04 de novembro de 2008, às 08h43min
UM OLHAR SOBRE A GLOBALIZAÇÃO E ESTRATÉGIAS DE SOBREVIVÊNCIA NO MERCADO INTERNACIONALIZADO
RESUMO
Com o crescente avanço tecnológico, a mecanização do trabalho e a introdução de um novo sistema econômico, o mundo encontra-se num novo período da história, no qual, o medo, a incerteza e a insegurança são fatores operantes. Assim sendo, o texto aborda as características dessa Nova Ordem Mundial, enfocando seus antecedentes históricos, sua formação e seu estado na atualidade. Mostra as conseqüências que o sistema globalizado causa nos indivíduos menos favorecidos, relatando acontecimentos recentes que comprovam tais argumentos. Analisando o processo evolutivo da globalização, é mostrado neste artigo como enfrentar o mercado de trabalho nessa nova economia, visto que, com as constantes transformações, as organizações têm se mostrado cada vez mais exigentes. Por fim, destaca o papel das organizações, dos profissionais atuais e dos futuros empreendedores, para que se tenha sucesso nessa economia internacionalizada e não seja esmagado pela poderosa concorrência que a cada instante fica mais agressiva.
Palavras – chaves: Globalização, conhecimento, economia, qualificação e sobrevivência.
INTRODUÇÃO
É bastante normal ouvirmos falar sobre Globalização, Nova Ordem Mundial, Economia do Novo Milênio, Nova Era, em fim, são muitos os termos utilizados para retratar esse novo período econômico que se forma em todo o mundo. Tais termos são pronunciados até mesmo por pessoas que não possuem um grau de estudo elevado, visto que, não se fala em outra coisa na atualidade que não seja globalização.
Embora muito se fale do tema em questão, poucos têm na realidade o entendimento dessa realidade que nos cerca e as devidas conseqüências provocadas por esse processo. Até mesmo dentro das salas de aula das inúmeras universidades existentes, há pessoas que não sabem definir essa nova realidade e muito menos as causas na vida dos indivíduos, de forma geral. A Globalização é um fenômeno que atinge a todos de forma direta e indireta. Tem seus pontos positivos, é claro, porém muito mais são seus fatores negativos. A Globalização é mais vilão que mocinho e, na realidade, se olharmos para os índices de desemprego em todo o mundo, as milhões de pessoas passando fome, veremos que esse novo modelo econômico só piorou a vida de muita gente.
O objetivo desse trabalho é mostrar como se estabelece essa nova conjuntura mundial, como está caminhando esse processo econômico e, finalmente, mostrar qual deve ser o posicionamento diante dessa nova economia evolutiva e transformista, evitando, assim, decepções ao nos depararmos com um ambiente totalmente diferente daquele que muitas vezes imaginamos existir. É necessário repensarmos nossas condutas profissionais e nos voltarmos para um processo de qualificação, adquirindo mecanismos que possibilitará manusear as ferramentas que a nova economia exige, como veremos mais adiante, pois o que está à frente é um mercado muito agressivo, exigente e bastante seletor.
Partindo de uma análise da conjuntura mundial antes da globalização, esse trabalho vai esboçar de forma pragmática e analítica como a Nova Ordem Mundial pode interferir na vida das pessoas e mostrará dicas para sobreviver no mercado desse Novo Milênio.
O MUNDO NA PRÉ-GLOBALIZAÇÃO
Não se pode falar em globalização sem abordar as organizações e o sistema mundial antes que se desse esse processo. Na realidade, é uma abordagem para mostrar a rapidez como se deu essa evolução, visto que, as transformações ocorridas nos últimos 200 anos foram superiores às evoluções ocorridas em todo percurso da história da humanidade. Essa rapidez é preocupante, pois se o mundo mudou em 200 anos mais que em 3 ou 4 milhões de anos, o que será do mundo daqui a 50 ou 100 anos? Bom, isso é uma abordagem para outro trabalho.
Esse impulso evolucionista iniciou-se com as Revoluções Industriais ocorridas no século XVIII. Já eram indícios do que viria pela frente. Até na década de 90, as organizações possuíam uma visão de mundo bem diferente do que vemos hoje. Primeiro, porque as fronteiras comerciais estavam fechadas, as barreiras alfandegárias eram rigorosas, o protecionismo era muito intenso e isso impedia muitas organizações de se instalarem em outros países. Não se está falando que as empresas não negociavam em outras nações, o que está falando aqui é que negociar, invadir outras nações com serviços e produtos não era tão fácil como é hoje. Até porque, o sistema que interliga o mundo, que é a Internet, não era muito acessível.
Vale ressaltar que o mundo passou por dois estágios importantes em relação à conjuntura mundial. O primeiro ocorreu depois da segunda guerra mundial, quando o mundo ficou sob influência dos Estados Unidos e da Ex-União Soviética.
