24 de novembro de 2007, às 14h43min

Porque existe somente um Google no mundo?

ou O Google e a escala de valor desejado do consumidor para todos os produtos. Os que criam os produtos do Google tem o "dom" (que é aquilo que "nascemos sabendo"). Sem conhecer, praticam a prospecção da "escala de valor desejado do consumidor", conceito que introduzimos na ciência do marketing

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Publicado em HSM Management



Lindberg Revoredo*
Consultor de marketing e publicitário 
Um dos articulistas do portal HSM Management mais lidos em 2007
lindbergrevoredo@yahoo.com.br  






A principal razão é de caráter mercadológico, muito mais que tecnológico ou financeiro


Tópicos do artigo:


- Os criadores do Google são gênios da verdadeira ciência do marketing

- Não são muitos no mundo os que tem o “dom” da comercialização, do marketing

- O que importa para qualquer empresa não é exatamente saber “inovar” mas saber “comercializar”

- O Google descobriu e atendeu uma grande parte dos itens de valor desejado da escala de valor do consumidor (usuários de motores de busca) que os concorrentes não fizeram

- Os “links patrocinados” do Google: um altíssimo item de valor desejado da escala de valor do anunciante de internet

- O segredo do sucesso do Google: primeiro descobrir o valor desejado e em seguida atender o desejo com uma solução de alta tecnologia (ou não). E não o contrário

- O processo de “tentativa e erro” dos que defendem a “inovação” aleatória dá trabalho e prejuízo

- O sucesso não está com os “inovadores” mas com os “comercializadores”

- Simplesmente tudo na empresa tem de vir a reboque da comercialização, do marketing

- O critério universal de julgamento da gerência excelente

- O “marketing lateral”, “probabilístico” de Philip Kotler

- Qual empresário quererá uma ciência “probabilística” para gerenciar dinheiro, valores materiais?

- Os verdadeiros criadores e mantenedores do altíssimo valor do Google

- Nelson Rodrigues tinha razão quando dizia que é preciso ser gênio para perceber o óbvio?



Os criadores do Google são gênios da verdadeira ciência do marketing



A razão principal é que são verdadeiros talentos da comercialização, do marketing. São “marketeiros” no mais elevado sentido desta palavra. Sabem entender, descobrir um número elevado de itens da escala de valor dos consumidores para os produtos que oferecem.

E sabem (e podem) monitorar continuamente as variações deste valor. O genial conhecimento tecnológico deles tem uma segundo grau de importância para a consecussão deste valor altíssimo que o Google detém hoje.



Não são muitos no mundo os que tem o “dom” da comercialização, do marketing



E este conhecimento seguido do “dom”, não é para muitos no mundo.

Se assim não fosse não se veria tantos diplomados nesta matéria ( no Brasil e no mundo) e ao mesmo tempo tantas empresas com problemas de comercialização, de vendas e portanto de sobrevivência.



O que importa para toda empresa não é exatamente saber “inovar” mas saber “comercializar”



Porque a única coisa que importa para uma empresa é a comercialização.

Foi Lindberg quem falou isso? Esta afirmação é daquele verdadeiro cientista do marketing e da administração, Peter Drucker, que jamais foi um palestrante "showman". Ele deu um "show" de lucidez e genialidade em descobrir em grau elevado, a ciência verdadeira, a ciência que sempre funciona.



A grande "inovação" do Google foi descobrir e atender bem mais itens de valor na escala de valor dos que desejam fazer buscas na internet, que seus concorrentes



A grande "inovação" do Google e por isto eles estão na frente, foi descobrir bem mais itens de valor na escala de valor dos que desejam fazer buscas na internet, que o Cadê?, o search engine do Yahoo, da Altavista, que era o melhor serviço de buscas de 10 anos atrás, não conseguiram.

Em outra frente, este dom bem perfeito que eles têm de entender o preciso desejo da escala de valor dos grupos que se propõem a atender, os faz encontrar uma solução perfeita de comercialização de anúncios, (dar resultados de vendas para seus anunciantes com o mínimo risco de prejuízo, quando cobram somente pelo clique, por exemplo. Ou muito me engano ou já li que eles estão criando um sistema de pagamento por vendas) porque preenche um grande número de itens de valor da escala de valor desejado dos anunciantes, que em resumo querem vender seu produto pela melhor relação custo-benefício possível.

