14 de junho de 2009, às 17h17min

Os motivos do desacoplamento do Brasil da crise Internacional e a resiliência dos Assessores Econômicos – Claudio Raza - Economista

Por Claudio Raza
 
O Brasil é hoje visto como um país mais confiável e mais previsível pelos investidores nacionais e internacionais, devido a postura competente dos ministros da economia, fazenda e presidente do Banco Central dos dois últimos governos.

Infelizmente isso ainda não contagiou nossos incompetentes políticos que atrapalham e destroem essa imagem positiva do Brasil.

Esses competentes profissionais ministros e presidentes do Banco Central dos dois governos conduziram o Brasil á essa situação confiável, devido à “resiliência” dos assessores econômicos, a capacidade de retornar ao estado de excelência, superando situações criticas, superando tudo, tirando proveito dos sofrimentos, inerentes às dificuldades; esses resilientes foram capazes de vencer as dificuldades e os obstáculos.

No Brasil, a resiliência se torna fundamental quando examinamos o fato de a taxa de crescimento econômico brasileiro, mesmo como nação emergente é muito baixa, senão negativa, e onde temos também um Congresso e Câmara ineficientes e despreparados para um país com vontade de crescer, mas com muitos entraves e falta de marcos regulatório”, isto é, conjunto de normas e leis que regulamentam as agencias reguladoras de determinado setor.

Exemplo: “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a líderes da base aliada que quer agilidade na conclusão do projeto de exploração da camada do pré-sal. Uma comissão interministerial já trabalha na elaboração de um novo marco regulatório para o setor de petróleo e exploração do pré-sal.”

Neste sentido os assessores econômicos obtiveram sucesso por serem rígidos e equilibrados na aprovação de “marcos regulatórios” para a condução da economia e do Banco Central motivos pelos quais, estamos nessa situação favorável perante a economia nacional e internacional.
Pedro Malan, em seu artigo no Estadão de 14/6/09, cita alguns motivos pelos quais o país superou a crise:

“Somos uma economia de cerca de US$ 1,5 trilhão, do qual as famílias consomem, ou compram US$ 1 trilhão”, isto é 67% da produção.

“Temos 15 anos de inflação civilizada, desde o plano real e de um Banco Central com autonomia operacional, da renegociação da dívida,...privatizações,..abertura da economia brasileira ao resto do mundo,...taxa de câmbio flutuante,...regime de metas de inflação,.... lei de responsabilidade fiscal,...transferência diretas de renda aos mais pobres.

“Apesar de tudo, as despesas totais do governo aumentaram cerca de 19% de 2008 para 2009, e as despesas com pessoal e encargos aumentaram 24%.

Outro fator positivo para o Brasil é o empréstimo ou aplicações em títulos do Fundo Monetário Internacional (FMI) em US$ 10 bilhões, tornando-se credor da instituição, onde sempre fomos devedores.

Com esse investimento e possíveis outros, o Brasil poderá pressionar por reformas na instituição (FMI) e terá representatividade e respeito na economia mundial.

Mas, não podemos pensar só na economia Internacional; a produção interna está começando a sofrer os efeitos da crise, da estagnação da possível mudança de governo nas eleições de 2010 e conseqüente mudança dos assessores econômicos que estão conduzindo bem a economia, da redução das compras internacionais, do aumento das importações, da redução das exportações, etc.

Temos uma queda do Produto Interno Bruto (PIB), isto é tudo que é produzido no país; a taxa de investimentos na economia caiu em um ano por volta de 2%; os altos fornos das Siderúrgicas que deveriam trabalhar 24 horas estão desligados, os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC continuam lentos por questões políticas.

Temos algo positivo internamente é a redução da taxa de juros para 9,5%, que irá incrementar os investimentos e o consumo.

Levando-se em consideração, conforme correspondente do Estadão na Suíça (12/6, B6) e publicado no “fórum dos leitores” do Estadão de 14/6/09 por Fernando de Mattos Barreto, “brasileiros detêm nas contas secretas mais do que a máfia russa, os cartéis da droga da Colômbia, e as ditaduras africanas! Junte-se a isso a roubalheira generalizada como nunca antes neste país....e emprestamos aos hermanitos de Cuba, Venezuela e até ao FMI...”. Será que restam dúvidas que este país é viável, mas com problema de gestão?

Autor: Cláudio Raza; Administrador de Empresas, Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão de Pessoas para Negócio, Palestrante, Mestrando em Educação, Administração e Comunicação, com ênfase em Políticas Públicas, Professor Universitário da Uninove, parceiro do Núcleo de Desenvolvimento Profissional da Câmara Alemã, Instrutor de cursos do CIESP-Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, 2 livros publicados sobre Gestão e Capacitação de Empresas, mais de 35 anos assessorando empresas.
site: www.razaconsulting.com.br e E-mail: c.raza@terra.com.br



 
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/os-motivos-do-desacoplamento-do-brasil-da-crise-internacional-e-a-resiliencia-dos-assessores-economicos-claudio-raza-economista/30958/