A Fazenda ressalta que, sem o item educação, que tradicionalmente sobe no início do ano, o IPCA de fevereiro teria tido alta de 0,46% e não de 0,78%, como ocorreu. "O primeiro bimestre de 2010 foi fortemente impactado por pressões inflacionárias advindas de reajustes em educação, açúcar e álcool, tarifas públicas e alimentos in natura", diz o texto. "Apesar das expectativas de mercado, esperamos IPCA anual próximo a 4,5%." Em sua análise, o ministério de Guido Mantega afirma que a recuperação da crise se dá no formato de V, ou seja, uma queda seguida de rápida retomada, demonstrando a capacidade de absorção de choques na economia brasileira. Ainda nesse capítulo, o texto traz análises setoriais evidenciando que os investimentos estão se recuperando de "forma robusta", devem crescer 16,1% neste ano (o maior dos últimos anos) e terão participação cada vez maior no crescimento.
A Fazenda ressalta que a demanda doméstica segue puxando a expansão brasileira e deve crescer 7,3% este ano. "É um nível de crescimento compatível com a capacidade instalada de produção", diz o texto, que mostra gráfico destacando que o nível de utilização da capacidade instalada na indústria (Nuci) ainda está quase 3 pontos porcentuais abaixo do auge de 86,7% atingido em meados de 2008, no pico da atividade econômica brasileira.
Ao mencionar a capacidade produtiva do País, os técnicos de Mantega destacam análise da Fundação Getúlio Vargas de que o crescimento recente no uso da capacidade instalada está concentrado no setor de bens de capital (ou seja, por conta dos investimentos), enquanto bens de consumo e intermediários tiveram recuo. A Fazenda também menciona dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que dizem que a capacidade produtiva cresceu 10% em 2009 e terá expansão de 15% em 2010. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.