15 de dezembro de 2009, às 00h08min

Como liderar diferentes gerações

É comum que cada geração viva conforme os conceitos pré-estabelecidos pelo mundo que a cerca

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Por Eduardo Shinyashiki , www.administradores.com.br
 
 
São fatores econômicos, sociais, culturais e evolutivos que, somados aos paradigmas existentes em cada família, moldam a identidade dos jovens na sociedade. Dessa forma, é importante que os gestores estejam preparados para uma nova realidade, que envolve a integração entre experiência e inovação, isto é, a união de diferentes gerações no ambiente de trabalho.

De um lado, a Geração Y, com sua necessidade de aprendizado constante. Otimistas e autoconfiantes, as pessoas desse grupo nasceram a partir da década de 80. Esses recém adultos cresceram em um mundo em que a informática e os aparelhos eletrônicos têm grande importância em suas vidas. Mesmo que lidar com novas tecnologias ainda seja um pouco desafiador, já faz parte do cotidiano dessa geração a busca por novidades em softwares e dispositivos eletrônicos. Um de seus pontos mais característicos é a capacidade de adaptação àquilo que não conhecem, seja na vida pessoal ou dentro das organizações.

A nova parceria no cotidiano das empresas se dará quando a Geração Z, a mais apressada e tecnológica de todas as gerações, chegar ao mercado de trabalho. Vivemos em um mundo globalizado, em que a velocidade da informação e a convergência das mídias criaram uma nova forma de encararmos a vida e a sociedade. E é exatamente nessa nova era digital que entram em cena as crianças nascidas a partir de 1995, justamente na época em que acontecia o boom da internet. Esses futuros profissionais, que ainda são meninos e meninas, além de usarem o computador desde muito cedo, são ágeis e tem grandes tendências para o auto-aprendizado. Mas, por conta dessa velocidade toda, têm se mostrado imediatistas, que buscam o futuro antes mesmo de passarem pelo presente.

Os gestores terão um grande desafio ao liderar equipes cada vez mais formadas por profissionais de diferentes gerações. Mas, é importante ressaltar, que esse mix poderá trazer ótimos resultados se as distintas competências forem captadas e integradas em prol de um mesmo objetivo. Para tanto, é imprescindível que gestores e executivos fiquem atentos e conheçam muito bem cada membro de sua equipe, com foco na complementaridade. Desta forma, resultados eficazes serão atingidos gradativamente.

Uma equipe de jovens, por exemplo, pode dar vida nova a tarefas antigas, ao mesmo tempo em que aprendem sobre o seu funcionamento com os funcionários mais experientes. Contudo, em consequência da velocidade e fragmentação da era digital, os profissionais mais novos terão algumas dificuldades, como, por exemplo, encarar desafios que demandam visão de longo prazo e muita dedicação.

Nesse sentido, a boa mistura de competências será o fator chave para a obtenção de resultados positivos. E para que tudo isso aconteça, é preciso que um ponto seja muito bem trabalhado: a comunicação. Afinal, não existe nada melhor do que a troca de ideias entre pessoas de diferentes origens e idades, para que as tarefas diárias possam ser executadas de maneira inusitada, inovadora e eficaz.



Eduardo Shinyashiki é consultor, palestrante e diretor da Sociedade Cre Ser Treinamentos. Autor do livro Viva Como Você quer Viver, da Editora Gente. Para mais informações, acesse www.edushin.com.br.
 
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