06 de setembro de 2010, às 00h47min

Você faz o bolo com o uso de receita?

O artigo trata do uso de métodos na gestão.

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Nos últimos tempos tenho me deparado com situações muito frequentes sobre a falta de método no gerenciamento das empresas.


Ora, o foco dos administradores tem sido tão somente nas ações. Mas, temos que ressaltar que o método antecede às ações e o mesmo leva às ações, as quais podem ser de bons ou ruins resultados, dependendo do método utilizado.

Para melhor entender, façamos uma ilustração: Quando um confeiteiro faz um bolo ela se baseia em uma receita, a qual traz os ingredientes a serem utilizados e o passo a passo para a mistura dos ingredientes, repouso ou não da massa e cozimento para que o bolo, no final, tenha uma qualidade implacável e seja 'aplaudido' pelos consumidores - a parte interessada.


Se, mesmo assim, o bolo apresentar problemas, o confeiteiro não poderá restringir-se tão somente em corrigir o bolo, ele deve revisar a receita, ou seja, revisar o método utilizado para a confecção daquele alimento, pois a receita (método) levou ao bolo (resultado).


No entanto, se o confeiteiro não se utilizar da receita (método) para a confecção do bolo, há grandes chances do mesmo não ter a qualidade pretendida. Poderá sair embatumado, com muito açúcar, pouco macio, entre outros aspectos que indicariam a falta tremenda de qualidade do produto.


Quando o gestor de uma empresa pensa imediatamente em ações – gestor tarefeiro – ele está se comparando ao confeiteiro que não utiliza a receita para fazer o bolo; sai logo fazendo, com grandes chances das ações não produzirem os resultados desejados - bolo sem qualidade.


Da mesma forma, quando o gestor realizar ações a partir do uso de um método explícito, normalmente um método referenciado por boas práticas de gestão, e estas não produzirem o efeito desejado, deve ser revisto o método, ao invés de realizar novas ações na tentativa de acertar o alvo pretendido. Revendo o método, o gestor poderá direcioná-lo ao objetivo esperado. Sim, pois método é a forma pela qual o caminho deve ser perseguido.


Parte-se do pressuposto então que, se a gestão de uma empresa estiver embasada em métodos, as ações terão grandes chances de assertividade – foco no resultado, bolo com qualidade. Ainda, havendo método estabelecido de forma explícita, os resultados não dependerão da intuição e perfil de um exclusivo gestor, mas sim, do próprio método, da receita, o qual poderá ser desenvolvido por qualquer pessoa que vier a ocupar o cargo de gestor. Este aspecto gera constância de propósitos e continuidade do uso dos métodos para a gestão, ficando reduzido a zero as chances de descontinuidade das ações e resultados quando da substituição de gestores.


Finalizando, o modelo utilizado e disseminado pela FNQ – Fundação Nacional da Qualidade, embasado em Fundamentos e Critérios da Excelência, propõe o uso de métodos na gestão. Por meio deste modelo não se avaliam as ações por si só, mas sim, os métodos de gestão e seus efeitos – resultados. Ou seja, avalia-se a receita e a qualidade do bolo, os quais devem estar numa combinação coerente. Ainda, pelo mesmo modelo, a receita (método) precisa ser reavaliada continuamente para que possa alcançar novos níveis de desempenho – melhores bolos, sendo desta forma, implementado o aprendizado organizacional.


Se você conhece gestores confeiteiros que não se utilizam de receitas para a sua gestão, deixe seu comentário.


Até a próxima!

 

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Autor
Prof. Eduardo Antônio Böckel

Franqueado do PGQP - Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade, com habilitação para ministrar treinamentos de Interpretação de Critérios de Excelência e Formação de Avaliadores (2006 a 2010).


Examinador Líder do PQRS - Prêmio Qualidade RS - PGQP - (2005 a 2010)


Avaliador Líder do SA - Sistema de Avaliação - PGQP - (2005 a 2009)


Integrante do Comitê de Produtos do PGQP - Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade, desde 2007.
 

Instrutor do Programa de Qualificação Empresarial da ACIL - Associação Comercial e Industrial de Lajeado com atuação em treinamentos de Planejamento Estratégico, Sistema de Medição do Desempenho e Gestão por Processos, desde 2005.


Professor SENAC Lajeado, nas disciplinas de Introdução à Administração e Gestão da Qualidade, desde 2005.


Coordenador Geral do Comitê Regional da Qualidade – Vale do Taquari, desde 2009, com atuação voluntária na entidade desde 2004.


Supervisor da Qualidade de empresa privada na área de serviços, desde 1999.

Membro da Consulta Nacional da ABNT (ABNT/CB14 e ABNT/CB25)‏.



Atuação

Certificação NBR ISO9001:2008 / Sistema 5S's / Gestão por Processos / Práticas de Gestão com base nos Critérios de Excelência / Planejamento Estratégico.

 
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que saco, to loco atraz de uma jaqueta dessas
 
Exelente material
 
gostaria de saber quem trabalha em banco que não trabalha sabado e domingo se os três dias ja começa...
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