08 de setembro de 2008, às 09h01min
Carro elétrico é alvo de estudo nas concessionárias
Enquanto nos Estados Unidos, Europa e Japão as montadoras disputam uma corrida para ver quem lança primeiro um carro elétrico em escala comercial, no Brasil o tema não está na pauta da indústria automobilística.
A Itaipu Binacional mantém uma pequena linha de montagem na usina de Foz do Iguaçu (PR) onde foram transformados para o sistema elétrico, até agora, 15 automóveis cedidos pela Fiat. A CPFL montou em sua sede em Campinas (SP) um posto para abastecer carros e motocicletas que estão sendo testados pela companhia. Nos últimos dois anos, a CPFL investiu US$ 1 milhão em um projeto piloto de veículos elétricos.
Os estudos são feitos com o Instituto Nacional de Eficiência Energética (Inee) e a Unicamp. "Buscamos apoio de montadoras, mas nenhuma se interessou", diz Paulo Cezar Tavares, vice-presidente de gestão de energia da empresa. A CPFL testa um modelo Palio montado pela Itaipu e já comprovou a economia. "O custo para rodar 110 quilômetros é de R$ 8, enquanto o mesmo percurso com gasolina custa em média R$ 21", diz Tavares.
O problema, porém, é a baixa autonomia. O plug do carro precisa ficar oito horas na tomada para rodar entre 100 e 110 quilômetros, praticamente a distância entre Campinas e São Paulo. O custo do veículo é outra barreira, em média o dobro de um carro normal. Outro problema, adianta Tavares, é o tipo de bateria utilizado, de níquel e metal. "Não é muito competitiva", diz. O ideal seria um novo produto com baterias similares às usadas em telefone celular, de lítio e íon. "Estamos buscando fabricantes para viabilizar uma frota com esse tipo de bateria, mais confiável."
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