Pirâmide de Rigaud do Homem Moderno
Dizem que “somos frutos de nossas escolhas”, realmente somos. Muitas coisas que as pessoas são hoje, provavelmente elas nem imaginavam ser a anos atrás. As situações que somos expostos, e que, nem mesmo entendemos por que estamos expostos, vai nos servir para um futuro incerto.
Vejo pessoas que estão pobres, ricas, felizes, tristes, desfrutando de toda saúde, com muitos problemas, em fim, um montão de situações que nem mesmo as situações explicam. Mas de uma coisa passei a ter certeza, todos precisam desses exemplos vivos para que sirvam ou não para as suas conquistas. Dizem que "somos frutos de nossas escolhas", realmente somos. Muitas coisas que as pessoas são hoje, provavelmente elas nem imaginavam ser a anos atrás. As situações que somos expostos, e que, nem mesmo entendemos por que estamos expostos, vai nos servir para um futuro incerto. Quando chegarmos ao futuro e olhamos para trás, passamos a entender as exposições do passado. Mas durante a vida temos que viver, sempre vamos estar diante de exemplos vivos para que possamos fazer nossas próprias comparações e escolhas. Muitas pessoas nem param para pensar em exemplos vivos, são por demais ocupadas, muitas vezes não têm tempo suficientemente para seus entes queridos. Uma coisa é certa, um dia vai parar e comparar, se vai se arrepender ou não, é outra coisa, não cabe aqui, para o nosso estudo, tentar desvendar esse mistério que ninguém fala. Todos estão satisfeitíssimos, ponto.
Olhando as pessoas dentro das organizações, vejo que tem pessoas com vontade de crescimento no campo profissional, outras estão muito bem obrigado naquele lugar, outras não trocam aquele lugar por nada. Conforme o tempo de trabalho das pessoas as chances de progresso vão se afunilando, as oportunidades já não são muitas, e o número de pessoas competindo pela mesma posição, o que parece ser grande, na realidade não é, trata-se apenas de um número razoável comparando-se com a massa ativa trabalhando.
Vamos entender melhor como se processa esse afunilamento dentro de uma hierarquia de carreira, por que nem todos empregados de uma mesma organização não chegam ao topo.
Funil das Oportunidades de Crescimento
Em primeiro lugar precisamos atender as necessidades básicas para que possamos colocar em pratica as demais necessidades. Dentro de uma hierarquia de necessidades, a que vem primeiro é aquela que vai nos proporcionar recursos financeiros. Temos então de prover nosso sustento, aquilo que vai fazer com que a máquina humana possa movimentar-se para que possam se conduzir rumo ao que querem para sua vida. Todos precisam trabalhar para angariar os recursos necessários para que possam se manter. Quando as pessoas se encontram com seu sustento garantido, a mente sente-se mais aliviada e logo surge uma outra a necessidade, ainda ligadas ao corpo, ou seja, alimento, sexo, amor, moradia, entre outros desejos primários. Então pode-se concluir que o trabalho é vital para que o corpo sinta-se a vontade para saciar outros desejos, que sem ele, nem podemos pensar em tê-los.
Após a pessoa estar trabalhando, isso significa que uma primeira necessidade já se encontra relativamente atendida, e diante disso, outra necessidade começa a aguçar um desejo de algo mais, agora num patamar mais avançado na hierarquia nas necessidades. O simples fato de o sujeito estar trabalhando não significa que estabilidade, não se pode pensar em segurança pelo simples fato de estar empregado. Para que se possa se sentir seguro no emprego, precisa-se, não somente estar trabalhando, sem uma profissão não se tem a garantia de estabilidade. Então, podemos concluir que estabilidade e segurança no emprego somente é possível quando o sujeito possui uma profissão definida. Com um trabalho e uma profissão, muitos já se sentem realizados nesse estágio, isso é tudo o que eles pretendiam para sua vida.
O fato de estar trabalhando e ter uma profissão definida pode ser tudo para alguns, mas quase nada para outros. Dentro daquilo que parece ser subjetividade, algumas pessoas querem algo mais para sua vida, elas não sonham em ser apenas um empregado estável por ter apenas uma profissão, elas querem algo mais para sua vida profissional como, por exemplo, uma carreira mais promissora. Nos dias atuais, com a competitividade acirrada no mundo do trabalho, as pessoas precisam de um convívio social atuante, o que chamamos de network. É através dessa rede social que as pessoas podem alcançar seus objetivos. Aqui fica claro que nem todos estão contentes em estar trabalhando e ter uma profissão, algumas pessoas sonham com uma carreira. Muitos irão se sentir realizado em ter uma carreira, chegando a gerenciar uma seção, departamento, filial, etc. Aqui podemos incluir os talentos, eles têm muito mais a oferecer, eles fazem a diferença em algum campo de atuação.
