12 de novembro de 2009, às 16h15min
Ibope aponta: brasileiros querem outros produtos em farmácias e drogarias
Proximidade, preço e comodidade sustentam preferência dos consumidores.
O levantamento ouviu 1.302 entrevistados de seis capitais - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza e Belém - e foi realizado entre 15 e 25 de setembro de 2009. A margem de erro é de 3%, considerando nível de confiança de 95%.
A prestação de serviços como pagamento de contas de água, luz, telefone em farmácias e drogarias é algo considerado de grande importância para a população.
Quando indagados sobre uma possível lei que proibisse a comercialização de produtos e serviços, além de não medicamentos, nas farmácias, 73% manifestaram-se contra. Os serviços de recebimento de contas e recarga de celulares são algumas das ofertas mais valorizadas pelos entrevistados, principalmente pelas classes de menor poder aquisitivo e, por consequência, menos "bancarizadas".
"Há cidades no Brasil onde sequer há uma agência bancária, o que é compensado por mais de 15 mil estabelecimentos farmacêuticos que prestam esse serviço de correspondente. Além de atrapalhar o consumidor, empregos estão sendo colocados em risco", adverte Sergio Mena Barreto, presidente executivo da Abrafarma - Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias, responsável por encomendar a pesquisa.
"O resultado só confirma um hábito de consumo consagrado no País, na contramão do que prevê a RDC 44/09 publicada pela Anvisa. Além de não ter poder legal para tomar tal decisão, a agência cria um entrave para a população, que tem sua vida facilitada sem que o negócio farmacêutico se descaracterize", observa Barreto.
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