15 de dezembro de 2011, às 18h30min
Plataforma Android conta com o maior número de ameaças virtuais. Saiba como se prevenir
Uso de softwares antivírus é necessário, mas não é a única solução; melhor iniciativa ainda é a navegação segura e previdente
Naturalmente, com o inchaço da demanda, sobretudo da plataforma Android, cresce também o olho dos criminosos virtuais sobre as informações. Segundo o Gartner, a fatia de mercado dos smartphones equipados com o sistema operacional do Google atualmente é de 52,5%, enquanto o iOS ficou em terceiro, atrás do Symbian (Nokia), com um market share de 18%. De acordo com Axelle Apvrille, pesquisador sênior de antivírus em mobiles da Fortinet, "a maior participação de mercado do Android e o ambiente de desenvolvimento aberto que possui vem com um preço, que seria um aumento de malwares de quase seis vezes visando seu sistema operacional". Ele explica que houve um aumento de 90% no número de malwares para Android, enquanto esse aumento na plataforma iOS foi de 25%.
Dessa forma, os usuários se tornam os maiores responsáveis pela segurança dos seus aparelhos e, consequentemente, das suas informações. Um aplicativo malicioso baixado é suficiente para fornecer diversas permissões via acesso remoto a criminosos cujo interesse vai desde o constrangimento pessoal até o roubo de senhas de e-mail, redes sociais e contas bancárias. Veja no infográfico ao final da matéria quais são as famílias de malwares mais populares e perigosas, desenvolvidas para atacar dispositivos móveis com o sistema operacional Android.
Como se prevenir
Assim como nos computadores pessoais, softwares antivírus são indicados para detectar e combater ameaças também em smartphones e tablets. Porém a prática mais segura contra programas maliciosos ainda é e sempre vai ser uma navegação segura e consciente. Vanessa Pádua, engenheira de sistemas da Fortinet, assegura que antes de baixar um determinado aplicativo, o usuário deve se informar bem, inclusive junto a outros usuários. "Apenas o software antivírus não vai mitigar as ameaças, é necessário ter cuidado com os tipos de aplicativos, ver as opiniões de outros usuários e buscar sempre baixar softwares da market place oficial", lembra.
Um aplicativo mal intencionado nem sempre é projetado apenas para isso. A engenheira explica que o DroidKungFu, por exemplo, foi detectado utilizando protocolos de configuração - Virtual Private Network (VPN) - legítimos, ou seja, era um aplicativo que executava todas as funções a que se pretendia normalmente, mas ao mesmo tempo enviava informações do usuário e executava funções remotas sem o conhecimento deste. "Isso acontece muitas vezes em lojas de aplicativos não oficiais", alerta Vanessa.
Mas não é apenas no "mercado negro" de aplicativos que são encontrados vírus em pele de softwares. Nas lojas oficiais, embora em escala muito menor, também são detectados aplicativos mal intencionados, e a Android Market - que tem um volume maior de cadastro de novos aplicativos e consequentemente menos burocracia para aprová-los - por vezes é usada para a disponibilização de malwares. O BaseBridge, por exemplo, já foi encontrado em um aplicativo da loja e removido após a detecção.
No final, independente da marca ou do sistema operacional do dispositivo, o usuário é o maior responsável pela proteção do aparelho e das suas informações. Se a navegação na web - seja através de aplicativos ou de browsers - for praticada de maneira segura e previdente, não há razão para ter receio de roubos. "A segurança depende apenas do usuário, independente do telefone que ele tiver as premissas serão as mesmas", destaca Vanessa.

Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
Saiba mais
Assuntos
Deixe seu comentário