Não preciso enumerar todos os os itens de valor atendidos pelo Google. Cada usuário, involuntariamente “sente” todos eles em sua experiência diária. É o que acontece quando as pessoas encontram a satisfação, o atendimento perfeito de um valor desejado de qualquer produto.



Os “links patrocinados” do Google: um altíssimo item de valor desejado da escala de valor do anunciante de internet



Praticamente toda a fonte de renda do Google vem dos tais "links patrocinados". Aqueles anunciozinhos com aparência desimportante que parecem anúncios de classificados de jornal popular, mas que tem uma eficiência de retorno exatamente pelo modo como são posicionados. Focando a alma do consumidor.

A grande inovação deles foi inventar tecnologias que atendessem estes itens de valor desejado da escala de valor dos consumidores para este produto (buscas na internet). O seu verdadeiro e maior mérito é a adequação da tecnologia ao desejo revelado, conhecido.



O segredo do sucesso do Google: primeiro descobrir o valor desejado e em seguida atender o desejo com uma solução de alta tecnologia (ou não). E não o contrário.



Eles fizeram como se deve fazer: Primeiro descobrir a necessidade, os itens de valor desejado da escala de valor desejado do consumidor para o produto “buscador” e em seguida "quebrar a cabeça" para criar uma solução tecnológica que atenda o mais perfeitamente possível estes valores desejados.

Esta solução tecnológica eu sempre me recuso a chamar de "inovação". Este termo é pobre, inadequado e confunde o ensino desta matéria, já tão confuso e consequentemente seu aprendizado. E mais que isso, a busca da “inovação” como é entendida, a busca incessantes de meras novidades tecnológicas, não é o caminho verdadeiro para conquista das tão desejadas vantagens competitivas, não é um princípio verdadeiro da ciência que opera a comercialização.



O processo de “tentativa e erro” dos que defendem a “inovação” aleatória dá trabalho e prejuízo



Ao final, tudo o que quem comercializa qualquer coisa, deseja, é uma vantagem competitiva real e que permaneça válida o maior tempo possível (cujo termo convencionado no marketing, para isso, é a palavra “sustentável”).

Os que cantam e decantam o termo "inovação" e o sentido que lhe foi atribuído (o caráter "probabilístico" do método para a criação de produtos comercializáveis) como condição indispensável para a conquista desta vantagem competitiva e um dos principais deles é o Tom Peters, estão a meu ver, equivocados.

São os partidários do processo de tentativa e erro, que dá muito trabalho e prejuízo. De tentar “acertar” a “inovação” que vende, de criar primeiro o produto e depois sair por aí perguntando se o consumidor “gosta”.


O sucesso não está com os “inovadores” mas com os “comercializadores”



O grande e único foco que se deve ter (e esta é a parte difícil, pois são necessários técnica e dom, talento, que somente alguns poucos têm ) é descobrir o mais claramente possível o maior número de itens desta escala de valor do consumidor para todos (e cada) produto, onde esta revelada em todos os seus pormenores o produto ou como queiram, a "inovação" mais vendável.

O sucesso comercial não está com os "inovadores", mas com os comercializadores. Redundei?

Simplesmente tudo na empresa tem de vir a reboque da comercialização, do marketing

Tudo o mais em qualquer empresa grande ou pequena, vem a reboque da comercialização vialibilizada pelo conhecimento e monitoramento contínuo da escala de valor desejado do consumidor para todos os produtos.

A gerência, os recursos humanos, a logística, etc., tudo, apenas tudo em uma empresa, são apenas ferramentas que a empresa possui para atender ao mais alto valor desejado de quem compra, condição indispensável para a conquista destas vantagens competitivas, as mais duráveis, sustentáveis possíveis. Todas as áreas da empresa têm de ser moldadas segundo as necessidades da comercialização.

