CONJECTURAS BOÇAIS
por José Amaral Neto, jancom21@yahoo.com.br
Uma pessoa que faz uma poupança toma essa atitude com um dinheiro seu que não comprometa seu bem-estar e a sua sobrevivência. E isso vale para as aplicações em bolsas de valores, investimentos em banco e aplicações financeiras das mais diversas. É aquele dinheirinho pra ser multiplicado sem custo e sem impostos.
Trabalhar o dinheiro para que floresça o lucro exige do jogador conhecimento do mercado e desenvoltura para ganhar muito ou perder o que investiu.
Ninguém paga por aquilo que não tem. Muitos pulam na frente do trem ou de uma ponte por não conseguirem aceitar que perderam – não porque perderam dinheiro. Essa turma faz parte do gueto GANHA-GANHA.
Hoje o que se vê são pessoas muito ricas sendo salvas sem colocar a mão no bolso. Gritam que o mundo vai acabar e sobram-lhes alternativas para custear suas regalias. Em momento algum ninguém lhes pede garantias ou arrestam seus bens para que cumpram o básico: pagar suas contas contraídas em favor do lucro exacerbado.
Porque as pessoas se calam?
Que crise é essa que mexe com o bolso do cidadão comum e não coloca o senhor dos anéis em questão, e nem lhes cobra a conta?
Uma bela reportagem mostra a tecnologia na emissão das multas de trânsito. Outra em como a CEMIG é uma linda e maravilhosa empresa. Mais uma, a CAIXA com um lucro de BILHÕES de reais. Adiante o BB se preparando para acompanhar o ritmo de bancos privados. Beleza.
Fica a pergunta: para onde vai o lucro? As estradas continuam matando mais do que qualquer guerra no mundo – é só pegar o número de vitimas fatal nos últimos cinco anos. A energia que a população utiliza não oferece custo beneficio; socialmente e culturalmente os investimentos são pontuais, e se limitam para inglês ver na capital mineira. As duas matrizes financeiras do erário público usam e abusam do marketing e o atendimento ao público é precário. Os custos das operações financeiras são altíssimos e impraticáveis para quem gera um lucro de bilhões de reais. Sobram dúvidas. Faltam respostas.
Uma instância superior da justiça aplica o veredicto que pode ser contestado numa instância ainda mais superior. Se houve unanimidade na condenação, como uma sentença pode ser contestada? E para que tantas instâncias?
Parlamentares que se julgam acima do bem e do mal e descaradamente afrontam o estado legal continuam a receber votos e colocar seus filhos como profissionais da política sucedendo-os. Assim sendo, um parente seu ou você, jamais poderão ocupar uma função pública de representação, pois o feudo está instalado. A Assembléia de Minas é um exemplo de matéria de Pai para Filho. Ou inter-família. Todos são bons, menos você e os seus.
Os temas são recorrentes, e se o são, é porque tudo se acomoda. E quem perde é todo e qualquer cidadão que é obrigado pela ética e os bons costumes a obedecer a lei e a ordem. Aos outros restam a boa vida, muito dinheiro e o controle da massa que aceita passiva e inerte. Todos são um.
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