O primeiro mundo representado pelos Estados Unidos e Canadá, o segundo mundo representado pela Ex-União Soviética e, o terceiro mundo, os demais países. Essa divisão durou quase 45 anos e caracterizou-se pela rivalidade entre ambas as potências na corrida pelo controle da tecnologia. Essas nações passaram a investir quantias exorbitantes de dinheiro em pesquisas tecnológicas e as exportarem para as nações chamadas subdesenvolvidas. Sem dúvida, isso contribuiu para que muitos países tivessem acesso às evoluções tecnológicas permitindo aos emergentes inovar suas organizações, podendo inserir-se numa concorrência internacional.
O outro estágio importante pelo qual o mundo passou, iniciou-se na década de 90 com a divisão do mundo em duas partes: o Norte e o Sul. Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, mostrando o enfraquecimento da então União Soviética e seu desmembramento, o mundo recebe uma nova divisão. O capitalismo havia terminado de se declarar o senhor do Mundo e a nova divisão consiste na seguinte forma: Foi traçada uma linha imaginária dividindo o mundo em Norte e Sul.
Acima da linha ( o Norte),localizavam-se os países desenvolvidos e, abaixo( o Sul ), os países subdesenvolvidos. Essa divisão existia até pouco tempo atrás. Ainda existem autores que consideram essa forma mundial. Essa divisão acaba de se extinguir, pois se analisarmos detalhadamente veremos que existem nações tidas como subdesenvolvida que possuem tecnologias em muitas áreas, às quais os chamados desenvolvidos não tem.
Basta apenas olharmos para a Arábia Saudita, o maior produtor de petróleo do mundo; para o Brasil um dos maiores produtores de soja e o maior produto de biodiesel; entre outros países do Sul; para concluirmos que essa linha imaginária não existe mais. Além disso, o mundo está interligado de tal forma que não admite mais nenhuma subdivisão.
Como vemos o mundo mudou e as organizações são obrigadas a acompanhar essa evolução e se adaptar, ao contrário não conseguem competir ao nível dessa nova formação econômica mundial e fecharão as portas, visto que, com essa abertura econômica, a concorrência entre empresas do mesmo seguimento passa a ter um grau agressivo e acirrado. Daí, para sobreviver a nova Lei do Mercado, é necessário focar, em primeiro lugar, o fortalecimento da imagem da organização, produzindo com qualidade e preocupando-se com a satisfação do cliente. Antes, não era assim. Importava às organizações verem os lucros entrarem. Só que na Nova Era para se ter lucro é necessário ter clientes. E para que isso aconteça, é necessário inovar a cada dia. É fundamental um aprimoramento diário, um aperfeiçoamento do profissional, pois o que ontem servia à empresa, hoje não serve mais e o que hoje estamos aprendendo amanhã não utilizará. É necessário nos qualificarmos constantemente.
Realmente isso é verdade, pois as transformações não param. Nada pode deter a evolução. As organizações só conseguirão sucesso nessa Nova Ordem Mundial através, como já citado antes, da inovação tecnológica e de profissionais super qualificados. Elas já se deram conta disso e estão se tornando cada vez mais exigentes quando se trata de admissão de um profissional, como veremos no próximo item.
O PROCESSO EVOLUTIVO DA GLOBALIZAÇÃO NOS DIAS ATUAIS
Conforme visto antes, nada pode deter a evolução. Muitas organizações que não conseguiram acompanhar essa metamorfose econômica, hoje não existem mais, pois não aderiram o chamado às mudanças e inovações. Insistiram em manter suas antigas estruturas e não conseguiram sobreviver no novo mercado. E a tendência é ficar diferente a cada dia, pois o processo não é estático é dinâmico. A economia de 20, 30 anos atrás não tem nada de semelhante com a de hoje, nem a economia atual vai ser igual à de amanhã. As invenções tecnológicas não param e às vezes pode até surgir indagações qual será o futuro da humanidade com tanta informatização das coisas e a robótica despontando (e a cada dia inventam robôs tão eficientes quanto os seres humanos).
Se sairmos pelas ruas perguntando às pessoas se acha a globalização boa ou ruim, com certeza a maioria falaria que é algo bom, que trouxe muitos benefícios, que permitiu o acesso das pessoas ao mundo todo. De fato, a Globalização trouxe uma série de benefícios, porém para poucos. É cada vez menor o número de pessoas que se beneficia com esse novo processo. Basta olharmos para os números alarmantes de desempregados e a cada dia pessoas perdendo seus empregos. As mecanizações das empresas, fábricas e Indústrias estão trazendo uma série de tragédias. As pessoas estão perdendo suas vagas para máquinas que, na realidade, trabalham bem melhor e produzem bem mais que os seres humanos. Tem total razão o sociólogo Oliveira (1999), quando fala que a globalização trouxe vários danos sociais.
