Organização dos Países Verdes
Organização dos Países Verdes
Tanto o Brasil tem procurado participar e liderar foros e agências mundiais, até aqui com pouco êxito, que não pode se distrair, agora, que surge a mais importante e legítima oportunidade neste sentido.
O Brasil precisa se organizar com as “nações verdes”, defendendo seus interesses, em linha com os interesses do próprio planeta.
Será fundamental que o Brasil, dentre as nações que irão liderar esta verdadeira revolução pelo verde, por um mundo sustentável, encabece um movimento para fazer frente aos interesses que serão contrariados, especialmente os da rica indústria do petróleo.
Quem não lembra da infundada acusação que pesou sobre os biocombustíveis, poucas semanas atrás, pela alta mundial dos alimentos, quando claramente se poderia imputar o fenômeno justamente à explosão dos preços do petróleo.
Agricultura Volta a Cena
Nunca foi tão importante entender a verdadeira grandeza e o real papel da produção de produtos primários renováveis, provenientes da agricultura.
O cultivo da terra não é mais como costumava ser, apenas para produção de alimentos. É verdade que, desde há muito, uma parte importante do que é plantado já vem sendo destinado para processos industriais, como os de celulose e papel, a produção de álcool, bebidas e outros.
Hoje, no entanto, o grande salto - o salto verde - é a produção de combustíveis a partir de produtos agrícolas, tratados como biomassa, que representam uma fonte perene de energia, e cuja combustão é menos agressiva ao meio ambiente.
Assim como os alimentos são fonte de energia humana, a biomassa entra de forma definitiva na matriz da produção de energia, para o homem lutar contra o frio, para operar suas plantas industriais, para utilizar seus equipamentos de uso cotidiano, além de ser empregada na sua locomoção e no transporte de mercadorias.
A Boa Energia é Verde
A produção do campo, em biomassa e alimentos, é vital tanto quanto o ar que respiramos, as águas dos rios e o próprio Sol.
A energia solar, que está na raiz de todas as outras, é a principal responsável pela própria existência e manutenção da vida na Terra.
Países com grandes extensões territoriais, funcionam como uma espécie de gigantescos coletores solares. O Brasil ainda tem o privilégio de se espalhar a partir da linha do Equador, sendo banhado por Sol a pino, em sua máxima intensidade.
A humanidade deu um enorme passo, há milênios, ao “descobrir” a possibilidade da terra em “reproduzir” alimentos, através da agricultura. O domínio da técnica abriu nova perspectiva aos bandos e tribos, nômades no impulso pela busca de alimentos, que assim poderiam se fixar a terra, cultivando seus próprios alimentos, em torno de terras agricultáveis.
Desde então, toda uma nova vertente se abriu para a humanidade, que passou a valorizar o solo e desenvolver habilidades sobre a natureza, para sua sobrevivência. Passou, também, a desenvolver os conceitos de propriedade, de trabalho em grupo, de organização, de geração de riquezas, com excedentes casuais, de início, e de produção voltada para comercialização.
O Progresso Tecnológico Move o Mundo
Deste início até aos dias de hoje, muito chão foi percorrido, e os primeiros fundamentos foram magnificamente desenvolvidos. A força de trabalho foi multiplicada pelos processos industriais, alavancando a produção de todos os tipos de bens de consumo.
O progresso veio de tal forma, e parecia ter a solução para tudo que, por um momento, como até se chegou a se declarar sobre o fim da história, parecia atingido um nível tal de evolução e tecnologia, que quase se perdeu o mapa de como tudo começou.
A humanidade é extremamente dependente da terra, das coisas da terra, dos alimentos provenientes da terra e até do ar e das águas que envolvem e banham esta terra. Com “t” minúsculo ou “t” maiúsculo, a dependência sempre foi a mesma. Apenas por distração muito forte, por outras maravilhas, os homens quase esquecem que têm que comer, beber e respirar.
Como no instigante titulo daquele filme “De volta para o futuro”, hoje a humanidade, a beira de um pesadelo, parece acordar de um sonho. Talvez ainda haja um breve tempo antes do colapso, para corrigir seu rumo, dar uma freada de arrumação, e cuidar do seu quintal. Não só do seu quintal, mas do seu pomar, daquilo que precisa para sobreviver.
Para se comunicar nada melhor do que um iPhone, um backberry, microondas e satélites, mas sem voz, nem energia, de pouco toda esta tecnologia iria adiantar. Para que serve um celular com um estômago vazio.
Por outro lado, com bastante arroz, feijão, bife e batatas fritas, mesmo com um arcaico telefone preto, fixo e com fio, é possível se comunicar e sobreviver feliz.
Não é possível imaginar que podemos retroceder e transformar o planeta Terra num imenso “camping”, em nome da limpeza da atmosfera. Não se trata de jogar fora a tecnologia e sacrificar nosso estilo de vida.
Tecnologia da Sustentabilidade
Há muita inteligência e esforço por trás das conquistas tecnológicas, são avanços na base de muito sacrifício e investimento. A humanidade não pode andar para trás. Talvez o necessário, imperioso até, seja direcionar a tecnologia e os avanços para o rumo da ciência da sobrevivência humana.
Deixar um pouco de lado o utilitarismo do cotidiano, o lazer e o mundo da fantasia das crianças e trabalhar no videogame da sobrevivência humana, da existência da Terra. Pode ser que a solução esteja em fazer jogos em favor da natureza.
É neste ponto em que as potências tecnológicas deveriam dar as mãos, unindo esforços com as potências verdes.
Os líderes em tecnologia, em nosso mundo moderno, geralmente são muito conhecidos. Todos somos capazes de listar os 10 ou 15 dos maiores.
Muito em breve, no entanto, chegará o dia em que nossa atenção estará mais voltada para as nações verdes, e como estas novas potências vão operar e se desenvolver. Sim, porque, destas novas potências verdes, as nações que geram riquezas alinhadas com a natureza, é de que dependerá, cada vez mais, o destino do mundo.
É aqui que o Brasil pode fazer a diferença.
Eduardo Buys
Blog do Varejo
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Mais recentemente, ajudo no desenvolvimeno do Rotary Club RC da Avenida Ayrton Senna, clube do qual me orgulho de ser sócio fundador e representativo. Outra paixão é o Empreendedorismo Social, o qual temos estudado e procuramos nos encaixar, na busca de estender a mão àqueles dessassistidos.
Profissionalmente, o novo caminho é a Engenharia de Negócios, sobre a qual muito se ouvirá falar no futuro, que nos esforçamos por construir agora.
E a MediATRIX, que transita pelo desafiador mundo da média eletrônica, ainda um grande mistério até meso para os iniciados. Eduardo Buys (atual. 17/09/2010)
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