02 de julho de 2009, às 17h49min

Americanos estão menos otimistas sobre a economia, diz pesquisa

O otimismo dos americanos sobre a recuperação da economia do país diminuiu, segundo pesquisa realizada pela rede americana de TV CNN, divulgada nesta quinta-feira.

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Folha Online
 
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O otimismo dos americanos sobre a recuperação da economia do país diminuiu, segundo pesquisa realizada pela rede americana de TV CNN, divulgada nesta quinta-feira. De acordo com a pesquisa, 41% dos americanos avaliaram que a situação do país é muito difícil, contra 37% na pesquisa anterior, feita em abril.

"Embora as pesquisas nos últimos meses tenham mostrado alguns sinais de otimismo crescente, parece que esse otimismo estagnou", disse o diretor de pesquisa da CNN, Keating Holland. Ele lembrou que em janeiro a proporção dos que julgavam a situação econômica americana como muito ruim era de 50%.

A pesquisa da CNN foi realizada entre os dias 26 e 29 de junho, com 1.026 pessoas, ouvidas por telefone. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os dados sobre o mercado de trabalho nos EUA divulgados hoje sinalizam que a confiança dos americanos na economia deve sofrer um novo abalo: o país perdeu 467 mil postos de trabalho em junho, enquanto a taxa de desemprego chegou a 9,5%, mesma taxa vista em agosto de 1983, contra 9,4% em maio.

A taxa de desemprego nos EUA, assim, se aproxima dos dois dígitos; a última vez em que o país teve uma taxa assim foi em junho de 1983, quando estava em 10,1% --à época a economia americana também atravessava uma recessão.

O Departamento do Trabalho, o número de pessoas desempregadas no país, 14,7 milhões, ficou quase inalterado no mês passado, na comparação com o mês imediatamente anterior. Desde o início da recessão, em dezembro de 2007, o número de desempregados nos EUA aumentou em 7,2 milhões de pessoas e a taxa de desemprego cresceu 4,6 pontos percentuais.

Em média, a economia americana perdeu 436 mil empregos por mês entre abril e junho, contra uma média de 670 mil por mês entre novembro e março.

A confiança dos consumidores americanos também não oferece uma indicação clara. O instituto de pesquisa Conference Board mostrou que o índice de confiança ficou em 49,3 pontos, depois dos 54,8 pontos (dado revisado) vistos em maio. A expectativa dos analistas era de um aumento para 55 pontos.

Já o índice apresentado pela Universidade de Michigan na semana passada mostrou que o índice de confiança do consumidor ficou em 70,8 pontos, contra 68,7 em maio, superando as expectativas dos analistas, que previam um resultado em 69 pontos.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u589688.shtml
 

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