09 de maio de 2010, às 15h05min

Reforço de caixa do BNDES custará R$ 187 bilhões ao Tesouro Nacional

A operação envolveu R$ 4 bilhões em trocas de patrimônio, mas elevou a capacidade de empréstimo do banco em nove vezes esse valor.

Tamanho do texto:
Por Wellton Máximo, Agência Brasil
 
Compartilhar

As ajudas concedidas pelo governo federal ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) custarão R$ 187,8 bilhões ao Tesouro. A maior parte desse valor veio do empréstimo de R$ 180 bilhões em títulos federais, mas outras medidas tomadas recentemente ampliaram o limite de empréstimos do banco com custo bem menor: R$ 7,8 bilhões. Algumas operações nem chegaram a ter impacto sobre os cofres públicos.

 

Na semana passada, o Tesouro emitiu R$ 5,8 bilhões em títulos federais para o BNDES. A operação concluiu o empréstimo de R$ 180 bilhões concedido à instituição financeira em sucessivas parcelas desde o início do ano passado.

 

Nesse tipo de operação, o governo transfere os papéis para o banco, que os revende no mercado conforme a necessidade e aumenta o próprio capital. Em troca, a instituição terá de devolver os recursos com correção.

 

Por se tratar de um empréstimo da União a uma estatal, o repasse para o BNDES não tem impacto na dívida líquida do setor público, que leva em conta o que o governo tem a pagar e a receber. Os R$ 180 bilhões, no entanto, têm impacto na dívida bruta, que registra apenas o que o governo tem a pagar.

As demais operações que reforçaram a capacidade de empréstimos do banco seguiram mecanismos diferentes, com impacto fiscal bem menor. Há duas semanas, uma medida provisória ampliou em R$ 80 bilhões o limite do Programa de Sustentação do Investimento (PIS), que financia a compra de bens de capital, como máquinas e equipamentos.

 

Nesse caso, os R$ 80 bilhões já estavam no orçamento do BNDES, mas não podiam ser emprestados, porque o Tesouro precisava cobrir os juros subsidiados da linha de crédito, entre 3,5% e 7% ao ano, dependendo do tipo de tomador final. Para liberar esses recursos, o Tesouro tem de pagar a equalização, recurso que cobre os prejuízos que a instituição teria com a concessão de crédito a taxas baratas.

De acordo com o próprio Tesouro, a elevação em R$ 80 bilhões no PSI custará R$ 7,8 bilhões em equalizações. Desse total, serão gastos R$ 3,1 bilhões em 2010 e R$ 4,7 bilhões no próximo ano.

 

Também há duas semanas, o governo elevou em mais R$ 36 bilhões a capacidade de empréstimos do BNDES sem gastar nada. Um total de R$ 1,3 bilhão em ações do Banco do Brasil que o banco possuía foram trocados por papéis da Eletrobras. A instituição financeira também recebeu R$ 2,7 bilhões em direitos de aumentos de capital da estatal do setor elétrico.

 

A operação envolveu R$ 4 bilhões em trocas de patrimônio, mas elevou a capacidade de empréstimo do banco em nove vezes esse valor. Isso porque limitações contábeis que impediam que a instituição concedesse mais crédito foram retiradas. 

 

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
Assuntos
Gostou?
 
Deixe seu comentário

Baixe gratuitamente o app da Revista AdministradoresE tenha acesso às edições da revista. Disponível para iPad, iPhone e iPod Touch.
Últimos comentários
 
Preciso de uma orientação, aluguei um imóvel em maio de 2011, contrato de 30 meses, terminando em no...
 
Criativo demais. Quando eu crescer, quero ser assim.
 
O serviço policial é essencial para a sociedade e todo o individuo compreende a necessidade das clas...
Informativos
Receba nosso informativo em seu e-mail.


Enquete
A empatia com o chefe e a equipe é um fator determinante para você realizar bem seu trabalho?
Sim, pois dessa forma trabalho mais motivado (a)
Não, pois faço meu trabalho de forma independente

Indicadores
Câmbio
PapelCompraVenda
Dólar ComercialR$ 1,73R$ 1,73
Dólar Paralelo SPR$ 1,67R$ 1,85
Dólar Turismo SPR$ 1,67R$ 1,85
EuroR$ 2,26R$ 2,26
Bolsa de valores
BolsaVariaçãoFechamento
Bovespa+0.0165217.00
Dow Jones-0.1312845.13
Nasdaq-0.122905.66
Fonte: