Quem caga na cultura termina na latrina
Serra deixa quase mil alunos sem aulas de música. Para onde foi o dinheiro do PROAC, que teve suas inscrições de proponentes e projetos cancelada?
Primeiro foi o caso da ULM, quando se meteu na administração e defecou feio. Dezenas de professores saíram de uma das melhores escolas de música do Brasil depois de sua nefanda intervenção, colocando na direção seus apaniguados e puxa-sacos. Curiosamente, vários destes professores foram empregados em um projeto cultural de uma ONG e OCIP.
O projeto denominado CMJ – Oficinas Musicais de Inclusão Social em Áreas de Degradação Urbana – tem título que se define. Trata-se de incluir socialmente centenas de jovens na iminência de se tornarem marginais, dando-lhes oportunidade de aprender a tocar um instrumento musical, cantar ou se tornarem, pelo menos, melhores ouvintes.
O projeto foi aprovado e seu certificado (ver imagem) assinado por Antonio Luís Zerbeto Rocha, diretor técnico do Departamento de Fomento à Cultura da UFDPC e presidente da CAP, e André Sturm, coordenador da unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural. A captação se deu via ICMS, com patrocínio da Pepsico, de julho a dezembro de 2009.
Depois de receber mais de 900 inscrições para os cursos de guitarra, baixo, teclado, bateria, técnica vocal, computer music e produção musical, a continuidade do projeto bateu de frente com o fechamento das inscrições de projetos e proponentes do PROAC estadual. Centenas de alunos foram privados de sua inclusão social e voltaram para as ruas.
Em uma tentativa de dar continuidade ao projeto, foi apresentada a sua continuidade, que, mesmo contanto com o aval dos melhores professores de música, coordenadores experientes e uma estrutura incluindo prédio de 4 andares no bairro do Bixiga (Bela Vista), foi recusada por algum anônimo imbecil que com certeza de música só deve conhecer o ruído de seu peido.
O projeto tenta sobreviver bravamente, e contou com a sua inclusão pelo MinC – leia-se governo federal – como Ponto de Cultura para não desaparecer do mapa como acontecerá com o bando de tucanos depenados, e que desviam verba da Cultura, Educação e sabe-se lá de onde mais para a campanha eleitoral do pré-parado: parou antes de andar.
Uma das outras diatribes do pré-parado foi mandar embora o maestro que levou a OSESP a se tornar conhecida mundialmente. Motivo: queria que a orquestra se apresentasse na rua sem sequer banheiros químicos. Ironicamente, sua candidatura – e quem sabe sua própria pessoa –terá o mesmo destino dos dejetos cujo receptáculo negou aos músicos.
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Formado em Jornalismo (Cásper Líbero) e Composição & Regência (UNICAMP), diretor da PAUTA Arte & Comunicação Ltda. , editor da revista On&Off, e autor do blog PLAY.
Membro fundador do Núcleo Música Nova de SP(74), Prêmio APCA Melhor Música Para Coreografia(76), Menção Honrosa Festival de Campos do Jordão(88), Prêmio Sérgio Motta de Arte & Tecnologia(2007). Em 2009 recebeu o Troféu Clave, da Ordem dos Músicos do Brasil, São Paulo.







