18 de março de 2010, às 08h47min

Diversão é o meu negócio: ainda vale a pena investir no mercado de entretenimento no Brasil

Aumento do poder de compra das classes C e D faz crescer público consumidor

Por Simão Vieira, Administradores.com.br
 
A popularização das mídias transformou a forma de produzir e distribuir produtos de entretenimento no mundo. Músicas, filmes e livros pouco a pouco ganham novos formatos e obrigam a indústria a se reinventar, na briga contra os downloads ilegais e a pirataria no comércio informal, grande vilão do mercado de CDs e DVDs no Brasil.

 

O cenário acima não parece muito convidativo para quem quer começar um negócio. Mas, quem pensa que investir na produção de artigos de entretenimento no Brasil é uma furada pode estar enganado. "Com o crescimento da economia, as classes C e D vão passar a consumir mais esses produtos". Isso quem afirma é Renato Grinberg, que foi diretor geral da Latin American Multichannel Advertising Council - LAMAC - e trabalhou na Sony Pictures e na Warner Bros., em Los Angeles. O aumento do poder de compra de quem antes não comprava CDs, DVDs ou livros pode reaquecer o mercado, que amargou grandes perdas nos últimos anos.

 

Quero investir em entretenimento. E aí?

 

A primeira dica para quem pretende investir no setor é manter-se atento ao que o público procura e contar com bastante conhecimento sobre o tipo de negócio. Grinberg lembra que é importante "saber onde estão os nichos pouco explorados, tentar buscar coisas que ainda não estejam saturadas no mercado".

 

Ter um certo volume de capital para iniciar um negócio desse tipo é outro fator fundamental, que pode ser o entrave para o empreendedor que não dispõe de muito dinheiro. "Infelizmente, esse é um tipo de negócio que já precisa começar grande", afirma Grinberg.

 

O mercado e seus desafios

 

O grande desafio dos produtores dessa área é encontrar formas de reconquistar o espaço no mercado perdido para os produtos ilegais. Grinberg dá o exemplo da China, onde se consegue que CDs custem US$ 1,50. No entanto, é preciso saber que, por mais que a indústria barateie os produtos, nunca conseguirá concorrer de igual para igual com os preços da pirataria, cujos custos de produção são imensamente menores.

 

 
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