20 de novembro de 2008, ās 19h40min

Políticas X Gestão de Empresas X Desenvolvimento Sustentável

Por Miguel Lopes
 
Atualmente o desenvolvimento econômico está integrado à qualidade e meio ambiente em busca da eficiência econômica e ao mesmo tempo a eficiência social e ecológica com o fim de atingir o desenvolvimento sustentável. Visando preservar o meio ambiente e desenvolver-se economicamente, governantes, empresários e sociedade em geral devem buscar alternativas eficazes para o crescimento, levando-se em conta o sistema político, econômico, social, da produção, da tecnologia, e contar com um conjunto de procedimentos aliados para que se atinja este fim. É impossível pensar o desenvolvimento econômico sem levar em conta questões ambientais como prioridade das políticas de desenvolvimento.
Os principais problemas decorrentes do uso indevido dos recursos naturais e da produção são: Concentração de gás carbônico na atmosfera; crescente escassez de água potável; degradação doa solos; poluição dos rios, lagos, zonas costeiras e baías; desmatamentos contínuos. Todos estes fatores são por si próprios suficientes para colocar o meio ambiente na trilha do desenvolvimento sustentável, torna-se necessário um novo caminho para o desenvolvimento econômico.
Ao longo dos anos a história revela um mundo marcado por contradições relacionadas ao meio ambiente, durante muito tempo governos e organizações preocuparam-se apenas com o desenvolvimento econômico. As organizações sempre buscaram maximizar o lucro dos seus acionistas sem levar em consideração o meio ambiente. Esta história está intimamente ligada ao cenário global atual, abordados em conferências internacionais do meio ambiente.
Em abril de 1968 o relatório Meadows dentre outras conclusões, concluiu que na estratégia global de desenvolvimento deve ser incluída, principalmente, a relação do homem com o seu meio ambiente. Mais tarde em 1972 a Conferência de Estocolmo, considerada um marco do ambientalismo global, ajudou a fortalecer os grupos ambientais e a ampliar os seus papéis, como também a promover o desenvolvimento de políticas ambientais nacionais e o reconhecimento de agências ambientais e ministérios dos países. Entre os diversos pontos enfocados pela conferência, merece destaque especial a recomendação 7: “Os países deverão adotar todas as medidas possíveis para impedir a poluição, ao prejudicar os recursos vivos, não causar danos às possibilidades recreativas ou interferir com outros usos legítimos do mar”.
A gestão voltada para o meio ambiente deve ter critérios e valores que fundamente suas práticas contemplando Segurança Industrial, Saúde no Trabalho, proteção e conservação de recursos naturais. Hoje no Brasil na gestão do setor público e empresarial já é bastante visível procedimentos em busca da sustentabilidade, órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) além de regular, vem implementando ações que visam fixar idéia da sustentabilidade e do desenvolvimento a longo prazo, indústrias também vêem participando ativamente deste processo. Uma mudança cultural é necessária de forma a integrar os processos de produção e fortalecer procedimentos existentes há décadas como o 5s e Qualidade Total à Gestão do meio ambiente.
Rumo à sustentabilidade e necessário repensar o desenvolvimento econômico. Implementar padrões e certificações como a ISO 14000 dentre outras, de forma a promover o bem estar da sociedade como um todo para assegurar a biodiversidade do planeta no presente e futuro de forma responsável envolvendo governos, organizações e sociedade em geral, a continuidade da vida por meio do intercâmbio natureza-homem-atividade econômica.
 
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/politicas-x-gestao-de-empresas-x-desenvolvimento-sustentavel/26450/