Pequenos desejos, grandes impactos. Quando compramos um produto, ou quando recebemos em nossa casa, um exemplo compras pela internet, a única coisa que nós consumidores pensamos, “Que bom, que o produto chegou”, ou “Até que enfim que este produto está disponível para a venda”. Mas não paramos para analisar todo o caminho percorrido por aquele produto até chegar em nossas mãos. O pedido pelo produto não foi somente do consumidor final, há pedidos em toda a cadeia percorrida por ele até que se torne um produto acabado pronto para o nosso uso. O pedido é atendido pelas empresas e colaboradores para que possa estar disponível quando necessitamos, sendo assim o consumidor demanda pelo produto, isso gera movimento em toda a cadeia, sendo ele atendido ou não. O consumidor demanda pelo produto, caso o varejista não o tenha, gera um pedido para a indústria esta executa o mesmo processo verifica se há disponibilidade do produto em estoque, caso a empresa o tenha, ocorre a separação, o carregamento e a entrega para o varejista, que coloca a disposição do cliente. Segundo Christopher (2012) está aparecendo um novo foco em marketing e logística, a ideia é buscar a criação de um nível de satisfação do cliente, em que ele não sinta necessidade de considerar outras ofertas ou fornecedores. Mas o que ocorre em muitas empresas, e que muitas vezes nós como consumidores, ou como gerenciadores, administradores não percebemos, é que a empresa pela qual pedimos o produto não consegue atender o pedido pela falta de informação interna, ou pelo mal uso de equipamentos disponíveis para uso destas. Segundo Arnold (1999) quando a empresa recebe um pedido eles devem ser retirados do deposito, agrupados e preparados para o atendimento, isso implica no uso de mão de obra e transporte dos produtos. Sendo assim o trabalho que é oferecido tem de fornecer o nível exigido de atendimento aos clientes, com um custo mínimo. Ao analisar os passos citados acima, parece uma tarefa fácil entender como a empresa consegue atender aos pedidos feitos, o que não é nada fácil já que em muitas empresas o estoque sofre grande influencia de manuseio ou de inserção de informação pelos funcionários. O uso de equipamentos como o código de barras pode facilitar o controle, como também ter um sistema que consiga colocar obstáculos aos erros, de informações que possam ser inseridas no sistema. A empresa também deve investir em treinamento de seus funcionários, isso facilita para que ocorra um numero menor de erros nas informações, já que com essa iniciativa a desculpa de o funcionário não sabe corretamente sobre o funcionamento do sistema pode ser evitado, o que pode ser um ganho para o funcionário e principalmente para a empresa que consegue evitar o retrabalho, como por exemplo, a recontagem de produtos em estoque. Segundo Arnold (1999) há quatro passos nos processos de recebimento, envio e transporte são ele: identificar o item, conferir a quantidade, registrar a transação e executar fisicamente a transação. 1. Identificar o item. Muitos erros ocorrem quando são feitas identificações incorretas, ao receber um item deve-se fazer uma identificação do pedido de compra, do numero da peça e da quantidade. Assim também quando são armazenados, a localização deve ser precisa. E quando os produtos são lançados, a quantidade, a localização e o numero da peça devem ser registrados. 2. Conferir a quantidade. A quantidade é conferida por uma contagem física, com pesagem ou mensurações. 3. Registrar a transação. Antes de qualquer transação seja fisicamente executada, toda a informação deve ser registrada. 4. Executar fisicamente a transação. Transportar os produtos para internamente ou para fora da área de armazenagem. Todas as empresas que seguem esses passos, o que as diferenciam das outras é a forma como esses passos são respeitados, como as informações são passadas para o sistema, ou até mesmo para o papel em algumas empresas. Respeitar esses passos, e segui-los corretamente é alguns dos segredos de sucesso de grandes empresas, conseguir atender de forma rápida e com qualidade a demanda. Sempre que um produto certo chega ao destino final, ou ao consumidor final, na hora combinada, são etapas de sucesso que todos os integrantes de uma grande cadeia conseguiram concluir de forma a proporcionar qualidade ao cliente. Bibliografia Logística, nível de serviço e ciclo de pedido: compreender para otimizar. Disponível em: . Acesso em 04 de maio de 2012. FAESARELLA, Ivete Silva: Apostila de serviços ao cliente: processamento de pedido. Campinas, 2011. ARNOLD, J. R. Administração da Produção. 3º ed. São Paulo: Atlas, 1999. BALLOU H. Ronald. Logística Empresarial: Transportes, Administração de Materiais, Distribuição Física. 1º ed. São Paulo: Atlas, 2011. CHRISTOPHER, Martin. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. 4º ed. São Paulo: Cengage, 2012.