múltiplas com as quais enxerga as situações e as pessoas. É necessário usar as lentes corretas nas relações de competitividade.
Convivendo em grupos, somos personagens em várias histórias paralelas, às vezes protagonistas, às vezes coadjuvantes, mocinhos, vilões, figurantes. Para cada pessoa, um aspecto nosso é manifestado e somos vistos de formas diferentes através do olhar que cada uma delas lança sobre nós, que aumenta, diminui, distorce, embaça, embeleza, clarifica, escurece de acordo com as lentes que ela possui, mas também possuímos nossas lentes e o interessante é que são muitas, de acordo com o que nossa mente quer enxergar.
Numa situação de competitividade extrema, como as que encontramos no ambiente corporativo, essas lentes podem se distorcer muito facilmente, por causa do objetivo que precisamos alcançar e, não necessariamente, uma pessoa que é vista como ruim, é realmente ruim, mas é assim distinguida por talvez estar no nosso caminho, por incomodar, por discordar.
Sobre vitórias e derrotas, quais lentes usamos? Como devemos enxergar o oponente sem que ele se torne inimigo? Como focar corretamente nossas lentes para que possamos ver que ele é apenas um concorrente? Qual o nosso maior objetivo: vencer ou derrotar? Há uma grande diferença.
Vencer é a recompensa de um trabalho constante, ético, comprometido, fiel, criativo, consistente. É o objetivo alcançado, aquele sabor de vitória, aquela promoção, aquele elogio, aquela homenagem. Vencer é alcançar o reconhecimento. Nas vitórias todos saem ganhando, todos os que contribuíram tem o seu crédito.
Derrotar é o sabor da vingança baseado no fracasso alheio. É o produto das armadilhas, da covardia, da falsidade, da fraqueza e da ignorância. Derrotar é observar a derrocada do outro. Nas derrotas, ninguém sai ganhando, todos que participam delas vendem sua alma ao diabo.
Quando nos pegarmos sorrindo ante o fracasso de alguém ou sofrendo por causa de sua vitória, é hora de repensarmos nossos conteúdos, os pensamentos que geramos em nossas mentes, as ações que conduzem nossa vida e pararmos antes de cairmos nesse abismo. O abismo da inveja e da crueldade.
Cada um de nós tem dentro de si portas para a luz e para a escuridão. Se abrir a porta errada, encerre-a rapidamente e entre na outra, mas se já entrou, não se desespere, volte nesse caminho, volte para a luz. A luz ilumina as trevas fazendo parecer que elas nunca existiram.
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