Tenho questionado pessoas comuns sobre o que, na percepção delas, é ser empreendedor. De modo geral tenho recebido respostas que sempre associam o empreendedor a figura do empresário. De certo modo tenho até que concordar, mas não por que esta seja a verdade absoluta, mas por que esta percepção é a que se prega e emprega a todo o instante quando falamos em empreender.
Há alguns dias, relendo textos do meu arquivo, encontrei uma afirmação interessante que diz que o “empreendedorismo foi apontado como importante fator para a geração de renda e mudança do fator comportamental”. (grifo meu)
O fator comportamental está intimamente ligado ao cerne do conceito de empreender e nos leva a analisar as diversas características que fazem do empreendedor um interessante objeto de estudos. Não há como desvincular o empreendedor do “agente inovador que promove a geração de riquezas” e muito menos deixar de considerar que a atitude é o grande cartão de visitas de todo empreendedor.
Ao destacarmos a expressão “fator comportamental” podemos entender que empreender está mais ligado às questões do comportamento do que das técnicas administrativas de gestão. Administrar depende, basicamente, de promover controle e analise de dados a fim de gerir projetos de maneira inteligente onde o objetivo final seja o equilíbrio das contas.
O empresário nem sempre é um empreendedor!
Empreender é inovar, gerando riquezas; portanto é comportamental. Isso nos faz entender que qualquer indivíduo pode desenvolver características empreendedoras desde que seja educado para isso.
Por isso, entendemos que seja necessário, sim, estimular o empreendedorismo, em todas as suas vertentes desde a educação fundamental até a formação de redes – tanto de empreendedores quanto de instituições e profissionais afins – estimulando a educação empreendedora baseada nos diversos comportamentos e características para que possamos combater o desemprego, sim, mas combater também a exclusão social e existencial que se torna um entrave constante ao desenvolvimento.
Estimular o empreendedorismo é estimular a democratização e a reorientação do ensino, transformando nossos jovens em realizadores, pois não há empreendedor que se sustente sem inovação e geração de riquezas. E somente alcançaremos as conquistas que só o empreendedorismo possibilita se nossos jovens puderem ser capazes de aprender a aprender transformando, mesmo às custas do próprio erro, seus sonhos em realidade.
Assim, concluímos dizendo que se ser jovem é sonhar...
... ser empreendedor é realizar, sempre!
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