Perguntas de fim de mês.
E o contracheque falou: "Decifra-me ou devoro-te."
Pedir aumento ou mudar de emprego?
Os dois. Primeiro um, depois o outro, se o primeiro não funcionar.
O profissional que se auto-avalie como competente, confiável, necessário e que não tenha nenhuma ocorrência negativa que desabone a sua trajetória, deve sim, pleitear uma melhoria salarial real, ao invés de contentar-se somente com os dissídios coletivos, bônus e com inúteis tapinhas nas costas.
Qual a hora certa?
Quando a empresa demonstrar segurança com os serviços prestados por aquele funcionário e estiver passando por um momento bom financeiramente. Se o chefe já avaliou o seu desempenho, certamente o considera essencial para o andamento das atividades que lhe competem. Eu disse essencial e não insubstituível, isso ninguém o é.
Como negociar?
A negociação sempre é delicada, requer, sobretudo, senso de oportunidade. Em tempos de cortes e de crises mundiais, sempre vai ficar uma pulga atrás da orelha, mas quando o saldo "despesas x receitas" dá sempre negativo, é um claro sinal de que tudo aumentou, menos o seu salário.
O que pleitear, uma promoção ou aumento salarial?
De novo a resposta é: os dois.
Ser promovido é muito melhor. O funcionário ao ser promovido pode aceitar passar alguns meses recebendo o mesmo salário, pois a empresa precisa ter certeza de que ele é a opção certa para o cargo, e ele, por sua vez, precisa também ter certeza se a nova posição é tudo aquilo mesmo que prometeram. Após noventa dias, c'est fini, o assunto aumento deve ser colocado em pauta sem hesitação.
A promoção não veio e o tempo passou, o que fazer?
Se a promoção não veio é importante o colaborador avaliar os motivos dessa situação e caso não haja mesmo a possibilidade de promoção, o pedido de aumento real meritório não deve ser desconsiderado. Os reajustes salariais baseados em categorias sempre são abaixo da inflação. Nesse caso a empresa pode deferir ou negar sem muitas justificativas.
E se nada der certo?
Se o funcionário entender que a empresa não está muito interessada em recompensar o seu capital intelectual, deve antes de tudo avaliar se o nível dos serviços que ele oferece está compatível com o que a empresa exige. Se ele avaliar que precisa de mais aprimoramento pode ainda sondar se a empresa deseja investir em sua educação profissional total ou parcialmente, mas se estiver sendo mesmo subutilizado, o jeito é partir para outra.
O bom colaborador precisa sentir que a empresa o está avaliando e recompensando bem, e a empresa deve reajustar carinhosamente seus profissionais de confiança para reter seus talentos.
A questão aumento salarial só é tão delicada, porque a faca e o queijo estão sempre em um único lado da mesa.
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