11 de fevereiro de 2012, às 02h49min

Valores no espaço educacional

O presente artigo visa sugerir uma discussão e reflexão acerca dos valores humanos, no entanto a educação tem hoje o desafio de introduzir, na referência cotidiana de mundo, a abordagem conhecimento. Nessa perspectiva, ciência, filosofia, artes e tradições sagradas integradas aos valores humanos.

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VALORES NO ESPAÇO EDUCACIONAL

 

Antônio José Silva Costa*

RESUMO

O presente artigo visa sugerir uma discussão e reflexão acerca dos valores humanos, no entanto a educação tem hoje o desafio de introduzir, na referência cotidiana de mundo, a abordagem conhecimento. Nessa perspectiva, ciência, filosofia, artes e tradições sagradas integradas aos valores humanos criam novos caminhos para a transformação do ser humano e da sociedade, tendo como foco fundamental a vivência da paz. A solidariedade como aborda Basarab Nicolescu, em vários textos, pode ser compreendida como uma proposta teórico-metodológica que tem como objetivo integrar as diferentes áreas do conhecimento, podemos afirmar que nossa época histórica exige hoje, mais do que nunca, a vivência de princípios éticos e valores na vida pessoal, social e no cuidado com a Terra.

A proposta teórico-metodológica oferecida pela motivação aparece como uma resposta a essa necessidade histórica, possibilitando a formação humana comprometida com a construção de um mundo melhor, propiciando uma nova visão de natureza, do ser humano e de sua ação no mundo levando as pessoas a uma vivência de cultura de paz e valores humanos.

Palavra Chave: conhecimento, ética, solidariedade e motivação.

*Antônio José Silva Costa

Mestrando em Ciências da Educação

Universidade Lusófona de Humanidade

e Tecnologias de Lisboa-PT-FÓRUM/APROCEFEP

tonruze2000@hotmail.com

Professor: Doutor Óscar C. Sousa

SUMÁRIO

1. Resumo.................................................................................................. 01

2. Introdução ............................................................................................. 03

3. Enquadramento Teórico .....................................................................03

4. Procedimentos Metodológicos .........................................................10

5. Analise dos Resultados .................................................................... 11

6. Considerações Finais ....................................................................... 13

7. Referencias Bibliográficas ............................................................... 14

8. Anexos .................................................................................................. 15

INTRODUÇAO

Discutindo sobre como as pessoas podem construir a solidariedade, baseando-se em pressupostos psicológicos que garantem que tal virtude é construída por cada um na interação com o meio, esta pesquisa aponta um caminho para a formação de sujeitos mais autônomos e solidários: a cooperação como estratégia de conceber a construção das virtudes. A pesquisa visa investigar a valorização em educação apresentada pelos acadêmicos do curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina –UFSC – Pólo de Esperantina-PI.

O fato de ter sido escolhido o tema de pesquisa valores em educação, parte da inquietação da pesquisadora como profissional em educação de ter uma visão mais aguçada do nível de interesse e valorização educacional neste município para uma melhor compreensão do quadro de desenvolvimento acadêmico e da motivação para os estudos.

Para o enquadramento teórico desta pesquisa busca, desenvolver um leque de conceitos que tem prevalecido nessa temática com a estruturação em 4 capítulos: conhecimento, ética, valor e motivação.

Cada capítulo constará de idéias de estudiosos que a muito se destacam como precursores dessa temática, adicionando – se também as concepções do pesquisador enquanto acadêmico e investigador do curso de Mestrado em Ciências da Educação.

Por fim, serão feitas as considerações finais baseadas nos resultados da pesquisa empírica.

1-CONHECIMENTO

Segundo Durkheim, a sociedade não é mera soma de indivíduos, ao

contrário, o sistema formado por sua associação,representa uma realidade específica que tem suas próprias características.O que mantêm uma sociedade integrada é a solidariedade que pode ser mecânica ou orgânica. Na mecânica é o princípio que preside a organização das sociedades ditas primitivas como as tribais – onde se observa uma homogeneidade econômica e cultural entre clãs, famílias e os próprios indivíduos. Na Sociedade Orgânica diz respeito ao sistema de funções diferentes e especiais, que unem relações definidas produzida pela divisão de trabalho.

