O salto
Nós estamos parados no meio do nosso próprio caminho. E, a menos que compreendamos isso, nada será possível em direção ao nosso crescimento. Escolhamos o certo e decidamos dar o salto.
Vamos a uma história chamada "Eu sou o obstáculo", contada por Osho (1996) em seu livro "Antes que Você Morra": Certa vez um cão estava quase morto de sede, parado junto à água. Toda vez que ele olhava o seu reflexo na água ficava assustado e recuava, porque pensava ser outro cão. Finalmente, era tamanha a sua sede, que abandonou o medo e se atirou para dentro da água. Com isto, o reflexo desapareceu.
O cão descobriu que o obstáculo - que era ele próprio, a barreira entre ele e o que buscava, havia desaparecido.
Nós estamos parados no meio do nosso próprio caminho. E, a menos que compreendamos isso, nada será possível em direção ao nosso crescimento. Se a barreira fosse alguma outra pessoa, poderíamos nos desviar. Mas nós somos a barreira. Nós não podemos nos desviar - quem vai desviar-se de quem?
Nossa barreira somos nós e nos seguirá como uma sombra.
Esse é o ponto onde nós estamos - juntos da água, quase mortos de sede. Mas alguma coisa nos impede, porque nós não estamos saltando para dentro. Alguma coisa nos segura. O que é? É uma espécie de medo. Porque a margem é conhecida, é familiar e pular no rio é ir em
direção ao desconhecido. O medo sempre diz: "agarre-se àquilo que é familiar, ao que é conhecido". E as nossas misérias, nossas tristezas, nossas depressões, nossas angústias, nossos complexos, nos são familiares, são habituais. Nós vivemos com eles por tanto tempo e nos agarramos a eles como se fosse um tesouro. O que nós temos conseguido com isso? Será que não podemos renunciar às nossas misérias?
Já não vivemos o bastante com elas? Será que já não nos mutilaram demais? O que nós estamos esperando? Esse é o caso de todos nós. Ninguém nos está impedindo. Apenas o próprio reflexo entre nós e o nosso destino, entre nós como uma semente e nós como uma flor.
Não há ninguém nos impedindo, criando qualquer obstáculo. Portanto, não continuemos a jogar a responsabilidade nos outros. Essa é uma forma de nos consolar. Deixemos de nos consolar, deixemos de ter autopiedade. Fiquemos atentos. Abramos os olhos. Vejamos o que está acontecendo com nossa vida.
Escolhamos o certo e decidamos dar o salto.
Trecho retirado do Livro Metamorfose do Líder uma jornada para o autocoaching de minha autoria.
Isabel Rios Piñeiro
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Palestrante e ministrante de cursos de desenvolvimento do
potencial humano em organizações públicas e empresas privadas. Escreve artigos e matérias para diversas revistas com ênfase em gestão.
Autora do livro: Metamorfose do líder: uma jornada para o autocoaching, Editora Pandion.







