10 de fevereiro de 2010, às 10h07min

Portugal reconhece profissão de DJ, depois da escravidão...

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Diálogo entre 2 músicos profissionais no bairro de Pinheiros, no interior de um pub:

Baterista (perguntando ao guitarrista) – Tô com uma proposta aqui no telefone pra gravar uma música só, quanto cobro?

Guitarrista – Uns 300 ou 400 reais, se não precisar levar a bateria, se levar, fica mais caro.

Ao fundo um DJ se anima: Por 100 reais eu “toco” a noite inteira...


Esse fato ilustra didaticamente o aviltamento das pagas a músicos – já pífias – pelos chamados DJs. Desde 2008 um projeto de lei tenta “regulamentar” a profissão dos masturbadores com o membro alheio, que, não contentes em se fingir de músicos, agora perturbam o mercado com sua ignorância. Ignorância?

Sim, outro diálogo, no interior de uma casa de espetáculos no bairro do Bixiga, em São Paulo:

DJ 1 – Meu (se dirigindo a mim, técnico de áudio), não tá “saindo som” dessa mesa, acho que ela tá com defeito.

DJ 2 – Vamos testar um microfone direto, sem passar pelo multicabo.

Eu – Pessoal, precisa ligar o cabo de força do equalizador gráfico. Sem eletricidade os equipamentos têm certa dificuldade em funcionar.


Felizmente, apenas em Portugal (sem piada) o djing (lá pelo menos elas não falam que “tocam”) foi finalmente reconhecido como profissão em termos fiscais e legais. Isso quer dizer que agora a profissão de disc-jockey em Portugal, perante a lei tem uma classificação de actividade económica (CAE), já não é considerado um trabalho à margem da lei.

Todos os DJs podem, a partir de janeiro de 2010 (depois de ser oficializado na Assembleia da República e sair em Diário da República), preencher o número 90010 como profissão, referente a actividades de artes do espectáculo, incluindo artistas individuais, classificação real a partir de agora para disc-jockey.

O djing português é finalmente encarado como uma profissão, sendo os disc-jockeys classificados como “artistas”. Este feito foi alcançado pela APDJ - Associação Portuguesa de DJs, pela mão do presidente Nelson Vaz, depois de um ano e meio de insistência lusitana. Vem aí mais uma herança dos irmãos d’além mar, depois da escravidão, burocracia e malandragem.

 

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Autor

Formado em Jornalismo (Cásper Líbero) e Composição & Regência (UNICAMP), diretor da PAUTA Arte & Comunicação Ltda. , editor da revista On&Off, e autor do blog PLAY.

Membro fundador do Núcleo Música Nova de SP(74), Prêmio APCA Melhor Música Para Coreografia(76), Menção Honrosa Festival de Campos do Jordão(88), Prêmio Sérgio Motta de Arte & Tecnologia(2007). Em 2009 recebeu o Troféu Clave, da Ordem dos Músicos do Brasil, São Paulo.

 
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que saco, to loco atraz de uma jaqueta dessas
 
Exelente material
 
gostaria de saber quem trabalha em banco que não trabalha sabado e domingo se os três dias ja começa...
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