Já no século XXI, a era do conhecimento, pois o saber humano avançou para a era da Tecnologia e a cada momento surgem novas descobertas e novos saberes são construídos e socializados e aparece a necessidade de estarmos em constante atualização desses novos conhecimentos.

"Genericamente, o conhecimento pode ser conceituado como a apreensão intelectual de um fato ou de uma verdade, como o domínio (teórico ou prático) de um assunto, uma arte, uma ciência, uma técnica, etc." (Prestes; 2004:17)

O ser humano desde pequenino já se percebe o interesse em conhecer, investigar através de seu olhar, observando tudo por onde passa e de suas investidas tentando pegar as coisas que estão ao seu redor como forma ampliação de seus conhecimentos até mesmo correndo riscos para a sua própria vida por não ter o conhecimento daquilo que ele está em contato, como o fogo, por exemplo, que a criança sente necessidade de tocar para compreender que queima.

Desde os primórdios da história humana que o homem vem buscando conhecer a natureza e suas múltiplas faces e seus processos de transformação e também conhecer a si mesmo e seu processo de evolução bem como seus múltiplos desenvolvimentos em todos os sentidos.

O processo de questionamento sobre conhecimento tem registro desde os filósofos pré-socráticos. Tinham como centro de seus questionamentos: "Por que e como as coisas existem? O que é o mundo? Qual a origem da natureza e quais as causas de suas transformações? (...) Ocupavam-se com a origem e a ordem do mundo. Pouco a pouco, passou-se a indagar o que era o próprio Kosmos, qual era o fundo eterno e imutável que permanecia sob a multiplicidade e transformação das coisas. Qual era e o que era o ser subjacente a todos os seres." (Chaui, 2002:62)

Para Sócrates conhecer "é passar da aparência à essência, da opinião ao conceito, do ponto de vista individual à idéia universal de cada um dos seres e de cada um dos valores da vida moral e política."(Chaui, 2002:62)

O ato de conhecer vai além das aparências, requer um estudo aprofundado daquilo que se quer conhecer para que se tenha todas as informações necessárias para poder tecer comentários seguros e poder argumentar com poder de convencimento.

Platão (in Chaui: 200264) "distingue quatro formas ou graus de conhecimento que vão do grau inferior ao superior: crença, opinião, raciocínio e intuição intelectual. Para ele, os dois primeiros graus devem ser afastados da filosofia – são conhecimentos ilusórios ou das aparências, como os dos prisioneiros da caverna – e somente os dois últimos devem ser considerados válidos. O raciocínio treina e exercita nosso pensamento, preparando-o para uma purificação intelectual que lhe permitirá alcançar uma intuição das idéias ou das essências que forma a realidade ou que constituem o ser."

Platão faz a distinção sobre os tipos de conhecimento e o conhecimento do senso comum, aquele adquirido no dia a da, sem um aprofundamento do saber, daquele que deriva de uma reflexão mais apurada sobre o objeto estudado. Ambos são necessários aos seres humanos e segundo ele "o primeiro exemplo do conhecimento puramente intelectual e perfeito encontra-se na natureza contábil, cujas idéias nada devem aos órgãos dos sentidos e não se reduzem a meras opiniões subjetivas." (Chaui, 2002:64)

A contabilidade faz parte das ciências exatas em que tudo pode ser comprovado através do raciocínio lógico e dos cálculos, não deixa margem para crença ou opinião que vem da aparência dos fatos.

