Parceria Brasil x Estados Unidos
Acordos na área de Educação, ciência, tecnologia e inovação, econômicos e comerciais
A parceria firmada dia 19/04/2011, entre o Brasil e Estados Unidos, pela assinatura de acordos nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação, assim como acordos econômicos e comerciais. A meu ver, são acordos de grande relevância para que o Brasil possa superar algumas limitações e buscar alcançar o desenvolvimento sustentável com responsabilidade social, e assim, continuar crescendo.
Através de ações como esta firmada com os Estados Unidos, percebe-se que o Brasil busca maior integração internacional em termos de cooperação não somente econômica como também em outras esferas como ciência e tecnologia, sendo inclusive um dos países mais atuantes na agenda global de temas ligados ao meio ambiente e que participa ativamente de acordos multilaterais.
Apesar da boa imagem do Brasil no contexto internacional, internamente ainda há muito a ser feito para superar sérios problemas de ordem social, meio ambiente; economia e políticas pública, marcados principalmente por questões conflitantes em contradição ao desenvolvimento sustentável. A construção da Usina Hidrelétrica de Jirau em Porto Velho– RO, é um exemplo dessa contradição pois além de agredir o meio ambiente, vem sendo palco de desrespeito aos direitos humanos generalizados pelo conflito que paralisou as obras. Em torno dessa problemática de um lado percebe-se o esforço do governo pela conclusão da usina, justificando a geração de energia limpa, e por pertencer ao Programa de Aceleração do Crescimento - PAC. Por outro lado, ambientalistas criticam a autorização concedida pelo Ibama ao início das obras de Jirau principalmente pela agressão que representa ao meio ambiente.
Após o conflito ocorrido em Jirau, e intervenção do governo federal, tudo indica que as obras vão continuar, resta agora às empreiteiras participantes do consórcio construtor Energia Sustentável do Brasil (Enersus) procurarem melhorias na gestão de segurança, saúde, meio ambiente e responsabilidade social, para amenizar os efeitos negativos.
Para especialistas que participaram do segundo Fórum Mundial de Sustentabilidade, ocorrido em Manaus no período de 25 a 27 deste mês, ainda há muito marketing e poucas ações concretas de empresas e governos rumo à sustentabilidade. Diante de toda essa problemática fica um alerta: O Brasil precisa buscar maneiras mais eficientes de geração de energia sustentável, isto é, combinados com a preservação ambiental. O caso de Jirau abordado aqui é apenas um exemplo dentre tantos outros existentes no Brasil que ilustra muito bem a necessidade de investimento nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação para dar sustentabilidade às políticas mais eficazes com valorização dos seres humanos que compõem o centro das preocupações do desenvolvimento sustentável considerando que todos têm direito a uma vida produtiva e de qualidade.
Para o Brasil é de fundamental importância, repensar o modelo de desenvolvimento que se quer para o país, priorizando qualidade de vida, aliando crescimento econômico ao crescimento humano e social utilizando de forma adequada os recursos naturais renováveis e não renováveis. Um modelo para ser eficiente deve firmado em bases sólidas, com investimento em educação, ciência e tecnologia por representar um dos caminhos mais curtos para se chegar ao desenvolvimento de forma sustentável.
Finalizando, dentro de uma visaão mais ampla, fica claro a importância de o Brasil estabelecer parcerias com outras nações no sentido de cooperação e maior integração para que o desenvolvimento sustentável seja alcançado. Percebe-se, no entanto, tratar-se de um assunto de grande complexidade que exigem políticas públicas e corporativas mais eficazes, maior investimento em educação, ciência e tecnologia, assim como uma mudança de atitude por parte das pessoas dentro deste novo contexto.
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