A verdadeira ciência do marketing é o verdadeiro "boi" de toda e qualquer empresa. Como se diz no nordeste do Brasil, “se aproveita de um, tudo”.

O critério universal de julgamento da gerência excelente

Quando é que se atribui o grau de excelente a uma gerência? Quando a empresa tem vendas significativas. Quando o grupo de pessoas que trabalham em qualquer empresas são considerados excelentes? Quando a empresa vende mais que seus concorrentes no mercado, quando a empresa tem níveis elevados de vendas.

Em que situações o presidente de uma empresa é considerado competente? Quando o faturamento da empresa é alto. Quando o volume de vendas é alto.
Quando a comercialização, o marketing é eficaz.

E quando todos estes componentes de uma empresa são classificados de ineficazes e inoperantes? Quando as vendas são insuficientes.

Este é o critério universal de julgamento.

É por isso que o Google é tão grande e tão festejado. Pelo seu grande volume de vendas, que é o critério único de classificação da empresa excelente, viabilizado pelo grande conhecimento e sua genial habilidade no manuseio da verdadeira ciência da comercialização, do marketing.



O “marketing lateral”, “probabilístico” de Philip Kotler



Até este grande pensador do marketing que é o Philip Kotler se deixou levar até certo ponto por esta argumentação equivocada, em seu livro "Marketing lateral" que pelo que concluo, é o outro nome que ele dá à tal "inovação", afirmando que o "marketing lateral" é "probabilístico", que eu chamo de "lotérico" usando termo mais popular.

Meu Deus, a ciência existe exatamente para banir da vida do homem este componente da incerteza. A ciência existe pela ânsia do homem em se livrar da incerteza. As incertezas e dúvidas são fatores principais causadores da infelicidade humana. O gênero humano busca certezas incessantemente todos os dias.Tem aversão pela incerteza.



Qual empresário quererá uma ciência “probabilística” para gerenciar dinheiro, valores materiais?



Do que menos qualquer empresário precisa para preservar seu patrimônio, é de qualquer conhecimento que se classifique de probabilístico.

Porque o Google é considerado a empresa mais eficaz e de gerência excelente destes tempos? Pelo o seu grande volume de vendas, pelo volume de dinheiro em caixa.. Por isso a sua cotação na bolsa tem um valor altíssimo.



Os verdadeiros criadores e mantenedores do altíssimo valor do Google



Não exatamente por causa das cabeças pensantes excelentes que lá existem, que criam as "inovações" (que tem boa parte do mérito, mas não a parte principal). Isso, o Bill Gates (grande comercializador, grande homem de marketing) e Steve Jobs (outro bom comercializador, mas principalmente "inovador") e outras empresas também têm.

Mas principalmente das cabeças pensantes que tem conhecimento e dom para descobrir qual “inovação” vai ser desejada e portanto comprada. Estes sim, são os verdadeiros criadores deste valor altíssimo que as ações do Google têm no mercado.



Nelson Rodrigues tinha razão quando dizia que é preciso ser gênio para perceber o óbvio?



Que coisa tão óbvia e tão difícil de entender. Porém, como dizia Nelson Rodrigues, um dos verdadeiros gênios brasileiros, ter o dom de perceber, ver, o óbvio, é coisa de gênio. E exatamente por este dom que ele tinha de perceber o óbvio é que se considerava gênio e não por sua obra genial.

Fonte: HSM Management
 

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Autor
Lindberg Revoredo é consultor de marketing e publicitário há 30 anos. Colunista do Portal Administradores, e articulista do Portal HSM (br.hsmglobal.com), da revista HSM Management.
É palestrante e autor do livro "28 Dicas de Marketing - Em linguagem acessível a leigos". Introdutor dos conceitos da  "Escala de valor desejado do consumidor para todos os produtos, em determinada circunstância" e do "Conceito de 'versões' do produto" na ciência do marketing, verdadeiro caminho para a consecução de reais vantagens competitivas as mais sutentáveis (Leia o artigo "O grande equívoco da "inovação" e  "A Kodak e o conceito de 'versões' do produto" )
 

 Contato: lindbergrevoredo@yahoo.com.br
www.dicasdemarketing.worpress.com



 
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