Já Aristóteles "distingue seis formas ou graus de conhecimentos: sensação, percepção, imaginação, memória, raciocínio e intuição. Para ele, ao contrário de Platão, nosso conhecimento vai sendo formado e enriquecido por acumulação das informações trazidas por todos os graus, de modo que, em lugar de uma ruptura entre o conhecimento sensível e intelectual, Aristóteles estabelece uma continuidade entre eles." (Chaui, 2002:65)

Percebe-se pelas formas que esses filósofos comentam sobre os tipos de conhecimento é que cada vez mais havia uma abrangência sobre os vários tipos de saberes e que há um maior grau de complexidade e abrangência desses conhecimentos, sendo que uns são complementos dos outros. O conhecimento foi se tornando cada vez mais complexo que se passou a distinguir as fontes e as formas de conhecimento, o sensível do intelectual, a opinião do saber e a aparência da essência (Chaui, 2002:65)

No século XVII, com John Locke tem início à teoria do conhecimento "por que se propõe a analisar cada uma das formas de conhecimento que possuímos, a origem de nossas idéias e nossos discursos, à finalidade das teorias e as capacidades do sujeito cognoscente relacionadas com os objetos que ele pode conhecer." (Chaui, 2002:69)

Atualmente na literatura especializada segundo Prestes, temos a seguinte classificação dos conhecimentos: conhecimento popular, científico, filosófico, religioso, artístico, técnico.

O conhecimento popular é aquele que adquirimos no dia-a-dia e que são passados de geração a geração, indispensáveis à sobrevivência humana.

O conhecimento científico é o conhecimento profundo que tem sobre algo e que requer para tanto métodos e técnicas específicas para se realizar como também características específicas na forma de condução desse processo.

2. ÉTICA

Ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade, e seu estudo contribui para estabelecer a natureza de deveres no relacionamento indivíduo - sociedade.

A ética pode ser interpretada como um termo genérico que designa aquilo que é freqüentemente descrito como a "ciência da moralidade", seu significado derivado do grego, quer dizer 'Casa da Alma', isto é, suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto. A ética representa uma abordagem sobre as constantes morais, aquele conjunto de valores e costumes mais ou menos permanente no tempo e uni-forme no espaço.

3 – VALOR

Segundo Cabanas (1996) in Menin (2002) para algumas posições filosóficas, valores "são os critérios últimos de definição de metas ou fins para as ações humanas e não necessitam de explicações maiores além deles mesmos para assim existirem." Segundo a autora esses valores são fundamentais à espécie humana, como: bondade, honestidade, tolerância e piedade que são inquestionáveis e necessários portanto não necessitam de explicação maiores.

Para outra posição os valores são transmitidos através da cultura e que varia no tempo e lugar. As ações são avaliadas de acordo com os costumes sendo consideradas boas ou ruins.

Segundo Menin (2002) há também posturas doutrinárias onde acredita-se que um conjunto de valores devem ser transmitidos prontos a todos como conhecimento organizado transmitidos nas escolas. Há também outras posturas que consideram que os valores devem ser transmitidos de forma assistemática nos diversos grupos dos quais fazemos parte.

Na época da ditadura militar no Brasil, foi instituída a disciplina Educação Moral e Cívica com o objetivo de ensinar valores para os alunos como: amor à pátria.

"Uma posição relativista em educação de valores pode permitir, como podermos constatar, um vale tudo na educação, em que valores e contravalores podem coexistir e nem sempre serem freto de reflexão ou de sua clara adoção." (Menin, 2002). Essa posição é muito comum hoje em muitas escolas onde cada professor estimula um tipo de valor, principalmente os que ele possui e que considera como bom.

Piaget (1996) in Menin (2002) argumenta que na moral os meios usados no ensino são fundadores tais quanto os fins. Se quisermos educar para a autonomia não é possível obtê-la por coação; ou seja, se quisermos formar alunos como pessoas capazes de refletir sobre os valores existentes, capazes de fazer opções por valores que tornem a vida social mais justa e feliz para a maioria das pessoas, capazes de serem críticos em relação aos contravalores, então é preciso que a escola crie situações em que essas escolhas, reflexões e críticas sejam solicitadas e possíveis de serem realizadas. É como se, em moral, meios e fins fossem iguais: não se ensina cooperação como um valor, sem a prática da cooperação, não se ensina justiça, sem a reflexão sobre modos equilibrados de se resolverem conflitos: não se ensina tolerância sem a prática do diálogo."

