03 de dezembro de 2009, às 00h07min

Como surgem as boas idéias?

Na primeira matéria da reportagem sobre “Inovação”, confira a entrevista exclusiva com o especialista Rodrigo Rodrigues sobre como buscar idéias para a empresa

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Por Fábio Bandeira de Mello, www.administradores.com.br
 
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Em um mercado cada vez mais competitivo, inovar e buscar boas idéias parecem ser palavras de ordem dentro das empresas. Ser criativo e pensar em algo novo podem ser ferramentas chaves para o sucesso de uma organização. O trabalho em equipe, nesse momento, é outro diferencial para que a boa idéia seja capaz de ser colocada em prática com eficiência.

Mas por que às vezes parece ser tão difícil inovar? Qual será a melhor forma de mostrar a criatividade dentro da organização? Confira a entrevista exclusiva do Portal Administradores.com.br com o especialista Rodrigo Rodrigues, diretor de planejamento a OpusMúltipla, sobre inovação, criatividade e boas idéias.


1) Existem situações, principalmente no âmbito profissional, que pedem para que sejamos criativos e que inovemos. Quais são os componentes comuns que ajudam na hora da inovação?

Inovação pressupõe ousadia. Ousadia pressupõe segurança em trilhar novos caminhos. Para trilhar novos caminhos, é necessário acompanhar tendências, monitorar concorrência, conhecer profundamente o comportamento, a vida, o dia-a-dia do publico alvo da sua inovação para assegurar-se de que ela será útil, necessária e pertinente.

Outro componente importante é a noção que tudo pode ser melhorado. Quebrar paradigmas é motivação para o inovador. É o sujeito que não costuma dizer “quando cheguei aqui já era assim”, ou “cresci fazendo deste jeito, não vejo porque mudar”.

Ouvir colegas, superiores, subordinados e submeter-lhes suas ideias é fundamental. Desse modo, pode-se aprimorar uma ideia, uma inovação.


2) Ser criativo é ver a mesma coisa que os outros vêem, e enxergar algo diferente antes deles? Quando a criatividade pode se transformar essencial para a empresa?


É sim. Numa época de equiparações tecnológicas e fluxo irrestrito de informações a criatividade é fundamental para criar e mudar e, assim, conseguir nadar num mar limpo e longe de tubarões. Ou seja, achar brechas no mercado para novos produtos e serviços.

A criatividade pode significar a criação de uma empresa e até de um mercado. Alguns exemplos:

a) o walkman

b) o iphone. Todos vinham numa tendência de diminuir o tamanho dos celulares, enquanto outros estavam pensando em ampliar suas funções;

c) o redbull. Num mercado já saturado por centenas de marcas de refrigerantes ele lança a era dos alimentos funcionais. Neste caso, a bebida com função energética e passou a ser líder mundial numa nova categoria.

d) a Caixa Econômica Federal, com os feirões da caixa que facilitaram o acesso do consumidor ao sonho da casa própria. Eles reúnem o banco (dinheiro), com cartórios, imobiliárias e outros serviços para que a pessoa feche o negócio rapidamente, sem se deslocar. Criaram um mercado novo para eles.


3) Porque muitos profissionais nunca buscam inovar ou ser criativos? Porque sempre ficam na rotina padrão? É acomodação?

Acomodação, falta de condições das empresas que não valorizam as idéias, que não criam fórum para debate, que não investem em treinamento para que a pessoa tenha idéias novas etc.

Além disso, é do ser humano buscar o conforto da rotina. A situação controlada.


4)Mas, também é de conhecimento comum que muitas vezes e em muitas áreas, o profissional pode sofrer alguns bloqueios que o impeçam de criar, de contribuir. Como evitar esse bloqueio?

Perguntando-se diariamente: “Há um jeito melhor de fazer isso”. O japonês chama isso de Kaizen, a melhoria contínua.

Além disso, participar de cursos, congressos, seminários, ler sobre assuntos gerais e técnicos, viajar, conhecer pessoas, circular por shoppings, mercados. Enfim, ampliar horizontes para colher referências novas.


5)A empresa que não investe e estimula os seus funcionários está fadada a ficar sempre no piloto automático, fazendo as mesmas coisas ou não existe relação?


Existe relação, sim. Muitas empresas, por falta de investimento nas pessoas e de facilitar o debate e geração de ideias, acabam sofrendo comercialmente. Ao perder mercado, diminuem investimentos e o ciclo perverso se completa. Como diz o Kotler, não há produto commodity ou sem diferenciação que precise brigar apenas por preço. Existe, sim, falta de criatividade dos gestores que não conseguem criar relevância aos seus produtos e serviços.


Confira,  a segunda matéria da reportagem sobre “Inovação”, e veja exemplos criativos que podem dar certo para algumas empresas.

Atualizado*

 

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