Quando ações em mídias sociais viram “mico”
Clientes, quase todos, encaram as ações de mídias sociais ainda como uma ciência exata e querem sempre preencher seus "dashboards" e "scorecards" com números, muitos números.
E, para isso, a frase que sempre ouço quando estou trabalhando em ações de mídias sociais é: "preciso alcançar 60.000 seguidores no Twitter para alcançar minha meta". Que meta cara-pálida?
Uma coisa que aprendi neste tempo como atendimento, orientado pelos times de mídia e mídias sociais com quem trabalhei é que não se promete números neste tipo de trabalho.
E é claro, que também não quer dizer que não exista compromisso, busca por resultados e até números balizadores como os 60.000 hipotéticos que falei. Mas nunca como um objetivo a cumprir.
Entendi isso ao ver que as ações nas redes e comunidades têm que ser sempre trabalhos complementares a um contexto maior de comunicação.
Caso contrário será sempre um esforço de impacto menor, com perfil muito mais de relacionamento entre você/sua marca e pessoas seletas.
Com tudo isso recomendo mais uma vez que quando pensar em uma ação de comunicação, entenda exatamente o que você quer e precisa, quais objetivos e sugira a sua agência e pensar na melhor recomendação para o seu problema.
Jamais acredite que uma ação pura de mídias sociais, sozinha, vai criar grandes resultados sem ter apoio de mídia tradicional, relações públicas entre outros.
Sim, escolha e defina seus objetivos, números e KPI´s, mas discuta com agência os caminhos para gerar leads e engajamentos e não os tenha como verdade absoluta, pois este não é o caminho.
Ao apegar-se nestes números e sem pensar na comunicação de forma macro, sua ação exclusivamente de mídias sociais pode virar um mico, nos resultados e no desgaste emocional e de energia que você e sua agência irão empregar.
Vale pensar nisso.
Por Rodrigo Motta - Banein.com
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Nascido em São Paulo, trabalha há alguns anos com consultoria administrativa, especializando-se na reestruturação de empresas deficitárias e negócios internacionais.
Com vivência na Europa, pôde se especializar em novos ambientes empresariais, participando de cursos e elaborando projetos de consultoria em comércio exterior.
Hoje, em conjunto com diversos profissionais de vários setores, dedica-se a trabalhar na avaliação, compra e venda de empresas.







