23 de março de 2011, às 08h51min

Brasil deve dar mais atenção à formação profissional, diz OIT

De acordo com o estudo, as duas áreas não receberam recursos adicionais durante a crise

Tamanho do texto:
Infomoney
 
Compartilhar

O Brasil deve dar mais atenção e recursos à intermediação de mão de obra e à formação profissional, segundo análise da OIT (Organização Internacional do Trabalho), publicada no relatório "Brasil, Uma Estratégia Inovadora Alavancada pela Renda", divulgado nesta terça-feira (22).


De acordo com o estudo, as duas áreas não receberam recursos adicionais durante a crise, porém, devem ser complementadas com ações de continuidade da integração entre os objetivos sociais e de emprego, além da continuação da melhoria dos níveis de investimento produtivo, sistema fiscal e gestão de fluxo de capitais.


Emprego e crise


Ainda conforme o relatório, a política de geração de empregos adotada no Brasil no período da crise financeira internacional foi essencial para que o País saísse rapidamente da recessão, sendo que, entre 2008 e 2010, houve a criação de mais de 3 milhões de empregos formais.


"O Brasil não ficou imune aos efeitos da crise financeira e econômica, mas se saiu razoavelmente bem em relação a muitos países, inclusive da América Latina, em termos de desempenho econômico e do mercado de trabalho", disse a diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo.


Dentre as medidas que ajudaram o Brasil a proteger os empregos e a sair de forma mais rápida da crise, o relatório ressalta, por exemplo, a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de veículos, que auxiliou a preservar entre 50 mil e 60 mil postos de trabalho.


Além disso, enaltece o estudo, o Brasil conseguiu manter sob controle o aumento do emprego informal, que foi de curta duração e tem continuado sua tendência decrescente desde a crise, com o número de trabalhadores sem carteira assinada, nas seis principais regiões metropolitanas, recuado em cerca de 280 mil, ou -6,5%, entre agosto de 2008 e 2010.


"Estimado em 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto), o pacote de estímulos do Brasil foi um dos mais baixos entre os países do G20. Mas, ele foi eficaz por dois motivos: porque expressou o entendimento de que a proteção e a criação de empregos são tão importantes quanto o crescimento econômico, e porque as principais medidas foram alcançadas por meio do diálogo social. Ambas as lições são fundamentais em tempos de crise, bem como de recuperação econômica", finaliza Laís. 

 

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.

Saiba mais

Assuntos
Gostou?
 
Deixe seu comentário

Baixe gratuitamente o app da Revista AdministradoresE tenha acesso às edições da revista. Disponível para iPad, iPhone e iPod Touch.
Últimos comentários
 
  Caros senhores, bom tarde a todos,   Com o devido respeito, discordo da opinião emitida pelo autor...
 
isso não resolve porque nos dias de medição a empresa sabe e proibe os operadores de tirar pausa par...
Elizangelasouza 17 hora(s) atrás em
Novas estratégias para novos comportamentos
 
Um artigo de grande relevância para àqueles que acreditam que a mola mestre de toda ação perpassa po...
Informativos
Receba nosso informativo em seu e-mail.


Enquete
Você, estudante de Administração, pretende seguir qual caminho ao concluir o curso?
Prestar concurso público
Abrir seu próprio negócio
Trabalhar para empresas privadas
Seguir carreira acadêmica
Outros

Indicadores
Câmbio
PapelCompraVenda
Dólar ComercialR$ 1,99R$ 2,00
Dólar Paralelo SPR$ 1,91R$ 2,14
Dólar Turismo SPR$ 1,91R$ 2,14
EuroR$ 2,49R$ 2,49
Bolsa de valores
BolsaVariaçãoFechamento
Bovespa+0.7454063.00
Dow Jones-0.6012454.83
Nasdaq-0.072839.38
Fonte: