01 de abril de 2009, às 15h17min

Planejamento para pequenas e micro empresas é possível?

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Grande parte dos pequenos e micro empresários não têm o hábito de planejar. Pois se planejassem, não haveria tanta quebradeira. Indicadores do Sebrae (2004), revelam que os maiores motivos de falências das micro e pequenas empresas são: capital de giro (24%), impostos altos (16%), falta de clientes (8%), concorrência (7,1%), baixo lucro (6,1%), dificuldade financeira (6,1%), desinteresse em continuar o negócio (6,1%), inadimplência (6,1%), problemas familiares (2,8%) e má localização da empresa (3,8%). Para piorar, existem outras conseqüências dessa mortalidade empresarial. Uma delas é que aproximadamente 53% dos trabalhadores, conforme o Sebrae (2004), são empregados pelas pequenas e micro empresas, contra 15,3% das médias e 31,7% das grandes pelo emprego dos trabalhadores brasileiros. Isto é uma responsabilidade muito grande para pessoas que não costumam planejar e colocam em risco os trabalhadores que dependem disso. Daí, vem a pergunta, mas e o governo? Não será ele responsável por criar postos de trabalho e pelo desemprego? Ora, meus amigos, o governo não rege as leis de mercado, contribui sim, mas não é o dono das leis econômicas, num país com economia de livre concorrência na granda maioria dos setores. Na grande maioria dos segmentos, uma empresa, no Brasil, independente do tamanho, está sujeita às leis de mercado. E, o que os pequenos empresários precisam é se adaptar às “regras desse jogo”, não importa de quem seja a culpa dos fatores econômicos (inflação, preços, número de concorrentes, taxa de juros, etc). Caso os pequenos e micro empresários não estejam adpatados às regras do mercado em que atuam, fica difícil prosperar.
Caso fôssemos culpar alguém, talvez o grau de escolaridade dos dirigentes desse porte de empresas, fosse a verdadeira vilã. Pode-se chegar à conclusão, facilmente, que a educação brasileira é que é a verdadeira “culpada” dos 49,9% de falências de PME's com até dois anos de idade, ou 56,4% com até 3 anos de existência; ou ainda, 59,0% com até 4 anos. Claro que a política tributária e uma burocracia exagerada para a gestão de empresas neste país, contribui para estas falências, mas estes, não são os principais fatores. Entretanto, não são estes os principais fatores de sucesso. O principal fator ainda é estar adaptado às “regras do jogo”, saber competir. Qualquer empresa para sobreviver e crescer precisa entender o cenário à sua volta e aprender a lidar com ele. Afinal, por que empresas prosperam? Sorte, oportunidade, inteligência do gestor...? Caso não fosse possível prosperar no cenário brasileiro, estaríamos diante de um holocausto e não existiriam empresas bem sucedidas. Portanto, é possível, com estratégias adequadas e posturas empreendedoras, fazer sua empresa chegar lá.
Bem, o fato é que se o planejamento, fosse realizado de forma sistemática pela maioria das empresas desses portes, a realidade brasileira, seria outra, bem melhor. E, as razões de mortalidade apresentadas anteriormente também poderiam ser diferentes, mais parecidas com países mais desenvolvidos, não é mesmo?
Planejar e agir mais adequadamente dá às empresas um fôlego para continuarem competindo no seu segmento, o que ajuda às empresas a passar pela fase mais difícil, a dos primeiros quatro anos. Mas o que consiste, afinal, planejar? É possível fazer planejamento sem que a empresa transfira seu faturamento para a conta de uma empresa ou especilista? O próprio empresário pode fazê-lo? Quais são as saídas para a cada tipo de negócio? Planejar adequadamente, como todos sabemos não é garantia de sucesso, mas é fundamental para o negócio. A começar pelos objetivos da empresa. Quando não sabemos para onde vamos ficamos vagando, não é mesmo? Sem contar no conhecimento dos fatores de sucesso, dos problemas e oportunidades, dos cenários... Planejar possibilita às empresas, o estabelecimento de estratégias de acordo com mudanças nos cenários. Daí, fazer acontecer fica mais fácil. Assim, a empresa ao invés de ficar esperando o mercado melhorar, trabalha com tendências, previsibilidades, conhecendo corretamente quais são suas limitações, podendo assim escolher caminhos ou estratégias mais adequadas às suas condições e à do mercado em que atua, além de determinar onde quer chegar no futuro, mais precisamente. O resultado, normalmente é mais estabilidade na administração dos recursos e, por conseqüência, a perpetuidade da empresa durante os anos mais difíceis.