Até no campo, essa mecanização já chegou. Recentemente acompanhamos nos jornais o problema que estava ocorrendo nas lavouras de cana-de-açúcar, nas quais milhares de pessoas perderam seus empregos. Todo ano pessoas de diversas partes do Brasil iam trabalhar nas regiões de plantio da cana, era um emprego garantido. Isso mudou, pois foram colocadas máquinas que fazem o trabalho dos humanos e com uma produtividade enorme. Para os donos dos canaviais, isso foi maravilhoso. A globalização lhes deu acesso a essa tecnologia e eles têm lucros altíssimos a um custo baixíssimo. Mas o que falar de todos aqueles indivíduos que perderam sua fonte de renda? Será que a globalização foi boa para eles também? Muita gente fala que esse novo processo econômico é ótimo, mas nem faz idéia das conseqüências drásticas que ele tem causado a muita gente.
É realmente lamentável vermos as desgraças que esse novo sistema causa e infelizmente não podemos fazer nada para ajudar, pois como diz Gregório: “A globalização é um fenômeno mundial e irreversível”. Só nos resta, como administradores e/ou futuros administradores ou gestores atuais cuidar-nos para não sermos incluídos no círculo daqueles agredidos diretamente por esse Sistema capitalista selvagem.
Até mesmo as pessoas dos países tidos como desenvolvidos estão padecendo com o mal da globalização. Como citado antes, não são todos os beneficiados com o sistema. Estudos feitos por diversos pesquisadores demonstraram que o número de pessoas pobres tem aumentado em países como Estados Unidos e na Europa. (Chossudivsky 2002; ) Se em nações que outrora eram a esperança de muita gente de conseguir melhoria de vida, o caos está se alastrando, o que dizer da Europa Oriental, da Ásia, África e da América Latina? A situação dessas regiões está ficando cada vez pior para muitos indivíduos. É nisso que a Globalização se fundamenta, na pobreza humana como diz o pesquisador Chossudovsky: “ A nova ordem econômica sustenta-se na pobreza humana e na mão-de-obra barata”. Por que a mão-de-obra barata é um dos sustentos da nova economia? Porque as pessoas estão com tanto medo de perder seus empregos, os que ainda os tem, que muitas vezes se submetem a situação que não desejam e se contentam com o mísero salário que ganha.
Vale ressaltar que não apenas as máquinas estão desempregando as pessoas. Pesquisas revelaram que existe um percentual significante de gestores que são demitidos pelo fato de não conseguirem acompanhar essa evolução, essa modernização e inovação econômica. Como citado anteriormente, as empresas para terem êxito nessa Nova Ordem Mundial têm que se inovar e se modernizar, acompanhando a rota pela qual o sistema econômico vai. Passa a ter uma necessidade de pessoas com uma visão de mundo diferente, uma visão internacional das coisas. E muitos que não conseguem acompanhar esse percurso, vão dando o lugar para outros que estejam ao nível da atual organização.
COMO ENFRENTAR O MERCADO NA GLOBALIZAÇÃO
Embora a economia esteja mundializada, ela tornou as organizações frágeis nesse novo cenário. Isso se deve justamente pelo fato de o mundo estar interligado como se fosse uma teia global. Vimos anteriormente a divisão do mundo em três partes: Primeiro, segundo e terceiro mundo. Depois, a divisão em Norte e Sul e, agora, desaparecendo essas divisões, o mundo passa a se tornar uma teia global. A qualquer momento uma pessoa no Japão pode conversar com uma pessoa no Brasil ou no Alasca. Um executivo pode participar de uma reunião na Rússia, estando ele no Canadá.
O mundo se transformou em uma verdadeira rede. E qual a importância disto para quem pretende se firmar no emprego ou para quem pretende adquirir um? Com toda essa mundialização, ou seja, com essa interligação entre os países, as organizações ficaram frágeis, pois o que acontecer em qualquer país do mundo pode prejudicar os negócios de uma empresa, ainda que ela esteja do outro lado do hemisfério. Diante disto, as organizações necessitam de profissionais com uma visão global. Pessoas alertas ao que acontece a sua volta, não mais dentro do ambiente interno, mas do que se passa a sua volta no mundo.
As empresas dessa nova ordem Mundial procuram pessoas talentosas, que tenham conhecimentos, profissionais habilidosos. Com essa competitividade agressiva, a exigência de profissionais competentes, estrategistas, que saibam administrar com criatividade e inovação tornou-se algo de grande importância. O líder da empresa, ou seja, o gestor tem que estar apto a negociar com todas as áreas dessa nova economia, como descreve Drucker: “Numa época de violentas flutuações cambiais, isso significa que um líder deve ser capaz de inovar, produzir e comercializar em todas as áreas do mundo desenvolvido ou ficar sem defesa contra os concorrentes (...)” (Drucker, p 17).
