Tenha certeza de que tudo o que conhecemos irá se transformar.
Antigamente as coisas eram diferentes.
No século 19 uma novidade permanecia "novidade" por décadas.
Existe uma historia em que o diretor de patentes dos EUA resolveu fechar o
"departamento de patentes", pois julgou que já não havia mais nada para ser
inventado. Isso aconteceu por volta de mil oitocentos e bolinha.
Em 1876 Graham Bell inventou o telefone e ainda em 1975, ter telefone aqui no
Brasil era um luxo e devia até, pasmem, ser incluído na declaração de imposto
de renda (!!).
Hoje não. Uma novidade dura dias, quem sabe horas.
Ao acabar de ler este artigo, meu amigo, seu celular novinho já poderá estar
obsoleto.
Exageros à parte, o fato é que na verdade estamos vivendo novos tempos no
âmbito corporativo, que acaba influenciando significativamente a forma de agir
das pessoas, alterando cada vez mais os diferentes comportamentos de
consumo.
A busca frenética por novidades faz com que certas empresas, imersas na forte
competição de mercado, alterem significativamente o ritmo de evolução das
coisas.
E isso acaba contagiando tudo ao seu redor, inclusive pondo em cheque os
conceitos mais sólidos da administração clássica.
Então, meu amigo, é hora de revermos os nossos conhecimentos. Aquele curso que fizemos há X anos, tem aspectos que podem estar mortos e simplesmente
não servem para mais nada.
Tá certo, aquela receita do bolo de fubá da vovó, com um certo segredinho irá
permanecer para sempre, sem dúvidas, mas aquilo que chamamos de
"conhecimento", por exemplo, está em constante mutação.
Não estou propondo o descarte de tudo o que aprendemos até agora, muito
pelo contrário. Quanto mais conhecimentos tivermos, teremos mais bagagem
cultural e parâmetros para obtermos equilíbrio e o discernimento necessário
para saber o que tem que evoluir, o que tem que ser esquecido além do que
teremos de adaptar às novas realidades.
Mais do que nunca pesquisar é preciso. Tentar, sempre, antever as tendências,
pensar no lugar do competidor para entender qual será o próximo lance. Como
num jogo de xadrez.
O ambiente mudou. O mundo é outro, hoje em dia.
Diziam que o mundo iria acabar no ano 2000.
E acabou mesmo.
Muitos não se deram conta disso, mas o mundo que conhecíamos até 1999
acabou.
No "novo mundo" não se vive sem o Google, sem e-mails, sem as mídias
sociais, sem smartphones e sem as facilidades da tecnologia .
O meu sonho como profissional de marketing dos anos 80 era poder falar com
cada um dos meus clientes individualmente.
Já pensou em sussurrar no ouvido de uma garota de 16 anos:
" o primeiro sutiã agente não esquece"? De forma íntima como se fosse a sua
mamãe?
Absurdo naquela época.
E olha que muito marmanjão ouviu essa a mensagem. E não era para ele!
Não tinha como e o jeito era ir para uma mídia de massa, gastar fortunas,
desperdiçar uma verba danada, para quem sabe atingir o meu público alvo,
fazendo cálculos e mais cálculos de GRP's, debulhando os relatórios da
Marplan, contratando pesquisas, fazendo simulações, etc.
No final você tinha que disparar um Exocet para chamar a atenção de meia dúzia de gatos pingados.
Ah, mas isso dava prêmios!
Bom para a agência, mas e o cliente. Aquele que tira a grana do bolso para
pagar a conta?
Ele tem "prêmio"?
Ah se agente pudesse falar com eles individualmente!
Mas após o ano 2000 veio a luz. O mundo acabou. Mas começou outro melhor.
Finalmente podemos falar individualmente com aquele cliente que prefere
sentar na fileira do corredor e que gosta de duas pedras de gelo no seu uísque.
O verdadeiro marketing um-a-um.
Podemos chamar nossos clientes de indivíduos, pelo seu nome e não de
"target", "público alvo" ou coisas do tipo.
Parecia coisa de caçador, tentando atingir o cliente com tiros.
Predador versus presa. Um marketing primitivo.
E olha que isso acontecia há apenas alguns anos atrás.
Agora, mandamos um torpedinho simpático para o seu celular e pronto.
Pelo twitter ele recebe informações do show musical de sua preferência ou se já tem pão quentinho na padoca da esquina.
Vamos mudar de "target group" para "amigos da marca".
Fica melhor, o conceito fica mais decente.
O perfil do consumidor adequado, por paixão, convicção, idade, sexo, etc.
As empresas precisam entender o coração de seus consumidores, que na
verdade são os mantenedores do negócio.
A empresa deve orbitar o cliente a todo instante , seguir o rumo que eles estão
indo, colocar a sua empresa e sua marca na emoção das pessoas.
As pessoas tratadas como indivíduos e com suas necessidades atendidas de
forma honesta e justa, eles certamente terão orgulho em serem nossos
clientes.
A meta agora é conquistar o amor de nossos clientes pelas nossas marcas.
Para quem gosta de desafios e criatividade para administrar um negócio, sem
dúvidas terá uma atividade mais divertida, emocionante e humana, mudando a
dança conforme a valsa.
Gente tratando com gente.
Simples.