Banda larga chega a menos de 1% dos municípios no Amapá e em Roraima
Preço alto é apontado como principal entrave ao serviço em todo o Brasil
Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (26) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que a internet banda larga só chegou a apenas 12 milhões de domicílios (21%) brasileiros e, segundo o estudo, o custo ao consumidor é o principal entrave. O que torna o serviço caro: a pequena concorrência entre as operadoras, o alto valor dos impostos e a baixa renda da população.
Os dados do levantamento, que se referem ao terceiro trimestre de 2009, apontam para grandes deficiências em alguns estados das regiões norte e nordeste. No quadro síntese apresentado pelo Ipea, Amapá e Roraima não chegam a 1% no número de municípios com internet banda larga, e nos estados de Amazonas, Maranhão, Pará e Piauí existe o serviço em apenas 5% das localidades.
No Norte e Nordeste, alguns estados têm uma porcentagem alta de municípios com acesso a banda larga, mas ela ainda chega a poucos domicílios. Em Rondônia, por exemplo, 96,2% das localidades têm estrutura de banda larga, no entanto, das mais de 450 mil residências, apenas 72.886 têm o serviço.
Nas regiões Sul e Sudeste, a situação é melhor, mas ainda há déficits, mesmo em estados desenvolvidos, como é o caso do Rio Grande do Sul, que tem banda larga em 67,7% dos municípios e em apenas 21,8% dos domicílios. O Espírito Santo é ainda pior na divisão por localidades (48,7%), embora no levantamento por domicílios (27,6%) esteja à frente dos gaúchos. O destaque fica para Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro, que têm, respectivamente, 95%, 93%, 90% dos municípios cobertos com internet rápida.
No Centro-Oeste, o Distrito Federal está 100% coberto pela banda larga e o Mato Grosso do Sul o serviço chega a 98,7% dos municípios.
Recomendações
O estudo Intitulado Análise e recomendações para as políticas públicas de massificação de acesso à internet em banda larga, divulgado pelo Ipea, hoje, foi realizado pela Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura (Diset) do instituto.
As conclusões apresentadas devem ajudar a nortear o plano de internet banda larga do Brasil, e suas principais recomendações são:
- Redução de desigualdades regionais, inclusão de áreas rurais e de pequenos
Municípios;
- Redução dos gaps de mercado e de acesso;
- Redução da carga tributária e dos custos dos investimentos;
- Redução da defasagem tecnológica e gap de velocidade.
Para ver o quadro síntese da apresentação feita pelo Ipea, clique aqui. E para ler a íntegra do documento que apresenta os resultados do estudo, clique aqui.
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