Segundo Gouveia (1998) in Formiga ( ) teoricamente os valores formam um sistema valorativo fundamentado em três critérios de orientação, os quais são contemplados em seis funções psicossociais dos valores a saber: valores pessoais, valores centrais e sociais.

Os valores pessoais são vistos como tendo um foco intrapessoal em que pessoa prioriza seus próprios interesses. Considerando a sua função psicossocial, estes podem ser divididos em: valores de experimentação, descobrir e apreciar estímulos novos, enfrentar situações arriscadas e procurar satisfação sexual são aspectos centrais destes valores; valores de realização é o sentimento de ser importante e poderoso, ser uma pessoa com identidade e espaço próprio. (Gouveia 1998) in Formiga.

Os valores centrais servem de interesse misto e considerando a sua função psicossocial podem ser divididos em dois grupos: (1) valores de existência em que a ênfase está na existência do indivíduo e (2) valores suprapessoais. Pessoas que assumem estes valores tentam atingir seus objetivos independentemente do grupo ou condição social. (Gouveia in Formiga). Pessoas com esse tipo de valor supera qualquer obstáculo para atingir seus objetivos.

Com relação aos Valores Sociais compreende-se que as pessoas que assumem estes valores gostam de estarem com os outros e relacionam seus interesses para o coletivo. Considerando sua função podem ser divididos: (1) Valores Normativos: enfatiza na vida social, a estabilidade do grupo e o respeito para com os símbolos e padrões culturais e (2) Valores de Interação: pessoa que o assume tem interesse de ser amada e tu amizade verdadeira (Gouveia 1998 in Formiga).

4- MOTIVAÇÃO

A motivação pode ser definida como "o processo que mobiliza o organismo para a ação a partir de uma relação estabelecida entre o ambiente, a necessidade e o objeto de satisfação." (Bock, 1999:121)

Observando o comportamento das pessoas percebemos suas ações para atingirem determinados objetivos que podem ser alcançados a curto ou a

longo e médio prazo e como o estudo requer um longo prazo para se atingir um grau de qualificação profissional, outros apenas lutam pela necessidade de subsistência como o suprimento das necessidades básicas de sobrevivência.

Segundo La Rosa (2003:170) motivos refere-se "a forças ou energias que impulsionam o comportamento na obtenção de determinados objetivos. Os motivos dinamizam a personalidade, enquanto que motivação é o processo através do qual os motivos surgem, se desenvolvem e mobilizam comportamentos."

Quando se tem vontade de ter algo ou conseguir atingir determinados objetivos, energias são mobilizadas para esse fim. Segundo Vergas (apud FIORELLI,2004:18) motivação "é uma força, uma energia que nos impulsiona na direção de alguma coisa que nasce de nossas necessidades interiores." Quando nossos objetivos são intensos as pessoas atuam com mais satisfação e produzem efeitos multiplicadores. Necessário se faz tentar manter e canalizar essa motivação para a realização de ações que tinham efeitos positivos na vida das pessoas e do meio social.

Para Piaget (1973 in LA ROSA; P:176) outro cognitivista diz que "a motivação é o elemento afetivo que aciona as estruturas do conhecimento e origina o esforço a ser desenvolvido. É a energização da atividade intelectual."

A afetividade é um aspecto da vida da pessoa que contribui de forma positiva ou negativa conforme seja o seu grau de satisfação ou insatisfação e influencia bastante nas ações das pessoas.

Maslow (in Piletti, 2002:67) organizou os motivos de forma hierárquica de sete conjuntos: fisiológicas, de segurança, de amor e participação, de estima, de realização, de conhecimento e compreensão e estéticas. Segundo o autor as necessidades fisiológicas devem ser satisfeitas para que surjam outras necessidades e estas por sua vez deverão ser atendidas para que outras surjam e assim sucessivamente. As necessidades fisiológicas são as básicas como o oxigênio, líquido, alimento e descanso, sem eles não há vida.

