"Procura-se talentos"
É meus amigos! O que as pessoas não fazem para falar “bonito” e cometem erros infantis sem perceberem ou, sem parar para refletir no significado das palavras. O mais intrigante é que as pessoas repetem a mesma palavra e enchem a boca como quem está falando a coisa mais importante do mundo.
O mundo corporativo vive um cenário complexo onde se tem cogitado sobre a importância do conhecimento no mundo e, no Brasil não é diferente, para sobreviver os inimigos externos (concorrentes), a busca incessante por pessoas que superam as expectativas está cada vez mais acirrada na ansiedade de "sair na frente".
Os grandes lucros das organizações em produtividade virão através das melhorias na gestão do conhecimento o que se traduz em: empresas modernas e dinâmicas; indústrias automatizadas gerando produtos de qualidade; e ganhos reais gerando uma nova economia.
Para que a geração do conhecimento funcione dentro das expectativas das pequenas, médias e grandes empresas, chega-se a loucura de procurar profissionais capazes de transformar sonhos em realidade, e como se não bastasse, querem aprisionar esses profissionais mantendo-os em cárcere privado. A loucura é tanta, que até mesmo as autoridades assistem a tudo isso sem tomar providências cabíveis, enquanto as organizações continuam sua caçada incessante por profissionais que se destacam no mercado para mantê-los retidos, e não sentem o menor medo da punição, ventilando aos quatro (4) cantos que procuram Talentos para RETEREM.
É, meus amigos! O que as pessoas não fazem para falar "bonito" e cometem erros infantis sem perceberem ou, sem parar para refletir no significado das palavras. O mais intrigante é que as pessoas repetem a mesma palavra e enchem a boca como quem está falando a coisa mais importante do mundo.
Como pode as empresas chegar a tal ponto de quererem "reter" os talentos de uma pessoa chegando a procurá-los como os "bandidos do conhecimento", estampando o "PROCURA-SE TALENTOS" com a finalidade de aprisioná-lo, privando-o, de renovar seu conhecimento, fazendo-o envelhecer, ficando empoeirado, tornando-se obsoleto, até que não gere mais importantes resultados e não seja disputado no mercado.
Os talentos são pessoas dotadas de conhecimentos e habilidades o que faz com que sejam diferentes das outras pessoas, que se destacam e conseguem superar expectativas mesmo em momentos de turbulência. São pessoas que merecem toda a atenção e não devem ser tratadas de maneira igual às demais.
Algumas organizações quando admitem pessoas com essas características a tratam de forma igualitária aos demais empregados, o que é um grande erro, esse tratamento faz com que o "talento" seja contaminado pelo mesmo mal que atinge a todos os empregados, ou seja: torne-se uma pessoa desmotivada e descomprometida com os resultados que a organização espera.
O que precisa é conservar os talentos que determinadas pessoas possuem através de ações menos egoístas. Reter os talentos de uma pessoa nada mais é do que agir de forma desleal com esse profissional.
A interpretação que o mercado vem dando a palavra "reter" não tem o mesmo significado do dicionário da língua portuguesa, é mais uma invenção do mercado em querer falar "bonito" não se incomodando com "significados", alguns chamam isso de neologismo, o que pertence à família morfológica.
Os talentos de hoje, se retidos, poderão perder toda sua eficácia em curto espaço de tempo se não o liberarmos para o mercado de trabalho para o processo de renovação. Em determinadas pessoas, essa renovação somente é possível em outro ambiente, onde o contato com novas experiências fará com que o cérebro passe a expandir-se de acordo com as necessidades oriundas de novos conhecimentos.
As organizações precisam saber exatamente o que vai querer daquele profissional que é hoje considerado um "talento" e, ter em mente que amanhã, é natural, que essa mesma pessoa já não produza os mesmos resultados que antes era "inato" dela, e não adianta consumir horas a fio em treinamentos na ansiedade e expectativa de voltar a ter a mesma qualidade que dantes tinha. Alguns preceitos precisam ser seguidos para não "matar" o conhecimento do profissional.
O máximo que uma pessoa, com dons específicos, consegue permanecer num mesmo lugar é no máximo de dois anos e meio, é um ciclo natural e próprio do ser humano e, principalmente nos dias atuais onde o mercado oferece cada vez mais desafios, isso é conhecido como Maturidade do Cargo, onde tem um início, meio e fim, e quando percebemos que esse "fim" chegou, temos que liberar esse profissional para o mercado a fim de que o processo de renovação se inicie.
Pensem no assunto!
"Aproveitem o momento certo de hoje, não viva o amanhã, o amanhã se construirá através das necessidades de amanhã, mas prepare-se para amanhã não perdendo o hoje."
Por: Roberto Pierre Rigaud
Professor em pós graduação em Gestão de Pessoas, Consultor em Administração de Recursos Humanos e Palestrante.
RH EM AÇÃO - Treinamento Empresarial
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