Qual é a hora de mudar?
Se olhe no espelho pelo menos uma vez ao dia, se não gostar do que estiver vendo, está na hora de mudar.
Desde a Grécia antiga já se sabe que "o que caracteriza a realidade é a mudança". Apesar disso e milhares de anos depois, continua sendo uma das coisas mais difíceis que existe, tanto do ponto de vista pessoal quanto empresarial, mudar.
Diariamente surgem diversas oportunidades de interação, de buscar novas informações. Somos solicitados continuamente a ver novas coisas, a encontrar novas pessoas, a ler novos livros, a sentir novas sensações, a rever crenças, mas optamos comodamente ou não, pelo abrigo seguro de nossas rotinas mentais, impermeabilizando assim qualquer chance de mudança. Partimos do pressuposto que temos razão, logo o outro tem que estar errado, pois admitindo o contrario teríamos que assumir que nós mesmos estamos errados, implicando assim em uma alto custo pessoal. Esse tipo de atitude dificulta qualquer forma de aprendizado ou evolução. Isso ocorre muito atualmente, pois há mais pessoas voltadas para fora do que para dentro de si, mais repetidoras do que criadoras, mais desorientadas do que integradas.
O instrumento mais eficaz de mudanças é o aprendizado. Quando se aprende coisas novas abrem-se novos horizontes, brota no coração uma sensação de confiança, a auto-estima aumenta, os passos em direção ao futuro se tornam mais seguros, parece que o pulmão se enche de novos ares.
Quanto mais evoluído o ser vivo mais facilmente podemos perceber que a capacidade de aprendizagem, o período de maturação e a importância para a sua vida do aprendizado, aumentam. No Ser-humano o aprendizado se inicia com o, ou até antes, do nascimento e se prolonga até a morte. Se pretendermos compreender o comportamento, as atitudes, os ideais, as crenças, as habilidades e os conhecimentos que caracterizam qualquer ser humano estarão sem dúvida, tentando compreender seu processo de aprendizagem. É pela aprendizagem que o homem se afirma como ser racional constitui sua personalidade e se prepara para cumprir o papel que lhe é reservado na sociedade.
Se observarmos os protozoários, por exemplo, podemos ver que a ciência nos indica que o aprendizado para esses não exerce qualquer influência sobre suas vidas. Já nascem com seus organismos praticamente desenvolvidos.
Suponha que como um protozoário, o aprendizado não exercesse qualquer influência na raça humana, que detivéssemos o mesmo conhecimento de 100 anos atrás, se não substituíssemos o conhecimento antigo pelo novo ainda estaríamos viajando á cavalo.
A historia está repleta de exemplos sobre "desconhecimento" e medo de mudanças como o memorando Interno da Western Union sobre o telefone datado de 1876 que dizia "Esta geringonça tem inconvenientes demais para ser levada a sério como meio de comunicação. Ela não tem nenhum valor para nós". Ou mesmo quando os sócios de David Sarnoff, fundador da RCA responderam à sua consulta urgente sobre investimentos em rádio nos anos 1920 com o seguinte questionamento "Quem pagaria para ouvir uma mensagem enviada a ninguém em particular?".
Você consegue imaginar um filme sem som? Mas H.M.Warner, da Warner Brothers, no auge do cinema mudo em 1927 , imaginava , quando afirmou "Quem se interessaria em ouvir os atores ?"
Peter Druker imortalizou a questão quando disse que "As pessoas atualmente devem possuir a capacidade de aprender, desaprender e reaprender". Isso é aprendizado constante. E aprendizado constante exige mudança.
A mudança acontece constantemente, em nosso corpo e no universo. É sempre um dia após o outro. E a cada dia, a cada momento, estamos mudando sem que tomemos consciência disso. Se a pessoa está bem consigo mesma, a vida não tem necessidade de dar-lhe sinais ou toques de sofrimento, porque se ela está bem, significa que está agindo de acordo com seu melhor, seguindo de acordo com sua natureza.
A mudança é um fator exclusivamente interno, ninguém muda ninguém, nem sob pressão, nem com ameaças, nem pelo medo, somente as pessoas podem mudar a si mesmas. È uma decisão pessoal.
A personalidade das pessoas não muda, mas o seu comportamento por outro lado pode adaptar-se á novas situações, mas a falta de autoconhecimento impede que essa "adaptação" seja saudável, pois na maioria das vezes isso não ocorre devido á um planejamento pessoal ou decisão própria, pois somos impelidos pela própria vida á mudar e claro isso gera um grande desconforto.
