SUAS FINANÇAS EM TEMPOS DE CRISE
Nilton Farinati - Maio/09
A perspectiva para esse restante de 2009 é de que a crise econômica ainda prevaleça.
Diante desse cenário, as pessoas se perguntam se é momento de controlar melhor as despesas, ou se é momento de começar a investir caso haja um excedente.
Fazer um bom planejamento financeiro é sempre importante.
Em tempos de crise então, torna-se fundamental para manter as finanças em ordem e se precaver de possíveis imprevistos como o desemprego ou o afastamento do trabalho.
Seria hora também de começar a poupar, investir e formar uma reserva para emergências.
Quando se fala em orçamento, a questão é saber quanto você custa por mês.
Com a resposta é possível revisar gastos e eventualmente cortar gastos desnecessários.
Algumas surpresas surgem quando nos damos conta de quanto nos custam por ano a TV a cabo, o automóvel, as despesas com restaurante, etc.
A crise é uma boa oportunidade para nos educarmos financeiramente.
Fazer uma reserva é muito importante para quem quiser estar bem preparado para os momentos de crise e para os imprevistos que periodicamente costumam surgir.
Segundo as pesquisas do IBGE sobre a taxa de desemprego, o período de recolocação no mercado de trabalho tem sido superior a 6 meses. Com a crise esse prazo pode se estender por até um ano.
Portanto, uma boa reserva para situações de emergência é aquela onde a pessoa consiga poupar o dinheiro necessário para cobrir as despesas com seus gastos fixos durante pelo menos doze meses.
Assim, se uma pessoa tem uma despesa de R$ 5 mil por mês, ela deverá ter uma reserva de R$ 60 mil, o que lhe permitirá, em caso de emergência, viver tranquilamente, com os mesmos hábitos de consumo, pelo período de um ano.
Com o orçamento e uma poupança planejada, o próximo passo é pensar em investir esses recursos com inteligência.
A aplicação dos recursos destinados a emergências deve ser conservadora, privilegiando a segurança e a liquidez em detrimento da rentabilidade.
Seriam indicados os fundos de renda fixa, CDBs ou mesmo a caderneta de poupança.
Os valores que excederem os recursos necessários para a manutenção dessa reserva, e sem previsão de utilização a curto e médio prazo, poderão ser investidos em alternativas com maior potencial de rentabilidade, como as ações ou cotas de fundos e clubes de investimento.
Embora o mercado de ações tenha se mostrado uma excelente alternativa para acumulação de patrimônio no longo prazo, é importante escolher bem as empresas nas quais investir, estar preparado para as oscilações do curto prazo e com determinação para resgatar somente em um momento favorável, que muitas vezes pode demorar algum tempo.
Mas se a estatística se confirmar, o resultado será muito compensador.
Nilton d’Avila Farinati
Consultor em Administração de Finanças - CRA/RS 25464
Membro-Orientador do INI - Instituto Nacional de Investidores
Sócio da Valor Ativo Assessoria de Investimentos
nilton@valorativo.com.br