16 de novembro de 2009, às 07h04min
POPAI Brasil apresenta pesquisa inédita sobre o mercado de materiais para construção.
Novos dados trazem uma nova realidade sobre o mercado. Apenas 29% dos produtos já tinham marca definida.
Por Caio Camargo
São Paulo, 13 de Novembro de 2006 - No último dia 11, em evento realizado em São Paulo, o POPAI, entidade mundial de marketing no varejo divulgou os dados da inédita pesquisa sobre o mercado de varejo de material de construção, revelando a um público formado pelas principais empresas do setor, dados que trazem uma nova realidade sobre o mercado.
O estudo, que envolveu cerca de 2000 entrevistados nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre revelou que o índice de decisão de compra no PDV entre os consumidores finais é de 71%, concluindo que apenas 29% dos produtos já tinham marca definida.
Isso significa que o trabalho no ponto-de-venda ainda é pouco eficaz se comparado ao índice de supermercadistas (onde 81% das decisões são realizadas no PDV), o que cria possibilidades para empresas que enfrentam forte concorrência no mercado, assim como estão buscando um novo espaço, apostar fortemente em ações de trade marketing e merchandising para atingirem melhores resultados. Esses números também impactam na necessidade de treinamento e captação de vendedores e profissionais de atendimento, visto que a pesquisa que o atendimento ainda não atua como um forte influenciador do consumidor final. Entretanto, se bem trabalhado, este pode sim auxiliar na melhor venda de produtos e serviços.
Outro dado importante e relevante se dá por conta do perfil do consumidor profissional, o tradicional pedreiro ou mestre-de-obras. Ao contrário do que se pensa, no caso do consumidor profissional, 56% das decisões são tomadas no ponto-de-venda, um número muito acima do esperado, uma vez que sempre temos por idéia de que o profissional é o grande defensor de uma marca ou produto.
A pesquisa também revela que a apesar do forte impacto do consumidor feminino no setor, este representa apenas 37% do consumidor final. No caso do consumidor profissional, o consumidor feminino representa cerca de 6% do total, formado principalmente por arquitetas e decoradoras.
Ainda como perfil de consumidor final, foi levantado que o consumidor final tem em média 40 anos, e consome por compra cerca de R$ 110,00.
Quando falado em classe social, o estudo mostra que a maior parte dos compradores de material de construção é da classe B, representada por 52%, seguida pela classe C, com 31% , da A, com 14% e da D, com 3%.
Vê se aí que o mercado C apesar do crescimento, ainda não representa a principal classe atendida, embora é possível entender que muitos dos entrevistados da classe B, podem ser provenientes da classe C. Uma boa idéia pode ser buscar atender as necessidades e expectativas do mercado C, buscando atender também ao público da classe B, com características mais difíceis de serem aplicadas no ponto-de-venda.
Para os entrevistados, a localização ainda é o primeiro fator de escolha, apontado como motivo principal por 57% dos entrevistados, seguido por preço com 48% e a variedade de produtos, apontada na comunicação de diversas empresas como diferencial de mercado, aparece apenas na terceira posição, com 38%.
A pesquisa completa pode ser adquirida através do POPAI Brasil.
Um grande abraço e boas vendas
Caio Camargo
FALANDO DE VAREJO
www.falandodevarejo.com.br
Por Caio Camargo
São Paulo, 13 de Novembro de 2006 - No último dia 11, em evento realizado em São Paulo, o POPAI, entidade mundial de marketing no varejo divulgou os dados da inédita pesquisa sobre o mercado de varejo de material de construção, revelando a um público formado pelas principais empresas do setor, dados que trazem uma nova realidade sobre o mercado.
O estudo, que envolveu cerca de 2000 entrevistados nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre revelou que o índice de decisão de compra no PDV entre os consumidores finais é de 71%, concluindo que apenas 29% dos produtos já tinham marca definida.
Isso significa que o trabalho no ponto-de-venda ainda é pouco eficaz se comparado ao índice de supermercadistas (onde 81% das decisões são realizadas no PDV), o que cria possibilidades para empresas que enfrentam forte concorrência no mercado, assim como estão buscando um novo espaço, apostar fortemente em ações de trade marketing e merchandising para atingirem melhores resultados. Esses números também impactam na necessidade de treinamento e captação de vendedores e profissionais de atendimento, visto que a pesquisa que o atendimento ainda não atua como um forte influenciador do consumidor final. Entretanto, se bem trabalhado, este pode sim auxiliar na melhor venda de produtos e serviços.
Outro dado importante e relevante se dá por conta do perfil do consumidor profissional, o tradicional pedreiro ou mestre-de-obras. Ao contrário do que se pensa, no caso do consumidor profissional, 56% das decisões são tomadas no ponto-de-venda, um número muito acima do esperado, uma vez que sempre temos por idéia de que o profissional é o grande defensor de uma marca ou produto.
A pesquisa também revela que a apesar do forte impacto do consumidor feminino no setor, este representa apenas 37% do consumidor final. No caso do consumidor profissional, o consumidor feminino representa cerca de 6% do total, formado principalmente por arquitetas e decoradoras.
Ainda como perfil de consumidor final, foi levantado que o consumidor final tem em média 40 anos, e consome por compra cerca de R$ 110,00.
Quando falado em classe social, o estudo mostra que a maior parte dos compradores de material de construção é da classe B, representada por 52%, seguida pela classe C, com 31% , da A, com 14% e da D, com 3%.
Vê se aí que o mercado C apesar do crescimento, ainda não representa a principal classe atendida, embora é possível entender que muitos dos entrevistados da classe B, podem ser provenientes da classe C. Uma boa idéia pode ser buscar atender as necessidades e expectativas do mercado C, buscando atender também ao público da classe B, com características mais difíceis de serem aplicadas no ponto-de-venda.
Para os entrevistados, a localização ainda é o primeiro fator de escolha, apontado como motivo principal por 57% dos entrevistados, seguido por preço com 48% e a variedade de produtos, apontada na comunicação de diversas empresas como diferencial de mercado, aparece apenas na terceira posição, com 38%.
A pesquisa completa pode ser adquirida através do POPAI Brasil.
Um grande abraço e boas vendas
Caio Camargo
FALANDO DE VAREJO
www.falandodevarejo.com.br
Assuntos
Autor
Arquiteto e MBA em Marketing pela FGV. Atua há mais de 11 anos nas áreas de merchandising e projetos para o varejo, tendo trabalhado e desenvolvido trabalhos para grandes empresas como Uemura, C&C Casa e Construção, Dicico, entre outras. Especialista em desenvolvimento e projetos para PDV, comunicação visual e layout de lojas, é palestrante e foi professor e autor do curso "Merchandising no varejo de construção", pela Anamaco.
Colaborador do Portal do Shopping, da ABRASCE. e membro do RDI (Retail Design Institute), é autor do blog FALANDO DE VAREJO, onde dá sobre dicas de marketing de varejo e merchandising, além de comentar sobre novidades do varejo nacional e internacional.
Endereço do Blog:
http://falandodevarejo.blogspot.com
Endereço do Twitter "Falando de Varejo"
http://www.twitter.com/falandodevarejo
Meu profile no Linkedin
http://www.linkedin.com/in/caiocamargo
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17/09/2009
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