A segurança leva o indivíduo também a agir rápido para se proteger de qualquer perigo que possa se apresentar, para tanto ele hoje age com antecedência, com certas precauções no intuito de preservar a sua segurança e daqueles que ele gosta.

A necessidade de conhecimento segundo Maslow está colocada em 6º lugar daí a explicação porque muitos alunos vão para as escolas, mas não gostam de estudar porque talvez existam outras necessidades básicas que ainda não foram satisfeitas o que vai interferir na qualidade educacional.

Para Aragão (1976 p 70) e Edwards, 1973 p 71) in Braghirolli (1990) classificam os motivos em três categorias: motivos relacionados com as necessidades fisiológicas ou de sobrevivência; motivos relacionados com a interação com outras pessoas ou motivos sociais; motivos relacionados com a competência ou o EU ou, simplesmente motivos do EU. Segundo o autor nem sempre é possível estabelecer qual o motivo é responsável por determinado comportamento.

Fome, sede, respiração, sono, dor, medo, fadiga estimulação informativa fazem parte das necessidades de sobrevivência, sem a satisfação deles quando aparecem, conduz o ser agir até conseguir esse objetivo, pois o não atendimento por tempo prolongado pode levar à morte da pessoa.

Reprodução, afiliação, prestígio fazem parte dos motivos sociais também indispensáveis à condição humana, pois sem eles não há perpetuação da espécie.

Nos motivos do EU representado 3ª escala está a necessidade de realização e de informação, motivos que conduz o ser a estudar, pesquisar se profissionalizar, buscar padrões de excelência, procurando desenvolver-se da melhor maneira possível.

"Pessoas com alto motivo de realização revelam confiança em si, costumam obter boas notas, preferem assumir responsabilidades individuais e aceitam riscos moderados em situações que dependem de suas habilidades." (Braghirolli 1990:101)

A motivação, na teoria behaviorista tem como ponto central o conceito de impulso entendida como a força que impele à ação, atribuível às necessidades primárias. O impulso segundo Freud, possui quatro características: uma fonte ou origem, uma finalidade, um objeto e um ímpeto ou intensidade.

São exemplos de impulso instintivos de vida, a fome e o sexo que são responsáveis pela auto-conservação e os de morte os comportamentos destrutivos.

PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS

A pesquisa relatada constitui – se de uma analise descritiva do panorama de conceitos sobre os valores em educação focando temas como conhecimento e motivação, apresentados no enquadramento teórico que serviu como base para essa pesquisa.

Para a realização desse trabalho utilizou-se em primeiro lugar de um levantamento bibliográfico sobre o tema, seguido de uma pesquisa empírica com observação indireta usando como instrumento para coleta de dados o questionário em anexo de acordo com os atributos abordados no enquadramento teórico. Sendo que esse foi aplicado com 40 (quarenta) universitários do curso de Bacharelado em Ciências Contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC – pólo de Esperantina-PI. Essa amostra é considerada pela pesquisadora como satisfatória, uma vez que corresponde a 60% da população pesquisada.

Após a coleta dos dados foi realizada uma análise qualitativa para a descrição dos resultados e também quantitativa com os resultados em percentual, de acordo com cada questão proposta, contribuindo assim para uma reflexão mais aguçada sobre os valores em Educação.

Por fim foram feitas as considerações finais sobre essa temática e para toda a construção e formatação da pesquisa foram usadas as normas a ABNT.

ANÁLISE DOS RESULTADOS

Na pesquisa realizada com os universitários do curso de Bacharelado em Ciências Contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC- para se analisar o nível de interesse pelos estudos, a motivação para assistirem as aulas e prepararem-se para o mercado de trabalho e saber deles como avaliam a importância da educação como condição necessária para a inserção no mercado de trabalho e como avaliam a educação superior, constatou-se os seguintes dados:

Muitos alunos não fazem os cursos que gostariam de fazer devido a falta de oferta na cidade e por isso 50% mostraram que seu interesse como regular e 42,5% avaliaram seu interesse como bom, o que vai encontro com a teoria de Maslow que trata sobre as necessidades do ser humano e que a necessidade de conhecimento está em sexto lugar e esse interesse diminui quando o que se estuda não está de acordo com as suas necessidades.

