16 de março de 2010, às 12h10min

Festival Nacional de Teatro integra arte e empreendedorismo

Evento promove debates sobre gestão para empreendimentos culturais

Por Carlos Baumgarten, Agência Sebrae de Notícias
 
"Há uma tendência de empreendedores culturais do teatro se organizarem cada vez mais em grupos e cooperativas, no sentido de potencializar a produção e enxergá-la também enquanto negócio". A afirmação é de Karina de Faria, presidente da Cooperativa Baiana de Teatro, que promove a segunda edição do Festival Nacional de Teatro da Bahia, realizado até o próximo domingo (21) em diversos palcos da cidade.

 

O Sebrae na Bahia é um dos apoiadores do evento, junto com o Banco do Brasil e a Fundação Cultural do Estado da Bahia, e começa, em 2010, uma parceria com a Cooperativa Baiana de Teatro.

 

Conforme explica Richard Alves, coordenador da Unidade Regional Salvador, o grupo será inserido no projeto Comércio Brasil, para prospecção de mercado, e no programa Cultura da Cooperação, voltado para a disseminação de conceitos de cooperativismo. Além disso, diversas ações serão promovidas, como a produção de catálogos dos grupos de teatro. "É fundamental que o teatro também esteja inserido nas ações do Sebrae voltadas para empreendedorismo, já que se trata de uma importante manifestação cultural do nosso estado", diz Richard. O diretor de Suporte do Sebrae/BA, Antônio Marcos Lima de Almeida, destaca a importância de se encarar o teatro também como um negócio. "A riqueza cultural baiana não podia ser deixada de lado pelo Sebrae, já que se trata de um segmento potencial no sentido econômico. Afinal, o artista precisa sobreviver daquilo que trabalha. Por isso, o Sebrae apoiará ações que estimulem o empreendedorismo e a cultura da cooperação, de forma que esses empreendimentos possam tornar-se sustentáveis", afirma o diretor.

 

Arte como atividade econômica

 

A presidente da cooperativa, Karina de Farias, apontou que a parceria com o Sebrae/BA e outras instituições é fundamental para o desenvolvimento dos grupos de teatro. "Entendemos a importância de se enxergar a arte como atividade econômica e, para isso, é necessário que estejamos organizados para gerir o negócio", diz Karina. Nesse contexto, ela conta que a iniciativa de buscar o apoio do Sebrae/BA partiu dos próprios cooperados. "Eles já enxergam a importância de executar essa organização", complementou. O Sebrae promove, durante o festival, fóruns de discussões para debater questões relativas à gestão de negócios e empreendedorismo cultural. Na tarde desta quarta-feira (16), o consultor do Sebrae no Rio de Janeiro, Fernando Portella, será um dos palestrantes. Ele falará no auditório do Sebrae/BA, no bairro dos Aflitlos. O evento traça um painel diversificado de temas e linguagens do teatro contemporâneo brasileiro, agregando ciclos de debates e oficinas de teatro.

 

As apresentações acontecem na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, no Teatro Vila Velha, na Aliança Francesa, no Teatro Plataforma, Sesc - Senac, Pelourinho, Sesi, Xisto Bahia e em um espaço no Hospital das Clínicas. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5. Haverá ainda apresentações populares no Largo Dois de Julho. A abertura do Festival Nacional de Teatro contou com a apresentação do espetáculo "Donos da Terra", dirigido por João Gonzaga, criado coletivamente por 47 crianças do Projeto de Iniciação Musical, de uma escola comunitária de Salvador.

 

 
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