06 de janeiro de 2010, às 11h14min
Venda de veículos novos bateu recorde em 2009
Considerando apenas automóveis e comerciais leves, a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) espera um aumento nas vendas de 9,73%, para 3,3 milhões de unidades.
Em 2009 como um todo, as vendas apenas de automóveis somaram 2,48 milhões, crescimento de 12,93% ante o ano anterior. Comerciais leves totalizaram 530 mil, unidades vendidas: alta de 11,4%. Já as vendas de motos totalizaram 1,6 milhão de unidades vendidas no ano, queda de 16,42% sobre 2008.
As vendas de caminhões caíram 11,5%, para 109.146 unidades, e as de ônibus recuaram 14,2%, para 22.598 unidades, em 2009. Com a recuperação da economia, o presidente da Fenabrave aposta que as vendas de caminhões terão expansão de 13,5% em 2010.
Dezembro de 2009
Em dezembro, o crescimento das vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus novos no país foi de 16,41%, em comparação ao mês anterior, e de 50,62%, em relação ao último mês de 2008. Foram vendidas 293.030 unidades, segundo dados divulgados pela Fenabrave.
IPI
Enquanto as exportações tiveram queda histórica no país em 2009, o mercado interno sustentou a recuperação econômica perante a crise financeira internacional. A manutenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para carros flex (bicombustíveis) até 31 de março aqueceu mais uma vez a indústria: as vendas de carros e veículos comerciais leves novos no Brasil cresceram cerca de 16,5% em dezembro e saltaram mais de 50% em comparação ao mesmo mês de 2008, segundo fontes do setor.
No final de 2008, o desempenho das montadoras foi prejudicado pela crise global. Em meados daquele mesmo mês, o governo anunciou pela primeira vez o incentivo fiscal para o setor – medida que foi prorrogada três vezes – o que permitiu a retomada da trajetória de crescimento da indústria automotiva.
Em dezembro de 2008, a Fenabrave tinha previsão de que as vendas de automóveis e comerciais leves em 2009 teriam queda de 19%. Mas incentivos do governo para minimizar os efeitos da crise mundial no Brasil, como redução do IPI e o fomento da oferta de crédito para veículos, impulsionou a alta das vendas.
As vendas nessas duas categorias juntas acabaram atingindo 3,009 milhões de unidades, ligeiramente acima da última previsão, refeita pela Fenabrave durante o ano, de 2,965 milhões de unidades.
Ranking
Em 2009, a Fiat liderou o setor, vendendo 736.961 automóveis e comerciais leves e obtendo 24,49% de participação no mercado brasileiro.
Em seguida ficou a Volkswagen, com vendas de 684.387 unidades e participação de 22,74%.
A General Motors vendeu 595.424 unidades e obteve 19,79%; a Ford teve vendas de 304.024 e participação de mercado de 10,1%.
A Honda ficou em quinto, com vendas de 125.869 e parcela do mercado de 4,18%.
Previsões para 2010
Para a consultoria Tendências, este ano deve ser bastante positivo para o setor automotivo, apesar do forte movimento de antecipação de compras sob a ameaça do fim da redução do IPI, medida que já foi prorrogada por três vezes.
Segundo a consultoria, os juros para financiar a compra de automóveis devem continuar estáveis ao menos até setembro, e a melhora na massa salarial continuará, embasada na perspectiva positiva para a atividade econômica em geral.
Outro movimento esperado pela consultoria para 2010, por conta da recuperação da atividade econômica, é o aumento gradual na participação de veículos da faixa média de preços -entre R$ 30 mil e R$ 40 mil- em relação aos populares, que chegaram a representar quase 56% das vendas em agosto do ano passado antes de recuarem para 52% em novembro.
A venda de veículos mais caros pode elevar a participação de veículos importados no mercado brasileiro, diante da desvalorização de mais de 25% do dólar ante o real em 2009.
Em 2008, a participação dos importados nas vendas internas foi de 13,3%. Em novembro passado, chegara a 18,1%.
Bibliografia
Jornal do Brasil de 06 de janeiro de 2010
Jornal do Brasil de 05 de janeiro de 2010
Jornal Folha de S. Paulo de 05 de janeiro de 2010
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Sou economista, especialista em economia e finanças com MBA em gestão empresarial.
Sou sócio de uma consultoria especializada em treinamentos corporativos.
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