Eles demonstraram que a educação representa um alto valor social sendo que 48% responderam como bom e 35% responderam que é excelente, que segundo Paro a escola deve preparar bem o ser humano para a vida por isso ela tem um valor inestimável o que é reconhecido pelos jovens universitários.

Para a inserção no mercado de trabalho hoje requer um profissional dotado de conhecimentos gerais e específicos na área de atuação, mais habilidades necessárias de acordo com a função a se desempenhar. Dos universitários, 42,5% responderam que é regular que os conhecimentos gerais em todas as áreas do saber são requisito para a inserção no mercado de trabalho e 32,5% responderam como bom ter esse conhecimento, pois facilita a superação da concorrência do mercado de trabalho, o que vem de encontro ao pensamento de Sócrates a ampliação dos conhecimentos passada aparência à essência ou seja quanto mais se estuda mais qualificado se fica e maior é o discernimento que temos das coisas ou fatos estudados.

A motivação está presente em todas as tarefas de nossas vidas. E o que demonstrou o resultado da pesquisa em que 67,5% responderam ter um bom interesse com relação à aulas e 12,5% demonstram um excelente interesse nas aulas.

Segundo Severino (2002) quando da formação universitária o aluno tem que conscientizar-se de que o resultado do processo de formação escolar depende fundamentalmente dele mesmo. Com relação à universidade tê-los preparados para concursos na área de sua formação, 35% responderam que é regular e 35% que é bom e 27,5% que é ruim, que a universidade não está preparando-os de forma a superarem a concorrência dentro da área estudada.

Os alunos entrevistados são respectivamente dos módulos IV e VI do curso de Ciências Contábeis e como ainda não concluíram o curso percebe-se que ainda há tempo para estudar muitos conteúdos propostos para este curso, 45% dos entrevistados dizem ter um conhecimento regular como embasamento teórico e 35% têm um bom conhecimento para concorrer nas vagas ofertadas no mercado de trabalho. Segundo Aristóteles nossos conhecimentos vão se acumulando ao longo de nossas vidas e, portanto para se estar preparados para enfrentarmos a concorrência no mercado de trabalho hoje é necessário que essa formação aconteça ao longo de nossa formação acadêmica.

Segundo La Rosa (2003) a "motivação é o processo através do qual os motivos surgem, se desenvolver e mobilizam o comportamento." O professor pode incentivar e propor desafios para que os alunos fiquem a fim de aprender sempre cada vez mais e dos entrevistados 60% relataram que há um bom incentivo por parte dos professores para com os alunos. No que diz respeito à formação acadêmica e 17,5% afirmaram ser ruim que não há incentivo e 14% regular.

Questionado como eles avaliavam a educação superior em nível de Brasil, 47,5% apontaram que está boa e 37,5% que está regular. Avaliação é um processo complexo envolve análise de dados para se ter um resultado preciso e segundo Luckesi in Libâneo "avaliação é uma apreciação qualitativa sobre dados relevantes do processo de ensino e aprendizagem.

Segundo Antunes hoje para buscar respostas plausíveis aos desafios que essa nova educação impõe, o educador deve organizar-se buscando quatro aprendizagens essenciais que devem serem assimiladas pelos alunos e que proporcionaram uma formação para o exercício da cidadania que são: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a viver juntos, a viver com os outros e aprender a ser. (ANTUNES, Celso. Como desenvolver as competências em sala de aula. 6ª edição. Petrópoles, RJ: Vozes, 2001.

CONSIDERAÇOES FINAIS

Com a realização dessa pesquisa constatou – se a respeito da valorização da educação que os universitários do curso de Ciências Contábeis em Ciências Contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC – pólo de Esperantina demonstram que a educação representa em suas vidas um alto valor social.

Outro fator valorizado pela população entrevistada é a participação da família junto à educação para a motivação do desempenho acadêmico dos educandos.