Mas como iniciar um planejamento empresarial, afinal? Como fazer isto, com pouco dinheiro? As possibilidades de planejamento são muitas, desde a consulta de empresas especializadas, cursos, MBA's, contratação de consultores independentes e entidades que se dedicam a esta tarefa. Mas, como saber se o profissional ou instituição é adequado para o seu caso? Para saber se o profissional ou empresa que você recebeu uma indicação ou achou em algum meio de comunicação, é realmente indicado para prestar este serviço, você precisa se certificar o grau de experiência do profissional que lhe atenderá, conhecer a metodologia a ser adotada, se possui coerência; além da capacidade de diagnóstico do seu negócio, (filosofia, princípios, pessoas, processos, enfim, forças e fraquezas, oportunidades e ameaças). Um bom profissional deve ser capaz de fazer essas tarefas e ainda haver uma sinergia entre contratante e contratado. Caso houver mais pessoas envolvidas, deve haver no mínimo um consenso sobre tais coisas. Além de que uma boa consultoria, deve ajudar a sua empresa a aprender, dando possibilidade de melhorar sempre. O bom consultor é aquele que “ensina a pescar” e não “dá o peixe” simplesmente. Portanto, uma boa consultoria, deve efetuar um bom diagnóstico oferecer um método que seja especialmente adaptável à sua empresa. Tais cuidados são necessários, porque planejar não é algo que se possa colocar numa forma e fazer isto de forma quantitativa. Cada empresa tem um “DNA” diferente, com pessoas, recursos, fatores e diferentes, em contextos e segmentos diferentes, onde são múltiplas as possibilidades de combinações. O próprio nome já diz “planejamento” (no gerundio), é algo que deve estar sempre acontecendo. O resto é com o empresário. Que precisa ser “autônomo nas suas decisões”, porque nem sempre terá o consultor para lhe dar alternativas para as suas decisões e ações. E, é justamente por isso que nem governo, nem outras entidades quaisquer que sejam, garantem a competitividade de um negócio. O que vale são as habilidades em utilizar recursos e obter previsibilidade com base em tendências para preparar a empresa para situações possíveis de acontecer, além de uma boa dose de percepção do gestor. Que pode ser aprendido e aperfeiçoado. Ninguém nasce gestor, empreendedor ou domina métodos sem ter tido experiências, estudar.
O Planejamento Estratégico, portanto não faz milagres, mas ajuda a empresa a maximizar suas habilidades de competição, mesmo que com a ajuda inicial de um consultor. Por isso, a principal razão da mortalidade das micro e pequenas empresas brasileiras, é a falta de planejamento antes dos motivos da estatística citada no início desse texto.
E você, quer que sua empresa fique ao “sabor do vento” ou quer “aprender a velejar” definitivamente?
Isto pode ser muito mais simples e mais barato do que se imagina.
Quer saber mais? Entre em contato com a consultora e professora Eliana Caitano de Campos para saber como fazer Planejamento Estratégico, sem complicações e ao seu alcance.   Jlle, março/2009. consultoria@elianacampos.com.br
www.elianacampos.com.br
(47) 30263560 / 99618229

 

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Autor
Eliana Campos . MBA em Marketing pela FGV, Especialista em Economia Empresarial e Economista. É diretora  da CDC Gestão Integrada, empresa de consultoria em gestão, docente do ensino superior e consultora na Caitano de Campos Consultoria Estratégica Ltda.  consultoria@caitanodecampos.com.br. Fone: 47 30274261 e 88867378.
 
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