Diálogo entre 2 músicos profissionais no bairro de Pinheiros, no interior de um pub:
Baterista (perguntando ao guitarrista) – Tô com uma proposta aqui no telefone pra gravar uma música só, quanto cobro?
Guitarrista – Uns 300 ou 400 reais, se não precisar levar a bateria, se levar, fica mais caro.
Ao fundo um DJ se anima: Por 100 reais eu “toco” a noite inteira...
Esse fato ilustra didaticamente o aviltamento das pagas a músicos – já pífias – pelos chamados DJs. Desde 2008 um projeto de lei tenta “regulamentar” a profissão dos masturbadores com o membro alheio, que, não contentes em se fingir de músicos, agora perturbam o mercado com sua ignorância. Ignorância?
Sim, outro diálogo, no interior de uma casa de espetáculos no bairro do Bixiga, em São Paulo:
DJ 1 – Meu (se dirigindo a mim, técnico de áudio), não tá “saindo som” dessa mesa, acho que ela tá com defeito.
DJ 2 – Vamos testar um microfone direto, sem passar pelo multicabo.
Eu – Pessoal, precisa ligar o cabo de força do equalizador gráfico. Sem eletricidade os equipamentos têm certa dificuldade em funcionar.
Felizmente, apenas em Portugal (sem piada) o djing (lá pelo menos elas não falam que “tocam”) foi finalmente reconhecido como profissão em termos fiscais e legais. Isso quer dizer que agora a profissão de disc-jockey em Portugal, perante a lei tem uma classificação de actividade económica (CAE), já não é considerado um trabalho à margem da lei.
Todos os DJs podem, a partir de janeiro de 2010 (depois de ser oficializado na Assembleia da República e sair em Diário da República), preencher o número 90010 como profissão, referente a actividades de artes do espectáculo, incluindo artistas individuais, classificação real a partir de agora para disc-jockey.
O djing português é finalmente encarado como uma profissão, sendo os disc-jockeys classificados como “artistas”. Este feito foi alcançado pela APDJ - Associação Portuguesa de DJs, pela mão do presidente Nelson Vaz, depois de um ano e meio de insistência lusitana. Vem aí mais uma herança dos irmãos d’além mar, depois da escravidão, burocracia e malandragem.
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/portugal-reconhece-profissao-de-dj-depois-da-escravidao/38586/