Para a inserção no mundo do trabalho, os estudantes apresentam uma grande valorização da educação em todas as áreas do conhecimento,

afirmando que o mundo contemporâneo cada vez mais exige profissionais qualificados.

Já em relação à educação em nível de Brasil, os estudantes em sua maioria consideram como boa, sendo que alguns responderam como regular, afirmando ainda há uma necessidade de melhores políticas publicas educacionais para a melhoria da educação.

Portanto, o pesquisador entende que essa pesquisa é de grande importância para validar que em meios a tantos índices de desvalorização nas mais diversas instituições sociais, a educação ainda é vista como valor reconhecido pelos estudantes que detêm o maior nível de conscientização e desenvolvimento educacional.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANTUNES, Celso. Como desenvolver as competências em sala de aula. 6ª edição. Petrópoles, RJ: Vozes, 2001.

BOCK, Ana mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de Lurdes Trassi. Uma introdução ao estudo de psicologia. 13ª edição. São Paulo: Saraiva, 1999.p 121.

BRAGHIROLLI, Elaine Maria (org). Psicologia geral. 9ª edição Porto Alegre: Vozes, 1990.

CARVALHO, Antonia Quaresma. Grau de motivação dos professores da U.E. José Nogueira de Aguiar. Esperantina – PI: 2007.

CHAUI, marilena. Filosofia. 4ª edição. São Paulo: Ática, 2002.

DURKHEIM, Emille. História e Teoria Social.Ed Unesp.São Paulo.2002

FORMIGA, Nilton Soares. Valores humanos e rendimento escolar. Disponível em: http://www.psicologia.com.pt/artigo/textos/A0267.pdf.acessado em 08 maio 2009.

LA ROSA, Jorge (ORG). Psicologia e educação: o significado do aprender. 6ª edição. Porto Alegre: Edipucrs, 2005.

MENIN, Maria Suzana de stefano. Valores na escola. Disponível em: http://www.seielo.br/pdf/ep/v28n1/11657.pdf.acessado em 08.maio.2009.

PARO, Visor Henrique. A gestão da educação ante as exigências de qualidade e produtividade da escola pública. http://www.escoladigestores.mep.gov.br/download/artigos/gestão da educação/a gestão da educação Vitor Paro.pdf acessado em 08 de maio de 09.

PILETTI, Nelson. Psicologia educacional. 17ª edição. São Paulo: Ática: 2002.

PRESTES, Maria Luci de mesquita. 2ª edição. Atual e ampl. – São Paulo: Rêspel, 2003.

ANEXOS

QUESTIONÁRIO A SER RESPONDIDO POR ALUNOS DO CURSO DE MATEMÁTICA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ. PÓLO DE ESPERANTINA.

1- Dentro da Educação, como você se autoavalia com relação ao interesse pelos estudos dentro de seu curso?

Ruim Regular bom excelente

2- Que avaliação você faz à Educação como forma de valor social

Ruim Regular bom excelente

3- Como você avalia o conhecimento em todas as áreas do saber, como requisito para inserção no mercado de trabalho?

Ruim Regular bom excelente

4- Quanto à motivação para vir todos os dias da semana para a Universidade, deixando de realizar outras atividades nesse horário. Como você se avalia?

Ruim Regular bom excelente

5- Qual seu nível de interesse em relação às aulas?

Ruim Regular bom excelente

6- Com relação a concursos, como você avalia o preparo oferecido pela Universidade que estuda?

Ruim Regular bom excelente

7- Como está seu embasamento teórico nas diversas áreas do conhecimento para concorrer a uma vaga na sua área de atuação, no mercado de trabalho?

Ruim Regular bom excelente

8- Como está seu grau de motivação oferecido pelos professores da Universidade de um modo geral, para um melhor desempenho acadêmico?

Ruim Regular bom excelente

9- Ainda com relação à motivação para com os estudos como está o seu apoio familiar nesse requisito?

Ruim Regular bom excelente

10- Como você avalia a educação superior em nível de Brasil?

 

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