15 de janeiro de 2009, às 14h44min
Vamos pular 2009?
O Brasil já começou a pagar a sua quota de inquietações e problemas. A indústria diminuiu o ritmo e outros setores também. Alie-se a tudo isso a velha “estagnação” que tradicionalmente se instala no período entre Natal e Carnaval e pronto: temos um quadro que nos dá vontade de ficar na cama e só sair de lá em 2010...
Mas a realidade é outra. Precisamos ficar por aqui e encarar, até porque se sairmos do Brasil, tudo indica que lá fora está pior. Então, o que fazer?
Brincadeiras à parte, já ouvimos dizer muitas vezes que a crise é apenas de confiança e muitos apregoam que devemos continuar produzindo, comprando e consumindo normalmente. Estão certos, desde que também pratiquem o que dizem.
Um exemplo: o empresário que, em suas rodas de conversa, declara sua total confiança no mercado e diz que está consumindo, comprando, produzindo e trabalhando a todo vapor, mas que na prática congela as compras de matéria prima, diminui a produção, dá férias para o pessoal de vendas, demite vários funcionários e corta todos os programas de treinamento e de motivação. Esse empresário também é responsável pela crise, pois se deixa levar por ela. Além disso, seus funcionários propagarão o que ele faz e não o que ele diz.
Por exemplo, diminuir o esforço comercial porque “não adianta mesmo, essa época do ano já é ruim sem crise, imagine com ela...” Quem pensa assim já está derrotado de antemão. É nessa época que precisamos trabalhar ainda mais, sacudir a sonolência pós ano novo e pré-carnavalesca. É agora que devemos mostrar garra, força. O que tem que ficar para março que não pode ser resolvido em janeiro? Esperar para ver o que vai acontecer? Bem, as pessoas se dividem em três tipos: as que fazem as coisas acontecerem, as que assistem as coisas acontecendo e as que ficam se perguntando: “mas o que foi que aconteceu?...”
Esse é o momento da criatividade, da parceria, da ajuda mútua, mas principalmente da vontade de sacudir a realidade à nossa volta. Buscar novas formas de fazer as coisas já é um velho adágio. Que tal buscar coisas novas para fazer? Novos mercados, produtos, serviços, atender necessidades que até então não estávamos vendo sequer, ou mesmo criar novas necessidades. Criar... Criatividade. É isso. Exercitar a criatividade.
Por exemplo, se os negócios externos diminuíram, que tal nos voltarmos mais para o mercado interno que, diga-se de passagem, é mais forte do que parece? O que mais podemos fazer, o que mais sabemos fazer? O que o mercado está precisando agora? Este é o momento de exercitar a quebra de paradigmas, de sair do quadrado, de fazer um ano de verdade ao invés de pulá-lo.
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