Outros não irão satisfazer seus desejos em ser apenas um gerente, ou um talento em um campo específico de atuação, eles querem algo mais. São pessoas que tem muito bem definida sua visão de futuro, se conhecem, têm autoconfiança, autoconhecimento. Esse público especial vai trabalhar para dar forma a sua visão de futuro. É tudo muito interessante, nem todos chegam até esse ponto, muitos pensam, mas nada fazem para mudar a realidade, nem podia ser diferente, nem todos podem pensar da mesma forma. Agora o publico vai diminuindo enquanto a hierarquia vai crescendo, é o efeito funil. A visão de futuro pode estar alinhada a uma necessidade externa. É quando uma pessoa deseja realizar alguma coisa e consegue alinhar a uma necessidade externa não atendida. Podemos dizer que não basta estar trabalhando, ter uma boa profissão, conquistar uma carreira de sucesso, algumas pessoas irão trabalhar para ter sua visão de futuro realizada. Aqui podemos afirmar que as pessoas que chegam nesse patamar são os talentos empreendedores.
A conquista em ver sua visão realizada é um desafio que nem todos que têm visão de futuro conseguem materializar. Por mais vontade que se tenha, os obstáculos são muitos, é um desafio que nem todos estão preparados a enfrentá-los. É preciso muito preparo mental, estar disposto a cair varias vezes e levantar-se muitas outras vezes. Ver seu sonho tornar-se realidade, ter a sensação de Missão cumprida, sentir-se autorealizado em todos os aspectos, é para poucos. Chegar ao ponto mais elevado dentro da hierarquia das necessidades é com toda certeza, orgulhar-se de si mesmo. Podemos então concluir que o ponto mais elevado dentro das hierarquias das necessidades é a sensação de Missão cumprida.
Funil de Possibilidades de Crescimento - Pirâmide Profissional de Rigaud do Homem Moderno, vejamos abaixo:
Modelo de Rigaud, Roberto Pierre
As pessoas precisam se enxergar através dos tempos, ou seja, onde querem estar dentro de cinco, dez anos. Isso os leva a ter uma Visão de Futuro o que não deixa de ser uma autoestima.
As pessoas só por estarem empregadas e dizem ter uma "profissão", mas, nem elas sabem como foram parar naquele ambiente, tudo não passou de uma necessidade de sobrevivência e foi uma única oportunidade que surgiu, e ali permanecem anos e anos. As pessoas que se encontram empregadas e dizem que têm uma profissão, na verdade estão preocupadas em atender apenas uma necessidade, não se incomodando com necessidades relevantes.
Na Pirâmide fica demonstrado que nem todos vão chegar a desenvolver cargos de maior expressão, muitos vão optar por continuarem fazendo o que já vêm fazendo, não querem crescer. Essas pessoas são taxadas de "acomodadas", mas são pessoas de suma importância para a organização.
Nas duas primeiras partes da Pirâmide de Rigaud, se encontram as pessoas que estão empregadas e possuem uma profissão, dominam uma só técnica, isso representa 70% (setenta por cento) do público interno da organização. Esse público apenas realiza trabalhos, desenvolve tarefas repetitivas, seja no operacional ou no administrativo, são pessoas que geram retorno de apenas 10%. Esse público não desenvolve nada, não pensa estrategicamente, apenas realiza trabalhos.
Na terceira etapa da Pirâmide de Rigaud encontramos uma parcela bem menor de pessoas que não estão com suas necessidades satisfeitas por ter um emprego e dominar uma única e exclusiva técnica de trabalho para se manter no posto. Essa pequena parcela da população interna da organização sente a necessidade de algo mais prazeroso, algo que o leve a patamares mais elevados e, para isso, essas pessoas procuram se especializar dentro de uma curva de maturidade do encarreiramento, ou seja, sente a necessidade de crescimento, essas pessoas vão se aperfeiçoando e lapidando suas competências básicas e essenciais e, assim, estarem sempre no campo da competitividade interna para manterem a sua empregabilidade em alta. Esse público são os conhecidos Talentos, são os empregados disputados no mercado de trabalho. Encontramos aqui um publico de 20% (vinte por cento) dos empregados, que geram resultados de 25% (vinte e cinco por cento).
Na quarta parte da Pirâmide de Rigaud encontram-se as pessoas que pretendem construir seu próprio trilho, elas se encontram num estágio mais avançado. Esse público interno já consegue desvendar os segredos do seu eu, saber qual é a sua vocação profissional. Nesse estágio encontra-se os Talentos Empreendedores, são as pessoas que possuem a Visão de Futuro e elas estão em busca de sua Missão. É quando o ser humano faz o que gosta, ama em fazer e não sente o peso do trabalho, ao contrário daquela pessoa que trabalha para manter-se empregado. Nessa fase da Pirâmide encontramos 6% (seis por cento) da população interna da organização, essas pessoas geram resultados de qualidade de aproximadamente de 30% (trinta por cento).
Na quinta e última parte da Pirâmide de Rigaud encontram-se as pessoas que possuem perfil empreendedor. Buscam por superar expectativas realizando trabalhos complexos, desafiantes e estrategicamente favoráveis ao crescimento da organização e o seu próprio crescimento. Aqui se encontram empregados da própria empresa ou pessoas contratadas (PJ) para gerarem resultados. Nessa etapa da Pirâmide contamos apenas 4% (quatro por cento) do público ativo interno e que geram resultados de 35% (trinta e cinco por cento).
