
Não seria tanto dizer que o novo e ousado console da Tec Toy - indústria brasileira de brinquedos e representante dos produtos de videogame SEGA, no Brasil, em toda a década de 1990 - é uma grande aposta para 2009. Não o é. O Zeebo é tecnicamente "compacto", simples e pouco arrojado, similar ao console Playstation 2, da Sony, produto da penultima geração de games, com poucas chances técnicas de concorrer com as grandes e ousadas obras gamísticas dos dias atuais.
A primeira conclusão que se tira é a de que, consequentemente, o Zeebo também tem (terá) poucas chances de penetrar e abocanhar sua fatia de mercado e de conquistar uma legião de fãs de gamemaníacos. Afinal, estamos num mundo gamístico em que a capacidade de processamento das máquinas há de ser monstruosa, com uma tremenda artemanha de processar imagens quase, quase, reais, com ships futurísticos, que nem mesmo os mais poderosos PCs do mercado contam em sua estrutura.
Ledo engano! Assim como a Nintendo e seu Wii, a grande sacada estratégica da Tec Toy com o seu Zeebo foi a da inovação. O Wii é superinterativo, na medida em que o jogador conta até com uma academia saindo da tela da TV para o balanço do seu corpo. O resultado disso tudo foi a ampliação do seu público: da criancinha da família à vovó que vem visitar a casa de seus pais, todos são consumidores potenciais dessa nova máquina da Nintendo, que é apenas um pouco superior aos consoles os quais antecederam sua geração e bem inferior aos seus concorrentes potenciais, tecnicamente - o que permitiu reduzir drasticamente seus custos de produção e seu preço nas prateleiras.
Isso rendeu à Nintendo a total liderança de mercado. O Zeebo, apesar das especulações iniciais - já que este ultimo console será lançado, de acordo com as previsões da Tec Toy, em março de 2009 -, respeita a tradicionalidade do modo de se jogar videogame, sem toda aquela interatividade do Wii. Possui, entretanto, um avatar diferenciado de interatividade com seu público jogador: o console não usará mídias removíveis, como discos de CD, DVD ou cartuchos, para armazenar seus games - rompendo a tradicional barreira do comércio de informação em prateleiras, um modelo de mercado vigente desde o século XIX, a exemplo do mercado da música, e desde já obsoleto.
Driblando a pirataria e a possibilidade de alta incidente nos preços, devido fatores como oferta e demanda, produção industrial física, fornecedores e cadeia produtiva, os jogos serão comercialziados pela Internet, na forma de ROMs, que serão baixadas diretamente para o aparelho. Em parceria com a Claro, empresa de telecomunicações de capital mexicano, o videogame será instantaneamente conectado à Internet através de uma rede 3G, gratuitamente para o consumidor final e embutidamente no proprio console, assim que ligado - exibindo, primeiramente, todas as atualizações disponíveis para o usuário, de acordo com o seu perfil.
Conforme a Tec Toy, os preços dos jogos se situarão na faixa média entre R$ 9,00 e R$ 29,00. Ou seja, para um console de videogame capaz de processar jogos com gráficos 3D, de 128 bits, o preço é nada mais nada menos que satisfatório. Além dos games, a Tec Toy também promete a disponibilização de filmes, vídeos e músicas, que serão executados diretamente no aparelho. Para tal, o Zeebo possuirá uma memória flash de 1 GB, portas USB e entradas para cartões de memória. Jogos, filmes, músicas, etc., serão armazenados em sua memória interna, que também servirá para guardar e execultar atualizações lançadas pela própria Tec Toy, gratuitamente, a fim de melhorar e turbinar a performance do console e de seus games.
Somando-se a isso tudo, a Tec Toy afirma contar com parceiras de ponta do mercado de videogames para a produção de jogos para o Zeebo, dentre elas as tradicionais softhouses do mundo: SEGA, Capcom, EA Sports, Konami, Square e Namco. Além de pequenas empresas do ramo... (Inclusive as nacionais, espera-se).
Mas, depois de então, onde se pode identificar a grande sacada da crise nessa novidade(?): o console será baratíssimo - a ser comercializado por um preço médio de R$ 599,00, no Brasil, o que se verificar um alto poder de penetração em mercados desenvolvidos e tradicionais, como EUA e Europa Ocidental -, se comparado com os grande Wii (apoximadamente R$ 1.500,00, dependendo do estabelecimento comercial), Xbox 360, da Microsoft (aproximadamente R$ 1.600,00, dependendo do estabelecimento), e Playstation 3, da Sony (aproximadamente R$ 1.700,00, tambem dependendo do estabelecimento).
Além de contar com games de fácil acesso e comercializados a um preço "mamão com açúcar", os mesmos serão mais difíceis de serem copiados ou pirateados, o que estimula à adesão por parte das empresas produtoras de jogos eletrônicos ao referido prodígio e a asseguridade de respeito aos direitos autorais sobre quaisquer produções lançadas para o videogame em questão. Em outras palavras, as empresas se sentirão mais estimuladas para produzirem para ele.
Dessa forma, num mundo em meio a crises e estouros de mercados, demissões e encolhimento da renda dos consumidores (logo, do seu poder de compra), as pessoas tendem a consumir menos, a economizar e a comprar o mais barato - ou de melhor custo-benefício, desde que seja barato; e as empresas a reduzir despesas, a produzir menos e a baixar os preços de seus produtos, quando não de tomar a decisão radical de parar de produzir, se exisitr inviabilidade na redução de preço. O próprio mercado de games vem sofrendo com a atual crise e os primeiros anuncios de demissão de pessoal já foram lançados na mídia - dentre eles, um referente à uma das três gigantes produtoras de consoles de videogame.
Assim sendo, entre jogar e não comprar, para um gamemaníaco que não quer ficar sem usufruir do seu bel-prazer de viajar nos mundos fantásticos dos games e que quer uma plataforma sintonizada com o futuro e com a atualidade, por um preço bem agradável, o Zeebo é, simplesmente, a melhor opção. Aos gamemaníacos, é promessa para o Zeebo o lançamento de games, como Quake, Need for Speed, além de clássicos jogos de luta e de plataforma.
O mesmo serve para os pais que querem dar um videogame para seus filhos, de qualidade, atualizado e sem ter que gastar muito, senão pouco. Afinal, a tec Toy também visa o público infantil e adolescente... Ou melhor, teen.
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/tec-toy-zeebo-a-grande-promessa-da-atual-crise/27981/