Avalie a seguinte situação: Você está acima do peso e decide fazer uma dieta envolvendo reeducação alimentar e exercícios físicos, provavelmente em alguns meses voce estará mais magro e defendendo aos quatro cantos do mundo seus benefícios.Por outro lado se for uma indicação médica essa perda de peso, mesmo envolvendo o mesmo programa anterior, seguramente será mais trabalhosa, a diferença está apenas na forma que a decisão foi tomada, na primeira foi você que se comprometeu a mudar seus hábitos, já na 2a foi outra pessoa. Os resultados finais podem ser até iguais, mas com certeza a decisão tomada por voce foi "menos traumática" e há longo prazo surtirá mais efeito.
A pessoa precisa aprimorar a percepção de si mesma no aqui-e-agora, percebendo e respeitando o que sente; há também a necessidade de vigiar e reorganizar os pensamentos, uma vez que tudo que pensamos passa para o corpo, e o que sentimos está relacionado com o que pensamos e não necessariamente com o que ocorre ao nosso redor.
A vida é dinâmica. E se você não largar as amarras que te prendem, se não tiver coragem de encarar o futuro, sua vida acabará se estagnando, acredite.
Por exemplo, uma pessoa se queixa de estar estressada. Ela deve se perguntar: "Como é que estou me estressando?" Justamente para que ela tome consciência do que é que está se exigindo, impondo, cobrando. Se não tomar a consciência do que faz consigo mesma e não assumir responsabilidade, como é que essa pessoa vai querer amadurecer, melhorar e mudar?
Você ainda está se iludindo de que as coisas acontecem sem a sua permissão ou omissão, acha que tudo é obra do azar. Sinto muito, mas você está totalmente equivocado. Tudo acontece por causa da velha Lei da Causa e Efeito. E não tem nada a ver com religião, mas com a ordem natural do Universo. É física pura! Lembre-se de "O Segredo" ou "Quem somos nós?", somos reflexo do que pensamos. Mas não basta somente pensar tem que agir.
O que alguém acredita que é define comportamentos possíveis. Por exemplo, se realmente acredito que sou burro, quando passa pela minha mente um comportamento inteligente, pode ser que este seja inibido devido àquela minha crença inicial. Acreditar que sou capaz de lidar com qualquer situação certamente vai me fazer buscar alternativas, ao invés de desistir. Ou seja, se eu acreditar de verdade conseguirei.
Já foi provado que o cérebro não distingue entre a crença e a verdade por isso somos tão auto-sugestionáveis. Por exemplo, na adolescência você deveria ter lido um livro para uma prova oral da escola, mas não o fez, seus nervos estão à flor da pele, a sensação que tem é que está escrito na sua testa que você não leu o livro. Quem é o primeiro a ser chamado pelo professor?...Exatamente você. Quem já não passou por uma situação semelhante.
Como disse Richard Bandler "Se você pode ser uma pessoa melhor, para que ser você mesmo?".
Mas retornando a pergunta inicial, o que está te impedindo de mudar?
Suce$$o
Roberto Recinella
www.rrecinella.com.br
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Certified Professional Coach , especialista em Gestão do Capital Humano , formado em Coaching pela Academia Brasileira de Coaching licenciada pelo BCI – Behavioral Coaching Institute.
Eleito um dos 25 maiores nomes em motivação corporativa no Brasil sendo um dos colaboradores do livro " Gigantes da Motivação"
Roberto Recinella possui M.B.A pela FGV e Ohio University em "Gestão de pessoas em ambiente de mudanças".
Palestrante nacionalmente conhecido , representa motivação com muito humor nas áreas de vendas , gestão de tempo, liderança, qualidade de vida, gestão de conflitos e comportamento humano.
Idealizador da PHD – Pharmácia do desenvolvimento Humano , á primeira farmácia comportamental do mundo.
Autor dos livros: "É Divertido fazer o impossível" , "Superando Limites" e "Eu sou o Obstáculo".
Leader Training – Treinamento executivo e empresarial
Professor M.B.A - Faculdade Integrado de Campo Mourão/PR Instrutor credenciado no sistema Sesc e Senac em empreendedorismo, vendas, atendimento, liderança e criatividade
Um dos autores da publicação acadêmica: "Como medir a eficácia dos programas de treinamento e desenvolvimento." pela FGV
Editor e idealizador do Projeto Sole Mio – Programa de envio de textos motivacionais ; vendas e qualidade de vida semanais com mais de 10.000 assinantes.
Colunista nos mais diversos sites e newsletters do setor, com artigos publicados no Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, G1.
Atua na área de Gestão do Capital Humano auxiliando empresas de qualquer tamanho ou setor a aumentar sua lucratividade através de pessoas.
Quando as pessoas mudam , a empresa muda !
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