O cenário acima não parece muito convidativo para quem quer começar um negócio. Mas, quem pensa que investir na produção de artigos de entretenimento no Brasil é uma furada pode estar enganado. "Com o crescimento da economia, as classes C e D vão passar a consumir mais esses produtos". Isso quem afirma é Renato Grinberg, que foi diretor geral da Latin American Multichannel Advertising Council - LAMAC - e trabalhou na Sony Pictures e na Warner Bros., em Los Angeles. O aumento do poder de compra de quem antes não comprava CDs, DVDs ou livros pode reaquecer o mercado, que amargou grandes perdas nos últimos anos.
Quero investir em entretenimento. E aí?
A primeira dica para quem pretende investir no setor é manter-se atento ao que o público procura e contar com bastante conhecimento sobre o tipo de negócio. Grinberg lembra que é importante "saber onde estão os nichos pouco explorados, tentar buscar coisas que ainda não estejam saturadas no mercado".
Ter um certo volume de capital para iniciar um negócio desse tipo é outro fator fundamental, que pode ser o entrave para o empreendedor que não dispõe de muito dinheiro. "Infelizmente, esse é um tipo de negócio que já precisa começar grande", afirma Grinberg.
O mercado e seus desafios
O grande desafio dos produtores dessa área é encontrar formas de reconquistar o espaço no mercado perdido para os produtos ilegais. Grinberg dá o exemplo da China, onde se consegue que CDs custem US$ 1,50. No entanto, é preciso saber que, por mais que a indústria barateie os produtos, nunca conseguirá concorrer de igual para igual com os preços da pirataria, cujos custos de produção são imensamente menores.