Os dados acima foi fruto de uma pesquisa realizada em mais de 2000 (duas mil) empresas de vários ramos de atividade, tamanho e número de empregados.
Fatores Motivacionais
Podemos concluir que o salário isolado não é fator de motivação, é apenas a recompensa justa pelo trabalho que o empregado busca a garantia de sua sobrevivência. O salário vem fortalecer os aspectos motivadores.
Estes fatores são aqueles que se referem ao conteúdo do cargo. São os fatores motivacionais que produzem algum efeito duradouro de satisfação e de aumento de produtividade em níveis de excelência, isto é, acima dos níveis normais. O termo motivação envolve sentimentos de realização, de crescimento profissional, manifestados por meio do exercício das tarefas e atividades que oferecem um suficiente desafio e significado para o trabalhador, são as formas de relacionamentos, elogiando e reconhecendo o trabalhador em público e saber criticar em particular.
Todo cargo deve proporcionar desafios constantes e crescentes fazendo com que o ocupante possa demonstrar seu conhecimento e ao mesmo tempo poder desenvolver competências permitindo-lhe sonhar com uma carreira promissora. O desenho criterioso da função deve traçar a trajetória de encarreiramento permitindo que o sujeito sonhe com um futuro dentro da organização. Quando o empregado realiza tarefas que não explora seu potencial não lhe permitindo o desenvolvimento de competências que possam levá-lo ao reconhecimento profissional, quando isso ocorre, a desmotivação é iminente, podendo causar doenças que - por muitas vezes - não é associada ao trabalho, acarretando prejuízos financeiros tanto ao sujeito como para apropria organização.
No passado havia separação entre a gerência e os subalternos (operários), quem pensava eram os gerentes e os subalternos apenas executavam. Treinava-se apenas atividades específicas a realização das tarefas. Os gerentes e chefes do passado acreditavam que tarefas simples e repetitivas proporcionava maior eficiência ao empregado. Puro engano!
Esse modelo favorecia os gerentes e chefes, os empregados não conseguiam se destacar, por outro lado, era necessário maior número de empregados devido à padronização e processos, tornando muito mais fácil a forma de supervisionar. Era muito comum departamentos inchados de empregados devido o particionamento das tarefas, tendo como alegação falta de grandes conhecimentos e acumulo de serviço. Tanto o setor fabril como o administrativo contavam apenas com as ferramentas da época, esse era o principal motivo para o acumulo de pessoas nas organizações.
Era comum encontrar empregados desmotivados, desinteressado pelo trabalho e baixo moral provocado pela monotonia e rotinização das tarefas. E isso, se procurarmos iremos achar nos dias atuais.
Conclui-se que sem elogios, reconhecimento e sem salários justos, é impossível motivar o ser humano, é nesse ponto que percebe-se que as hierarquias das necessidades não estão sendo atendidas.
A motivação aliada à missão do homem
Para muitos, o trabalho é apenas uma forma de se chegar ao dinheiro que por sua vez é uma forma de suprir as necessidades básicas. Podemos dizer que neste campo encontram-se as pessoas que estão "empregadas", muitas pessoas estão nesse primeiro degrau e não conseguem enxergar um horizonte mais promissor.
As pessoas que fazem o que gosta e procuram especializar-se cada vez mais, estes não são empregados, são empreendedores, não devem ser tratados como "empregados", as empresas que não conseguem identificar essa parcela pequena de profissionais talentosos irá perdê-los para empresas que sabem, não somente identificar, mas lidar com eles de modo diferenciado.
Vejam que a própria Bíblia identifica e ao mesmo tempo separa esses dois tipos de pessoas da seguinte forma:
"Porque ao homem que lhe agrada, Deus dá sabedoria, e conhecimento, e alegria; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte e amontoe, a fim de dá-lo àquele que agrada a Deus."
Todos têm uma missão a cumprir e, identificar essa missão é agradar a Deus e, quando não conseguem chegar nesse estágio da vida, passam a se contentar em trabalhar.
Quando o profissional de Remuneração estiver estudando as funções, precisa identificar os cargos que requerem pessoas que se encontram nos dois primeiros estágios da pirâmide, ou seja, aquelas pessoas que se sujeitam a linha de comando, cumprimento de horário e de mais normas internas. Precisando identificar cargos onde é necessário a presença de pessoas consideradas "talentos" e esses talentos, muitas vezes, não se submetem a controle de horário, linha de comando de pressão e demais normas.
A especificação do cargo deve ser realizada de maneira eficaz a fim de fornecer elementos necessários para identificação dos diversos ocupantes, sejam empregados, talentos ou empreendedor, e isso resultará em contratações baseadas nos requisitos de cada cargo.
Perfil do autor
Roberto Pierre Rigaud
RH EM AÇÃO - Treinamento Empresarial
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