Antes, muitas empresas, nos processos de seleção e admissão, focavam as pessoas que possuíam diplomas de universidades renomadas. Isso mudou. E, estudar em uma universidade que tenha destaque nacional ou até mesmo internacional ou adquirir um diploma, não garante emprego a ninguém. O que realmente vai fazer a diferença é o grau de conhecimento.
É lamentável ver que ainda existem muitos estudantes dentro das universidades que ainda não se deram conta do que os cerca e fazem da faculdade um passa-tempo ou apenas uma forma de conseguir um diploma. Não aproveitam o tempo que estão fazendo um curso para se aprimorarem e realmente adquirirem conhecimentos e técnicas suficientes para enfrentar o futuro.
É necessário que a comunidade universitária se conscientize da necessidade da aquisição de habilidades, repense a conduta universitária e faça desse tempo na universidade um verdadeiro laboratório de aprendizagem e conquistas de conhecimentos. É imprescindível um preparo total enquanto acadêmicos para não sair da faculdade e se decepcionar ao encontrar um mercado completamente diferente do que esperava.
É fundamental entender que a mudança não pára e, para não sermos esmagados, temos que estar atentos e mudar à medida que o mercado muda. Indivíduos flexíveis são o que as organizações procuram. Pessoas que se adaptem às transformações e mudanças, que olhem o mundo com outros olhos e que estejam sempre num processo de administração para o futuro.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A falta de entendimento desse processo evolutivo chamado de Globalização tem se tornado uma cilada para muita gente, tanto para quem está saindo das universidades, quanto para aqueles profissionais que não se especializam. É de extrema importância salientar que, como visto, não haverá espaço nas organizações para pessoas que não se adéquam a esse novo processo econômico. E a única maneira de não ser deixado no caminho é estar ao nível da exigência do novo mercado. E, para isso, a busca por conhecimento é fundamental e necessário.
Às organizações, para não serem esmagadas pela globalização, cabe estarem sempre alerta para o NOVO que surge e procurarem ficar sempre à frente dos seus concorrentes. E como fazer isso? Aprimorando seu serviço constantemente e não se acomodando como muitas organizações fazem e terminam deixadas pra trás. É necessário que as organizações invistam na especialização e qualificação de seus funcionários, que propiciem a seus colaboradores oportunidade de estarem sempre buscando novos cursos que possam auxiliar no desenvolvimento de suas atividades. Cabe às organizações que queiram ser vencedoras, inovar e estarem atentas para as novidades do mercado. E para isso necessita de um quadro de profissionais altamente qualificados.
A todos fica o aviso, devemos olhar a globalização com outros olhos e não ficarmos parados enquanto tudo conspira contra nós. Já que não podemos mudar a história, já que não podemos deter a evolução, vamos, ao menos, nos precaver. Vamos nos mobilizar e nos preparar buscado conhecimento, aprimoramento, qualificando-nos para sermos vencedores na nova conjuntura econômica mundial e não sermos decepcionados e abatidos na hora de enfrentar um processo de seleção ou nos perdermos na primeira curva que o novo e futuro mercado fizer.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Drucker, Peter Ferndinand. Administrando para o futuro. 6ª edição- São Paulo. Pioneira 1996.
Oliveira, Silvio Luiz de. Sociologia das Organizações. SP. Campus 1999
Yip, GeorgeS. Globalização – Como enfrentar os desafios da competitividade munial\George S, Yip; tradução de Rosana Antonioli. São Paulo: Editora Senac 1996
Chossudovsky, Michel. A Globalização da pobreza e a Nova Ordem Mundial. SP – Ed. Caminhos.
Andrioli,Antônio Inácio. Efeitos culturais da globalização.
Greório, Davidson. A globalização e a competitividade.
Lopes, João carlos. Globalização, Crescimento e Convergência na economia mundial.
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SOU UMA PESSOA NORMAL, COMO QUALQUER OUTRA. O QUE ME TORNA DIFERENTE DE MUITOS É O MEU COMPROMETIMENTO, EFICIÊNCIA E EFICÁCIA EM TUDO QUE FAÇO. O MEU CONHECIMENTO DA ÁREA DMINISTRATIVA E FINANCEIRA ME POSSIBILITOU ALCANÇAR MUITAS COISAS, MAS, AINDA SÃO DEGRAUS PEQUENOS NA ESCADA QUE PRETENDO SUBIR. POIS DESDE CRIANÇA APRENDIR QUE PODEMOS CHEGAR ONDE QUISERMOS, BASTA QUERERMOS E BUSCARMOS.
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