01 de abril de 2010, às 21h45min

Pagar Mais ou Investir em Remuneração?

Garantir e descobrir os talentos que estão dentro da própria organização pode ser o grande diferencial de um modelo de gestão e para isso, é necessário que a organização se torne flexível para acompanhar o ritmo do mercado.

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Pagar Mais ou Investir em Remuneração?

 

Autora:  Nayara Nogueira Silva[1]
Orientadora:  Profª. Fernanda Machado Freitas [2]

Inserida em um processo rápido da globalização as organizações estão em um jogo acirrado no mundo dos negócios, onde o uso de uma boa estratégia pode ser a garantia de sobrevivência. Para as empresas, a peça central deste jogo é a "competitividade"-então cheque mate! Mas como ser competitivo ao mesmo tempo alcançar o desafio de fidelizar pessoas dentro da organização? Refletir sobre o assunto se torna imprescindível, uma vez que para ser competitivo é preciso administrar bem o capital intelectual de uma organização. As organizações diante do novo cenário de negócios precisam traçar as estratégias adequadas para o desenvolvimento e capacitação de funcionários. Garantir e descobrir os talentos que estão dentro da própria organização pode ser o grande diferencial de um modelo de gestão e para isso, é necessário que a organização se torne flexível para acompanhar o ritmo do mercado. Mas o que fazer? Muitas propostas podem ser apresentadas, mas dentre elas, apresentaremos aqui algumas considerações sobre Planos de Remuneração Variável, pois acreditamos que adequadamente estruturado e implantado, constitui uma ferramenta de grande poder para vencer desafio atual.

O diagnóstico para as organizações constitui ingredientes insubstituíveis requer agilidade e adaptabilidade, contudo não permite apenas o elemento do sistema tradicional de remuneração, é preciso pensar diferente. Vivenciamos a Era do Consumismo desenfreado, compramos por prazer ou por necessidade? A temática é que o funcionário precisa atender suas necessidades e desejos estabelecidos pelo consumismo........... O funcionário precisa se motivar pelo trabalho........ Porem em pleno século XXI muitas empresas vêem os benefícios como custo ao invés de investimento. Neste dilema vivem inúmeras organizações que não assimilam a visão de remuneração estratégica com benefícios.

"Mais do que uma nova forma de recompensar pessoas, a Remuneração Variável constitui fator coadjuvante no processo estratégico para a colocação da organização em um patamar competitivo.", afirma RIBEIRO & OLIVEIRA*.

Duas formas de remuneração se destacam pelo enriquecimento profissional que provocam nos indivíduos e consequentemente nas organizações: a Remuneração por Habilidades e por Competências. A Remuneração por Habilidades é centrada na pessoa do trabalhador e não no cargo ocupado por ele. Isto, justamente para valorizá-lo dentro dos grupos pelo uso de sua capacidade e a busca de aperfeiçoamentos. O fato de sua remuneração estar relacionada ao uso e desenvolvimento de suas habilidades tende a promover a motivação para o trabalho. A remuneração por competência penetra no espaço que a remuneração por habilidades não consegue atingir. Enquanto a remuneração por habilidades trata do trabalho técnico, funcional, caracterizado previsibilidade, a remuneração por competências abrange o trabalho administrativo, que se destaca pela incerteza, abstração e criatividade. Mas a implantação garante o sucesso para a organização garantindo sua sobrevivência no mercado?

A questão é como será implantado, se irá atender a realidade da empresa, qual o objetivo estabelecido no planejamento. A receita para o sucesso é um programa bem estruturado de Remuneração Variável que deve estar focado com a complexidade organizacional. Fatores como estratégia, estilo gerencial e estrutura compõem um diagnóstico indispensável para a sua criação e implementação, uma vez que cada empresa possui características próprias e necessitam de um plano de remuneração que a elas se ajuste. Portanto, uma estratégia utilizada em uma organização não será possível atender as necessidades de outra. É parte imprescindível deste diagnóstico determinar o perfil das pessoas envolvidas no processo produtivo e, a partir dos resultados de análise obtidos, compor o melhor programa para esta organização. Portanto, " não basta apenas pagar mais, a empresa terá que pagar melhor." As organizações precisam utilizar melhor suas ferramentas e recursos disponíveis. Neste contexto, a nova visão organizacional considera o desempenho do funcionário individual e em equipe. "Onde houver pessoas e recursos para realizar objetivos organizacionais haverá administração". Assim sua equipe irá a campo vestindo a camisa da empresa e conquistando o diferencial para sua empresa! Assim, a empresa só tem a ganhar!

* RIBEIRO, Aldeí Rosane B., OLIVEIRA, J. Arimatés. Remuneração Variável: uma nova forma de motivar e fidelizar talento. Revista Tendências do Trabalho. Rio de Janeiro-RJ: , n.331, p.4 - 7, 2002.

[1] Aluna de Graduação do Sexto Período do Bacharelado em Administração da Universidade Federal de Viçosa - Campus Rio Paranaíba.

[2] Professora da disciplina de Gestão do Trabalho Humano nas Organizações I e II da Universidade Federal de Viçosa - Campus Rio Paranaíba.

 

 

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Graduanda em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Viçosa - Campus de Rio Paranaíba.  Atualmente é Representante Discente da Àrea de Ciências Humanas; Integrante do Grupo de Implantação da Empresa Júnior de Administração e membro do Grupo de Pesquisa NEAUD (Núcleo de Estudos sobre Autogestão e Desenvolvimento). Linha de Pesquisa: Desenvolvimento Humano e Social; Gestão, Autogestão, Poder e Relações de Trabalho.

Plataforma lattes:    http://lattes.cnpq.br/7403316263939752

Sou aberta a desafios constantes. Minha principal caracteristica é ser determinada em tudo  que faço. Diante das mudanças procuro adaptar-me da melhor forma e encarar como oportunidades, e não como ameaças.
 Determinada e motivada, sempre disposta a aprender, compartilhar e o expor claramente minha opinião, somando assim a outras idéias.


" Gerenciamento é substituir músculos por pensamentos, folclore e superstição por conhecimento, e força por cooperação".         
                        
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